<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072</id><updated>2011-11-27T23:40:22.790-02:00</updated><category term='Animes'/><category term='Lei Rouanet'/><category term='Bahia'/><category term='textos escritos no período de descanso mental'/><category term='cultura baiana'/><category term='Digressões'/><category term='sites bacanas'/><category term='Críticas'/><category term='coisas antigas'/><category term='Acervo'/><category term='Poesias recicladas'/><category term='públicos culturais'/><category term='Disco completo'/><category term='boêmia'/><category term='falando errado'/><category term='cultura'/><category term='notícias'/><category term='costumes'/><category term='The Cinematic Orchestra'/><category term='clipes'/><category term='hype'/><category term='mercado cultural'/><category term='biblioteca pública'/><category term='poesia'/><category term='dicas'/><category term='Raridades'/><category term='Antropofagia cultural'/><category term='Notas rápidas'/><category term='stream'/><category term='viagem'/><category term='pensamentos desconexos'/><category term='Tim Maia'/><category term='textos escritos nas madrugadas sem dormir'/><category term='Vídeos bacanas'/><category term='economia da cultura'/><category term='nostalgia e saudosismo'/><category term='Pérolas que as pessoas dizem'/><category term='Alice Ruiz'/><category term='albuns completos'/><category term='políticas culturais'/><category term='Música'/><category term='crítica'/><category term='situações esdrúxulas'/><category term='Inzêmprios'/><category term='cinema'/><category term='Novidades'/><category term='eventos'/><category term='vida noturna'/><category term='sotaques'/><category term='Cotidiano'/><category term='baianidades'/><category term='Músicas'/><title type='text'>Por inzêmprio...</title><subtitle type='html'>Uma máquina, uma casa, um bangalô.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>107</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-3352560509028629700</id><published>2010-05-05T22:48:00.004-03:00</published><updated>2010-05-05T22:56:18.091-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias recicladas'/><title type='text'></title><content type='html'>Ah, querida eurídice, ouve meu canto&lt;br /&gt;Mesmo que me mate a saudade&lt;br /&gt;Há de ficar na eternidade meu canto&lt;br /&gt;Mesmo que por de trás de cada sonoro sorriso&lt;br /&gt;permaneça um silencioso pranto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ti hei de enfrentar os sete ciclos do inferno&lt;br /&gt;Cruzar com o barqueiro o intransponível Aqueronte&lt;br /&gt;Fazer cair por terra o uviante tricéfalo&lt;br /&gt;E no impulso de amante vencer a tudo em honra do seu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, minha eurídice, ouve o canto de minha lira&lt;br /&gt;Que já semeou ouro no olimpo e fez chorar os deuses.&lt;br /&gt;E não te destraia com a dança das fúrias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quão grande seja a dor que ora me atravessa&lt;br /&gt;Maior será meu amor e minha força&lt;br /&gt;Ah, minha eurídice, então, secai vossas lágrimas&lt;br /&gt;e não temei o Hades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Profecia é uma só.&lt;br /&gt;De todas as bençãos dos deuses,&lt;br /&gt;preferiste e escolheste tu a mim&lt;br /&gt;Eu sou seu &lt;span class="searchlite"&gt;Orfeu&lt;/span&gt; e estou em suas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja seu coração o meu túmulo, seja minha alma o seu jardim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-3352560509028629700?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/3352560509028629700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=3352560509028629700&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/3352560509028629700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/3352560509028629700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2010/05/ah-querida-euridice-ouve-meu-canto.html' title=''/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-6857267869355988055</id><published>2010-02-02T22:41:00.014-03:00</published><updated>2010-02-18T22:47:42.992-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='textos escritos no período de descanso mental'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Digressões'/><title type='text'>Excessos religiosos: inzêmprio de coisa nociva</title><content type='html'>&lt;a style="font-family: arial;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/S2ji_4WPZwI/AAAAAAAAAJY/8xLfvr7d87M/s1600-h/HomerSimpson46.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 226px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/S2ji_4WPZwI/AAAAAAAAAJY/8xLfvr7d87M/s320/HomerSimpson46.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433842537507809026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Nos últimos 30 dias eu passei a acompanhar com atenção alguns eventos e situações que me deixaram bastante preocupado com o rumo que algumas coisas estão tomando. Na verdade, creio que essas preocupações todos nós sentimos em alguns ou em todos os momentos da nossa vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bola da vez são os excessos religiosos. Ah, os excessos. Em bom baianês do interior do estado, a "tanficância"... Devo dizer, antes de qualquer coisa, que não sou iniciado em qualquer denominação religiosa, embora eu me considere bastante espiritualizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanho consternado o que penso ser um discurso "fundamentalista cristão" (seja de matriz católica ou de matriz protestante/evangélica/(neo)pentecostal) difundido com grande força pelos veículos de comunicação de massa. Me refiro aqueles programas de variadas denominações religiosas que passam a partir das 21h em diversos canais ou até mesmo de canais exclusivamente dedicados às práticas religiosas. Nos últimos dias eu zapeei entre um canal e outro (podemos ter 300 canais na SKY, mas, efetivamente temos 2 canais úteis, 150 de vendas e 148 religiosos) e assisti a pregação de um padre e de dois bispos (cada um em seu templo e em seu canal). Qual não foi minha surpresa? Primeiro, as falas eram uníssonas! Ora, isso deveria ser uma benção (literalmente), já que faz cair por terra as disputas (ao menos as discursivas) entre as igrejas. Mas não foi bem isso que eu percebi e foi exatamente isso que me assutou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As falas dos três sacerdotes denotam uma coisa incômoda: que ainda conservamos valores (diria eu) um tanto arcaicos e perdemos o foco do que realmente interessa e é relevante - a religação com o divino e com os os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Política e religião são virtualmente indissociáveis, mas a igreja é uma entidade perigosamente política. Essa associação deveria ser a todo custo evitada ou banida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas falas dos sacerdotes eu me assustei com a perversão de termos como liberdade, livre arbítrio, igualdade, amor, amor de Deus, justiça, retidão... Vi um Deus (que até onde minha inocência e arrogância me dizem) que é, supostamente, nosso Pai (cósmico, universal, criador, enfim, vocês decidem como chamar) e entidade feita de puro amor ser pintado como um general cruel, vingativo e cheio de rancor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não lembro bem se foi o padre, o bispo ou a bispa que diferenciaram o temer do escravo, do carrasco e do filho, sendo que o escravo teme a fúria do senhor e do carrasco, o carrasco teme porque há poder político e poder financeiro em jogo. Já o filho "teme porque ama". Até onde eu sei, amor (me corrijam se eu estiver equivocado!) é algo que não caminha junto do medo... respeito, cuidado, atenção e carinho, eu concordo... mas medo? Fica parecendo uma piada irônica e sem graça... "Olha, Deus te ama, é seu Pai Eterno, mas se você não fizer o que ele quer que você faça ele acaba com sua vida com requintes de crueldade". Amor é amor. Medo é medo. Não se misturam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As falas construíam um verdadeiro manual de instruções sobre como "amar" esse Deus das Igrejas, como ir ao céu e como ser livre, argumentando que, por inzêmprio, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ser livre&lt;/span&gt; é, na verdade, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;estar livre de&lt;/span&gt; (alguma coisa). "A importância do celibato", "a importância da retidão" (seja lá que maluquice seja isso!), "quem Deus condena e condenará", "quem é o justo", "sobre quem a fúria de Deus é alvo". Estar livre das drogas (lícitas ou não) é algo cantado em verso e prosa!! Estar livre de pecados... mas quais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até onde eu sei, Jesus bebia vinho (tornou água em vinho), gostava de celebrar a vida dividindo alimentos (multiplicou pão e peixe)... Logo, beber não é um problema. O excesso da bebida é complicado, reconheço, mas ainda assim, não vamos pensar que só peca aquele que fuma um baseadinho, cheira uma carreira de pó, toma um docinho ou bebe uma cervejinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;nota do blogueiro:&lt;/span&gt; a pessoa que fuma pedra É PECADORA, é na verdade um zumbi que atende pelo nome científico de "Catiribum" - fumou, morreu e continua vagando pelo nosso mundo...&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Voltando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essa coisa de pecado (sustentado por essa moral desnecessária) que diz que se peca "por atos, palavras, pensamento e omissão" (logo, estamos todos com nossa suntuosa mansão de vaidades no inferno, correto?) e segundo porque tem muita gente que nunca bebeu cerveja, cachaça, vinho, espumante, fumou cigarro ou consumiu as demais drogas, arrota que é santo(a), mas tem um coração podre, cheio de maldade, cobiça, ira... desses que seria detonado no Tribunal de Osiris de tão pesado!  O que vale  é o coração e o que sai dele pela boca, as obras ou seguir uma dada conduta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quanto ao amor ao próximo, a si mesmo, o perdão ao próximo e a si mesmo... a paz (que é feita para os atormentados) e o perdão (feito para os imperdoáveis) e a misericórdia? E o não julgar para não ser alvo de julgamento... esse último eu ouvi o disparate que "se pode julgar baseado na bíblia"!!! Mas que maluquice!!! Um livro escrito a não-sei-nem-quantas mãos, traduzido, retraduzidos, assimilado por diferentes culturas, que expressa valores muitas vezes conflitantes.... mas enfim, que seja pela Bíblia - lá está escrito que para Deus não há pecado maior ou menor... que consumir carne de porco é pecado, que consumir lagosta é pecado... assim como matar, adulterar, cobiçar, conspirar... se tudo é pecado, nada é, correto? O Borges disse uma vez que Deus medirá os homens com a Sua medida e eu concordo com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas seguindo no discurso religioso fundamentalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo fundamentalista porque ele incita a intolerância justificando o discurso em uma Divindade e nas vontades dessa Divindade. E nessa busca interminável por retomar os valores que se perderam. Não há mais julgamento, há condanação sumária. As pessoas falam e agem por Deus: matam, humilham, agridem... enquanto entoam sonoros hinos de louvor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é difícil encontrar explicações para as catástrofes embasadas nesse discurso (da vontade Divina e do Castigo Divino): atribuir as recentes tragédias do Haiti pela prática dos Voduns é a mais recente e pra mim foi a pior delas! Assim disseram os primeiros-ministros, assim disseram os "irmãos" batizados, assim reproduzem blogueiros, jornalistas religiosos, políticos... todos com as devidas citações bíblicas e aquele tom de "eles merecem tudo que com eles acontece".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito me aborreceu atribuir uma tragédia em um país que estava pra lá da miséria a um castigo divino (inclusive, uma tragédia que estava prevista na Bíblia!). E as pessoas falam disso em suas calorosas falas e entoam glórias e aleluias... não pode haver júbilo na dor alheia, na tragédia alheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de tudo isso, o maior problema são os excessos, porque as pessoas têm o direito a suas fés, por mais cruéis que elas sejam e por mais nocivas. Mas isso é amplamente divulgado... há um suporte nos meios de comunicação de massa (impressos, televisivos, radifônicos) e também nos templos. Se foca na merreca da conduta e se esquece do fundamental: o coração, os atos e as obras. Esses podem ser escassos, afinal, pessoas de boa conduta não precisam de boas obras... ¬¬&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo quer condenar as sodomas e gomorras para libertar a si de uma condenção criada e imposta por eles mesmos. (E isso me enfurece!). Desse jeito, não basta ser correto, os outros devem antes de qualquer coisas estar errados (erradíssimos, por sinal!). Cadê o fio condutor da bíblia que é a transformação e evolução espiritual? O perdão maduro que permite que seja oferecida sem medo a face, que permite perdoar o algoz, já que ele nem sempre sabe o que faz? As verdadeiras sodomas e verdadeiras gomorras estão no caração dos injustos, assassinos, invejosos, mentirosos e que usam o nome de Deus em favor de seus propósitos pessoais e que vão no seu caminho ensinando o ódio e a indiferença travestido de amor e fé! O bezerro de ouro continua ali exposto e todos eles se curvam diante dele. Eu não me curvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei qual será o resultado disso, mas tenho (em última instância) muito medo. Vivemos uma fase que pode ser anterior a um grande avanço ou a um grande retrocesso. De qual lado você está?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na boa? Vamos amar. Vamos ser gentis conosco e com o nosso próximo. Fazer caridade se for algo que te faça sentir bem. Respeitar as pessoas do mundo, as coisas do mundo. Perdoar e nos permitir ser perdoados. É dificil, eu sei. Mas é algo tão simples! Vamos amar, Deus é amor, lembram?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-6857267869355988055?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/6857267869355988055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=6857267869355988055&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/6857267869355988055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/6857267869355988055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2010/02/excessos-religiosos-inzemprio-de-coisa.html' title='Excessos religiosos: inzêmprio de coisa nociva'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/S2ji_4WPZwI/AAAAAAAAAJY/8xLfvr7d87M/s72-c/HomerSimpson46.gif' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-4645415390432837404</id><published>2010-01-18T13:48:00.002-03:00</published><updated>2010-01-18T13:58:30.184-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Cor multiplicada, som, palavra má porque não sei dizer.&lt;br /&gt;Saiba. Diga você&lt;br /&gt;(caetano veloso)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-4645415390432837404?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/4645415390432837404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=4645415390432837404&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/4645415390432837404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/4645415390432837404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2010/01/cor-multiplicada-som-palavra-ma-porque.html' title=''/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-5581946422942521381</id><published>2010-01-15T10:25:00.001-03:00</published><updated>2010-01-15T10:25:45.023-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;Agora eu desejo que o tempo voe... ao seu lado eu espero que ele congele&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-5581946422942521381?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' 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src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-6593647120910964598</id><published>2010-01-14T10:33:00.002-03:00</published><updated>2010-01-14T10:39:03.030-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='The Cinematic Orchestra'/><title type='text'>The Cinematic Orchestra</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/S08eZsFvkOI/AAAAAAAAAJI/olst6J-22nY/s1600-h/Man-With-A-Movie-Camera-by-The-Cinematic-Orchestra_pFcav0IgXF0x_full.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/S08eZsFvkOI/AAAAAAAAAJI/olst6J-22nY/s320/Man-With-A-Movie-Camera-by-The-Cinematic-Orchestra_pFcav0IgXF0x_full.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426589502685548770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;HOUSE ON THE HILL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;you'd do anything&lt;br /&gt;just to reach our door&lt;br /&gt;but I won't be there&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;how does it feel&lt;br /&gt;the house on the hill&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;you'd give anyone&lt;br /&gt;just to reach our door&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouça/ baixe &lt;a href="http://www.4shared.com/file/41532026/15f66364/Beach_House-08-House_on_the_Hi.html?s=1"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-6593647120910964598?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/6593647120910964598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=6593647120910964598&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/6593647120910964598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/6593647120910964598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2010/01/cinematic-orchestra.html' title='The Cinematic Orchestra'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/S08eZsFvkOI/AAAAAAAAAJI/olst6J-22nY/s72-c/Man-With-A-Movie-Camera-by-The-Cinematic-Orchestra_pFcav0IgXF0x_full.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-1790269582088005046</id><published>2010-01-11T22:04:00.002-03:00</published><updated>2010-01-11T22:05:57.153-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alice Ruiz'/><title type='text'>Encantado (sempre) por Alice Ruiz</title><content type='html'>Se&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se por acaso&lt;br /&gt;a gente se cruzasse&lt;br /&gt;ia ser um caso sério&lt;br /&gt;você ia rir até amanhecer&lt;br /&gt;eu ia ir até acontecer&lt;br /&gt;de dia um improviso&lt;br /&gt;de noite uma farra&lt;br /&gt;a gente ia viver&lt;br /&gt;com garra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu ia tirar de ouvido&lt;br /&gt;todos os sentidos&lt;br /&gt;ia ser tão divertido&lt;br /&gt;tocar um solo em dueto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ia ser um riso&lt;br /&gt;ia ser um gozo&lt;br /&gt;ia ser todo dia&lt;br /&gt;a mesma folia&lt;br /&gt;até deixar de ser poesia&lt;br /&gt;e virar tédio&lt;br /&gt;e nem o meu melhor vestido&lt;br /&gt;era remédio&lt;br /&gt;daí vá ficando por aí&lt;br /&gt;eu vou ficando por aqui&lt;br /&gt;evitando&lt;br /&gt;desviando&lt;br /&gt;sempre pensando&lt;br /&gt;se por acaso&lt;br /&gt;a gente se cruzasse...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-1790269582088005046?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/1790269582088005046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=1790269582088005046&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/1790269582088005046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/1790269582088005046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2010/01/encantado-sempre-por-alice-ruiz.html' title='Encantado (sempre) por Alice Ruiz'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-7253390732057772130</id><published>2010-01-11T21:51:00.002-03:00</published><updated>2010-01-11T22:12:24.809-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Você não pode quebrar o que não lhe pertence&lt;br /&gt;Nem eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-7253390732057772130?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/7253390732057772130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=7253390732057772130&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/7253390732057772130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/7253390732057772130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2010/01/voce-nao-pode-quebrar-o-que-nao-lhe.html' title=''/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-2823902122445546237</id><published>2009-12-31T16:00:00.001-03:00</published><updated>2009-12-31T16:01:52.755-03:00</updated><title type='text'>Metas para 2010</title><content type='html'>Trabalhar com artesania&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Namorar os documentos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter mais atenção nas coisas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-2823902122445546237?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/2823902122445546237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=2823902122445546237&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/2823902122445546237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/2823902122445546237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2009/12/metas-para-2010.html' title='Metas para 2010'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-4922448124850817877</id><published>2009-12-26T08:19:00.007-03:00</published><updated>2009-12-26T08:57:40.609-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pensamentos desconexos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Digressões'/><title type='text'>Em Salvador....</title><content type='html'>Tempo nublado e com cara de chuva... frio que me fez acordar cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é verão! Um sábado de praia... o que não deveria acontecer é ficar cinzento o céu de Amaralina. Se bem que desde ontem o céu está bem cinza e a brisa passou de fresca para fria. Não me incomoda - até gosto de um ventinho mais frio (para os padrões baianos, claro). As árvores (as poucas árvores de Amaralina) estão dançando, as cortinas da sala estão descontroladas. O prédio ao lado é de cor bege. Combinado ao ceú cinza faz tudo parecer a atmosfera de um sonho antigo. Nessa paisagem meio sem cor, apenas duas coisas teimam em ficar: uma camisa laranja na janela do apartamento vizinho e uma borboleta no muro do prédio ao lado. Todo o resto me remete a uma fotógrafia em sépia. Nessas horas, corre-se o risco de "quintanear" e assinar qualquer coisa com a data de 1774, já que fica a sensação de que tudo faz tanto tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é dia de cuidar de coisas domésticas, sair com a família...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem também foi um dia meio átipico, aliás, os dias desse ano podem ser descritos com essa palavra - para o bem e para o mal. 2009 pode ser descrito também, e pelo que percebi para muita gente além de mim, como o ano das encruzilhadas, de muito desencontro, reencontro, despedidas e encontros organizados pelo acaso. De desafios, de começos, recomeços, de confrontos. Um ano que pediu uma maturidade e jogou na minha cara (e na de muita gente) as limitações.... superar essas dificuldades ficou colocado como uma necessidade de sobrevivência e não como escolha. Seguir adiante, seguir sem medo é, como diz a amiga Juaquina, "tarefa quase impossível". Mas, no entanto, ficar é ainda mais doloroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse ano algumas de minhas certezas mais sólidas foram abaladas de modo profundo e minhas dúvidas saíram do estágio de fluidez e deslizamento para algo fixo. Líquido e certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus (ou como você preferir chamar sua Divindade predileta) abençoe quem inventou essa contagem (que mesmo boba) nos permite ordenar a vida em segundos, horas, dias, meses e anos, como se a passagem das horas pudesse ser medida por um relógio ou por um calendário, nos permite dizer que "ano que vem tudo será diferente, será melhor, mais feliz", nos permite ter esperanças e sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano que se mostra diante de mim, embora se exiba cheio de possibilidades em um nível quase narcotizante, já se apresenta, contudo, como algo passado, um amanhã que já é ontem. É tudo tão acelerado e tão cheio de luzes, brilhos, barulhos.... Por que nós aceleramos a nossa vida, como se acelerar resolvesse os problemas? Os carros devem ficar atrás dos bois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano nem chegou e não sei se devo ter esperanças ou se devo desde já me decepcionar - ou criar esperanças falsas, temerosas. Prefiro ter as esperanças, mesmo que isso implique em pagar um preço mais alto, em me arriscar mais. De fato, a única certeza é que não dá pra ficar parado - a vida não espera. Já posso celebrar ter chegado até aqui em um ano tão cheio de reviravoltas, mudanças de rumo, quizilas,  gíngis, consumições e tanficâncias. Quem sabe onde eu estarei daqui há um ano? Com quem? O que foi bom vai permancer aqui... mas há como saber precisamente o que é efetivamente bom ou ruim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anos passados também viram tanta coisa passar (coisas boas, coisas ruins). Eu fui com eles, voltei com eles. Agora eu estou aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse, repito, foi um ano que exigiu das pessoas superar problemas, vaidades, medos, vergonhas, limitações diversas, testou a humildade. Creio também que os preços serão cobrados em breve, assim como em breve virão as recompensas... as recompensas também cobram um preço, disso não se pode esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A encruzilhada está aí, não se pode ficar parado diante dela - afinal estamos vivos. Há quem pense que é a porta que escolhe o homem e que o caminho é sempre estreito, mas que alguns ficam cegos e enxergam-no como sendo largo. Há quem diga que é sempre o homem que escolhe o caminho. Há quem diga que não há caminho do meio. Há quem diga que só há o caminho do meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dá pra pensar, não dá pra respirar, só é permitido seguir em frente... sem nunca fechar as portas, mas sempre queimando as pontes. Sem ensaios, sem rascunho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vou ao seu encontro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-4922448124850817877?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/4922448124850817877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=4922448124850817877&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/4922448124850817877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/4922448124850817877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2009/12/em-salvador.html' title='Em Salvador....'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-1217032835308571549</id><published>2009-12-25T20:58:00.004-03:00</published><updated>2010-03-02T00:19:16.009-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'></title><content type='html'>The fact that you are married, only proves you're my best friend.&lt;br /&gt;(Pale Blue Eyes - Lou Reed)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me chame pelo meu nome&lt;br /&gt;Me olhe nos olhos&lt;br /&gt;Me desconcerte&lt;br /&gt;Me desarme&lt;br /&gt;Ignore minha guarda alta&lt;br /&gt;Ignore minhas cicatrizes&lt;br /&gt;Ignore meus medos&lt;br /&gt;E meus pés no chão&lt;br /&gt;Me torne outra vez um menino - me faça o seu menino&lt;br /&gt;Me faça cafuné no final da tarde&lt;br /&gt;Veja um por-do-sol comigo&lt;br /&gt;Me tranquilize no meu despero&lt;br /&gt;Me dê colo depois de um pesadelo&lt;br /&gt;Apareça nos meus sonhos&lt;br /&gt;Esteja comigo quando eu dormir&lt;br /&gt;E me abrace quando eu acordar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-1217032835308571549?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/1217032835308571549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=1217032835308571549&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/1217032835308571549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/1217032835308571549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2009/12/fact-that-you-are-married-only-proves.html' title=''/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-6126707297499677125</id><published>2009-12-25T16:02:00.001-03:00</published><updated>2009-12-25T16:11:45.462-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>He couldn't stay&lt;br /&gt;He's back home, now.&lt;br /&gt;Far away from where he wants to be&lt;br /&gt;But either way&lt;br /&gt;They belong together.&lt;br /&gt;Will they ever meet again?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-6126707297499677125?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/6126707297499677125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=6126707297499677125&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/6126707297499677125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/6126707297499677125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2009/12/he-couldnt-stay-but-either-way-they.html' title=''/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-6993201893112601968</id><published>2009-12-25T15:49:00.004-03:00</published><updated>2009-12-26T08:19:39.559-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Correu o rio em meu rosto&lt;br /&gt;Então, levai, Aqueronte,&lt;br /&gt;Mais uma alma em vosso leito!&lt;br /&gt;Afogai o corpo com vossa água&lt;br /&gt;Apagai com água as feições&lt;br /&gt;Calai a boca e silenciai a voz&lt;br /&gt;Ensurdecei os meus ouvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, na areia, fica a saudade&lt;br /&gt;Nas margens um tímido adeus.&lt;br /&gt;E que morra em vós toda a dúvida e toda a certeza&lt;br /&gt;Quem o rio leva?&lt;br /&gt;Já não me importa.&lt;br /&gt;Eu já estava morto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-6993201893112601968?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/6993201893112601968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=6993201893112601968&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/6993201893112601968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/6993201893112601968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2009/12/correu-o-rio-em-meu-rosto-entao-levai.html' title=''/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-9197459302868813208</id><published>2009-12-18T15:44:00.008-03:00</published><updated>2010-02-10T18:56:47.756-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>Um baiano viajante</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/Syvyknb0lAI/AAAAAAAAAIg/sx_LTCFRnKI/s1600-h/littlemisssunshine2_150.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 150px; float: left; height: 87px; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416689687718040578" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/Syvyknb0lAI/AAAAAAAAAIg/sx_LTCFRnKI/s320/littlemisssunshine2_150.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Do alto de minha arrogância, acredito que a vida é pontuada - como diria o sábio Barros de Alencar - "por pequenas coisas", pequenas experiências: comer &lt;span style="font-style: italic;"&gt;aquele &lt;/span&gt;risotto acompanhado de pessoas bacanas, cozinhar para sua família, assistir &lt;span style="font-style: italic;"&gt;aquele &lt;/span&gt;filme, um beijo... mas acima de qualquer coisa, acho que a vida é pontuada pelas nossas viagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja para a Índia ou para a cidade ao lado, viajar implica em se despir de muita coisa e se vestir &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/Syvy9j4T-7I/AAAAAAAAAIw/dQn5R1lJZxI/s1600-h/bonvoyagecharliebrown.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; width: 150px; float: right; height: 113px; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416690116260527026" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/Syvy9j4T-7I/AAAAAAAAAIw/dQn5R1lJZxI/s200/bonvoyagecharliebrown.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;de outras, já que "em Roma, fazemos como os romanos". É importante o desapego de nossa identidade... risos. Você sai da Bahia e, por exemplo, perde o nome e sua história de vida e se torna simplesmente "o baiano". Claro que até o final, devido às experiências partilhadas no intervalo de tempo que você vive fora, te devolvem o nome - ou até te dão outros - e te conferem uma (nova) história e aceitam a sua história de vida - com todos os filtros e bloqueios, lógico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais importante, a meu ver, é que quando viajamos, nos é permitido alterar radicalmente a rotina, inverter as ordens. Alterar a rotina permite vê-la com outros olhos, percebê-la maior ou menor, simples ou complexa, terrível ou insignificante. De um modo ou de outro, ela é vista no todo - independente disso ser uma coisa ruim ou boa. Só por isso, viajar é algo fundamental para continuar se sentindo vivo, independente de onde ou dos motivos. Se volta diferente de uma viagem, assim como nos transformamos depois de um livro, de um filme ou de um disco. A viagem é capaz de potecializar também essas experiências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se sabe com precisão qual o melhor momento da viagem - há quem diga que é a antecipação, a ansiedade; outros julgam ser mais importantes as experiências vividas e partilhadas nesse intervalo de tempo (aliás, o tempo, quando viajamos, parece ficar suspenso). Alguns votam pela saudade do que ficou e de quem ficou lá no outro porto; outros preferem o retorno, o reencontro. E isso vale para qualquer viagem - trabalho, férias, peregrinação religiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SyvzomamlUI/AAAAAAAAAJA/0aNP_KbrEoM/s1600-h/1-viagem-lisboa-blog-01a.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 320px; float: left; height: 212px; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416690855675598146" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SyvzomamlUI/AAAAAAAAAJA/0aNP_KbrEoM/s320/1-viagem-lisboa-blog-01a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não consigo perceber com clareza qual o melhor momento, já cada viagem é como se fosse a primeira. Eu penso que a transformação se inicia (seja isso uma coisa boa ou não - isso não é relevante) no primeiro momento em que ela se materializa na forma de um desembolso financeiro para  comprar uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;passagem (o nome não poderia ser mais preciso) &lt;/span&gt;. Nesse momento se projeta tanta coisa... negociamos com os sonhos, com os nossos pés que teimam em ficar no chão (ou vice-versa) e com o mundo. O que levar na bagagem, o que não levar, quais as marcas, quais as idéias... quem se vai conhecer, quais os sabores, os cheiros, os perigos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda viagem nos leva ao desconhecido, e consegue - mesmo que não se queira - superar "o muro e o abismo" que dele nos separa (como já dizia Clarice Lispector). Uma vez superado esse muro não somos mais quem fomos um dia - uma parte ficou olhando o abismo, outra caiu e outra conseguiu chegar do outro lado. Quem volta encontra consigo, mais do que os amigos, família, casa e rotina. Quando eu volto de uma viagem e me olho, mesmo que ao acaso, em um espelho, eu já percebo as (novas) marcas e vejo o que ficou para trás... mesmo que algo que ficou para trás teime em ficar. Além de fotos, presentes, trazemos essas marcas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última viagem que fiz foi ocasionada por um profundo desejo de superar problemas que eu - inocentemente - dei maior relevância e poder, por uma vontade de respirar e de aprender, mas acima de tudo, para avaliar e reavaliar. Fui sem antecipar. Fui sem restrições e de peito aberto.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SyvzIzFtvtI/AAAAAAAAAI4/xAQ17OIRglo/s1600-h/gogol_bordello.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; width: 200px; float: right; height: 200px; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416690309321834194" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SyvzIzFtvtI/AAAAAAAAAI4/xAQ17OIRglo/s200/gogol_bordello.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foram mais de 30 dias de experiências inesquecíveis, de grande aprendizado, de conselhos... eu observei muita coisa com bastante atenção (o que é algo relativamente difícil para mim), andei muito... conheci pessoas bacanas, cozinhei (e aprendi a fazer umas coisas de comer com lágrimas nos olhos), alimentei o nerd que vive dentro de mim assistindo clássicos da ficção científica.... voltei diferente - outra vez. Eu fui de um jeito e voltei melhor. O mais interessante é que em minhas duas despedidas no final dessas férias (farra um dia e jantar no outro), o adeus foi uma palavra condenada por mim... sequer veio em minha cabeça. Será que eu estou mudando até o que achei ser minha sina, dom e maldição? Se for, é bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, dessa vez eu voltei faltando um pedaço...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso também é bom. Espero, muito em breve, retornar e pegar essa parte de volta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-9197459302868813208?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/9197459302868813208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=9197459302868813208&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/9197459302868813208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/9197459302868813208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2009/12/um-baiano-viajante.html' title='Um baiano viajante'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/Syvyknb0lAI/AAAAAAAAAIg/sx_LTCFRnKI/s72-c/littlemisssunshine2_150.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-4957002447488788088</id><published>2009-12-05T12:36:00.002-03:00</published><updated>2009-12-05T12:40:02.021-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Foste tu em princípio um nome&lt;br /&gt;Depois verbo: palavras e voz&lt;br /&gt;Em seguida um rosto&lt;br /&gt;Por fim, corpo&lt;br /&gt;Dois corpos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-4957002447488788088?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/4957002447488788088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=4957002447488788088&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/4957002447488788088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/4957002447488788088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2009/12/foste-tu-em-principio-um-nome-depois.html' title=''/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-9216341926189229629</id><published>2009-11-29T13:28:00.006-03:00</published><updated>2010-01-14T10:32:59.282-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E ao longe se ouviu a notícia!&lt;br /&gt;Inocente e pequeno&lt;br /&gt;Era ele o protegido.&lt;br /&gt;Nasceu no seio da noite,&lt;br /&gt;Sabemos que não poderia ter sido o Sol testemunha&lt;br /&gt;Do banho de sangue e lágrima&lt;br /&gt;Que lavou naquele momento o seu corpo&lt;br /&gt;E fez dele a um só tempo&lt;br /&gt;benção, perdão e castigo&lt;br /&gt;Àquela virgem que o carregou no ventre&lt;br /&gt;E também para aqueles que um dia maculariam seu corpo&lt;br /&gt;E profanariam sua alma.&lt;br /&gt;Sua missão era dura&lt;br /&gt;Seu destino, o sacrifício - e nada poderia fazer: era o pó sua futura morada&lt;br /&gt;Seu algoz lhe cobrará os pecados dos outros&lt;br /&gt;E pagará até mesmo com sua própria vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No princípio, criança, era inocente e puro&lt;br /&gt;Era apenas refúgio e força&lt;br /&gt;Dos que já não sabiam como ter esperanças&lt;br /&gt;Em meio a grande tormenta&lt;br /&gt;Da guerra e da tribulação&lt;br /&gt;Das guerras que não se via,&lt;br /&gt;E àquelas que há por de trás das outras&lt;br /&gt;Naquela tarde se ouviu clamar&lt;br /&gt;Pela primeira vez as cinco letras&lt;br /&gt;Que escreviam seu nome&lt;br /&gt;Ao longe foi ouvido e foi com grande júbilo repetido&lt;br /&gt;Era uma tarde de primavera.&lt;br /&gt;No centro do quarto&lt;br /&gt;Deitado no berço&lt;br /&gt;Ele se fingiu inocente de tudo, de seu destino, dos caminhos&lt;br /&gt;E das batalhas que estava por trilhar.&lt;br /&gt;Mas já era velho de si e do mundo&lt;br /&gt;E sabia disso&lt;br /&gt;Mas foi então que por acidente&lt;br /&gt;Num espelho confrontado&lt;br /&gt;Enxergou-se velho e menino&lt;br /&gt;Em uma imagem retorcida&lt;br /&gt;Como se fosse a um só tempo o Mesmo e o Outro.&lt;br /&gt;Triste com a cruel ironia&lt;br /&gt;Percebeu ser ele aquele&lt;br /&gt;Carrasco que um dia em silêncio&lt;br /&gt;Do seu próprio berço o roubaria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-9216341926189229629?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/9216341926189229629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=9216341926189229629&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/9216341926189229629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/9216341926189229629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2009/11/e-ao-longe-se-ouviu-noticia-inocente-e.html' title=''/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-3574374990511121944</id><published>2009-09-23T00:21:00.004-03:00</published><updated>2009-09-23T01:06:13.249-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='textos escritos no período de descanso mental'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Inzêmprios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='baianidades'/><title type='text'>Eu passei umas tardes em itapuã</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Depois de um século e meio sem postar, eis que o vosso humilde missivista retorna tal qual o filho pródigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ano que vivemos tem sido sui generis. Isso no bom e no mal sentido, mas como diz o sábio eremita de Botafogo (sim, tio, é de você que estou falando), a realidade é mesmo esse "colapso de pobabilidades e possibilidades" e a graça é buscar formas de resolver e lidar com os desafios e as surpresas, sejam elas boas ou ruins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há mais ou menos uma semana eu terminei um trabalho e para minha surpresa, dois amigos meus que moram em Angola apareceram por aqui por Salvador. Pronto: foi o suficiente para eu tirar uns dias de folga, aproveitar pra estudar um pouco e, acima de tudo, relaxar, dormir, ouvir e cantar sambas antigos até a madrugada, rir. Coisas que eu estimo muito e nos últimos tempos me foi privado por conta das circunstâncias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O local escolhido não poderia ser mais oportuno: Itapuã. Para quem não conhece, Itapuã é um bairro famoso, cantado por Caetano, Vinicius, Dorival, começou como uma colônia de pescadores, já foi um antigo complexo de rios e lagoas (aliás, salvador era um grande complexo de rios e lagoas), é bastante afastado do centro da cidade e só foi urbanizada em 1980. Era um bairro de veraneio, imaginem. É tão distante do centro que algumas pessoas até hoje dizem que "vão na cidade" quando precisam sair de lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já morei em Itapuã e devo confessar que mesmo gostando de lá, algumas situações, como se diz aqui na bahia, eram verdadeiras consumições! Era uma atrapalhação sair e chegar! Horas, horas... pegar um taxi era impensável!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatamente por causa disso, Itapuã é um universo paralelo. O tempo corre de um jeito diferente (mais lerdo, eu diria), é como se fosse uma ilha, mesmo com todos os problemas de uma cidade. Lá tem tudo: mercados, bancos, lojas de todas as familias, gêneros, filos e espécies, restaurantes de todos os gostos e bolsos, praia, acarajé, samba, pagode, reggae, axé, rock, arrocha... Destaque para as coxinhas: coxinhas com massa de batata do "Kibe do Carmel" e do "Rei da Coxinha", esse último oferece ainda coxinhas de aipim com carne do sol e coxinhas exóticas de provolone com calabresa (tem uma franquia em Itinga também, lá na praça dos carangueijos - aliás, foi lá que provei essa iguaria incrível!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá tem também um depósito que entrega cerveja, refrigerante, água, gelo, carvão e... cigarro! Imaginem? Que beleza! Acaba com aquele climão na festa quando algum desses itens acaba e aquele grupinho (ou aquele individuo) tem que sair para comprar mais. Para os que dispõem de um carro é ruim ma non troppo, mas e os que "andam de a pé"? Esse depósito é uma excelente sacada... qualquer dia desses passa no "Pequenas Empresas Grandes Negócios".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa bacana que me ocorreu foi que puxaram conversa comigo (dessas do nada, em bar, sacam?), coisa que nunca mais me aconteceu. Conversas bobas, geralmente falando de infortúnios tragicômicos de si ou de outrem, mas foi bacana. Estava eu na vendinha da rua comprando mais umas cervejas, quando me perguntam: "Você não concorda comigo, meu jovem? Faria o quê no meu lugar? Eu vi uma senhora de 80 anos com um rapaz assim da sua idadem novinho... perguntei como vai sua vó e o cara me respondeu: 'é minha esposa'. Ahh, você queria o quê?" E daí a conversa rendeu, cada um relatando as suas experiências e rindo dessas bobagens. Me apressei com as cervejas (que troquei porque elas começaram a esquentar e na casa que eu estava o nosso freezer era um simpático iglu de isopor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem mora lá e explora esse estilo de vida com certeza vive mais, ou vive com uma qualidade de vida melhor. Não sei se consigo me acostumar, gosto de ambientes mais rápidos e um tanto caóticos, mas é uma boa conseguir me refugiar sem precisar viajar ou sair em retiro espiritual. Agora, quem mora lá dificilmente sai do bairro (a não ser para trabalhar) e quando sai vai para perto (Lauro de Freitas, Itinga, São Cristóvão, Piatã, Praia do Flamengo, Stella Maris, Patamares - todos muito próximos). São 200 mil habitantes. É uma cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passar umas tardes e noites em Itapuã foram um presente inesperado, mas foi exatamente a lerdeza (não aquela das piadas de baiano, por favor, mas a tranquilidade de um lugar antigo e que ainda conserva algumas coisas de interior e de vila de pescador). Me fez bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei na terça-feira, de mala e tudo. A casa ainda não tinha energia elétrica, ficamos todos a luz de velas e de lanternas de canivete suíço (made in bahia, i guess ha-ha!). Mas como estava todo mundo naquela maresia, estava bom. A luz chegou só na sexta-feira. A farra envolvia apenas cinco pessoas (pensando bem, eram cinco pessoas com cinquenta dentro delas ha-ha), mas rendeu bastante. Haja samba antigo, James Brown e Fella Kuti. Até Elizeth Cardoso (a divina, como diriam os cariocas) com o "Barracão no morro" e "Renascer  das Cinzas" a gente ouviu - incrível o que um ipod, uma caxinha de som e pilhas (muitas delas) podem fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso dizer que tentei mandar todo o stress para o espaço. Por alguns instantes tudo estava perfeito: eu cantei, sambei e ri. E foi bom. Entrei um caco, mas como diria o caro martinho, "sambar de azul e branco é o nosso papel".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;Vamos renascer das cinzas&lt;br /&gt;      Plantar de novo o arvoredo&lt;br /&gt;      Bom calor nas mãos unidas&lt;br /&gt;      Na cabeça um grande enredo&lt;br /&gt;      Ala dos Compositores&lt;br /&gt;      Mandando o samba no terreiro&lt;br /&gt;      Cabrochas sambando&lt;br /&gt;      Cuica roncando&lt;br /&gt;      Viola e pandeiro&lt;br /&gt;      No meio da quadra&lt;br /&gt;      Pela madrugada&lt;br /&gt;      Um senhor partideiro&lt;br /&gt;      Sambar na Avenida de azul e branco&lt;br /&gt;      É o nosso papel&lt;br /&gt;      Mostrando pro povo&lt;br /&gt;      Que o berço do samba é em Vila Isabel&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-3574374990511121944?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/3574374990511121944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=3574374990511121944&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/3574374990511121944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/3574374990511121944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2009/09/eu-passei-umas-tardes-em-itapua.html' title='Eu passei umas tardes em itapuã'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-2989074198848696542</id><published>2009-05-25T16:57:00.002-03:00</published><updated>2009-05-25T16:59:37.525-03:00</updated><title type='text'>Porque eu gosto (tanto) dos taxistas...</title><content type='html'>...porque eles nos são pérolas como essa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"...e você sabe o que eu descobri? Que spaghetti era macarrão!!!" Impagável!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se bem que toda a simpatia e bom-pracismo que os taxistas baianos têm, os cariocas não tem, ou melhor, tem até você tentar ensinar qual o endereço...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-2989074198848696542?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/2989074198848696542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=2989074198848696542&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/2989074198848696542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/2989074198848696542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2009/05/porque-eu-gosto-tanto-dos-taxistas.html' title='Porque eu gosto (tanto) dos taxistas...'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-5885993476437433653</id><published>2009-05-07T00:14:00.009-03:00</published><updated>2009-11-21T14:52:15.954-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='textos escritos no período de descanso mental'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='textos escritos nas madrugadas sem dormir'/><title type='text'>O garoto do adeus</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SgJvjy3ZTAI/AAAAAAAAAIU/6YR7_XTYaNI/s1600-h/o+Inspetor.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 195px; FLOAT: left; HEIGHT: 150px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332947569500310530" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SgJvjy3ZTAI/AAAAAAAAAIU/6YR7_XTYaNI/s320/o+Inspetor.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Estou treinando para ser frasista. Quem sabe um dia? Estudando e comendo bastante arroz com feijão, eu chego lá!&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes me pego pensando se quem me abandou ainda se lembra de mim, se lembra do som de minha voz... às vezes fecho os olhos e estou com o olho no caminho, estou olhando o mar em um dia de verão chuvoso, estou a espera de alguém que não vem mais. Vivo também o oposto, a sitaução de alguém que vai e não volta, deixa alguém pelo caminho. Não tenho medo de me despedir, mas dói o mesmo tanto toda vez. Nem sempre ficar é melhor, nem sempre partir é melhor. Nem sempre se sabe dos preços de um e de outro, nem sempre se controla quem vai e quem fica. Existe também um rio que me separa de todas essas coisas... tudo ficou perdido em uma mar de lembranças. Tudo está onde deveria estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu sou o garoto do adeus!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira vez que disse isso em sã consciência eu tive, ao me ouvir dizendo essas palavras, uma sensação que não sei dizer ao certo se foi boa ou ruim - talvez realmente existam coisas que não sejam nem boas nem ruins, que apenas são e nada além disso (alerta: nada de problemas da metafísica!). O fato é que me lembrei de quantas vezes eu já disse e ouvi adeus por uma infinidade de razões. Isso sempre volta de alguma forma em tudo que eu faço, seja nos textos, nas conversas e até mesmo nos trabalhos. Aqui no blog há uma série de pequenos indícios dessa sensação. Não pela saudade de quem ou o que se foi, mas pelo ato de ir embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que na hora não pensei direito no que havia dito, mas na hora de dormir fiquei pensando, o dia amanheceu, tomei banho, café e isso ainda na minha cabeça. Primeiro fiquei pensando se sumir não seria um ato covarde (com ou sem despedidas), depois se não era por incapacidade de perdoar. Eu não estava em casa. Me coloquei na parede, desafiando a memória em busca de nomes, de rostos, de fatos, de raivas, de brigas, de momentos felizes, de momentos tristes. Assim eu levei por mais duas semanas, até o dia de voltar para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dias que eu estava fora eu vivi situações muito bacanas, estava em uma cidade linda, conheci pessoas legais, vi um google earth hiper-real (é uma coisa de louco mesmo, George!), mas principalmente, por me reaproximar de um tio meu que não via há quase 13 anos (vi ano passado, mas foi rapidinho, então não conta!) e fui reconstituíndo uma parte de minha vida por outros olhos. Não foi uma coisa epifanica, não é para tanto!, mas foi importante para que eu entendesse esse meu desapego com determinadas coisas e como tem correntezas que me levam, mas que algumas vezes eu me jogo no mar. Eu voltei diferente e todo mundo percebeu. Eu percebi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficar e partir dependem do ponto de vista. São sempre dois os portos, as estações, os aeroportos, a estrada leva a algum lugar. Eu, por algum motivo, gosto simplesmente de seguir em frente, os portos de chegada são apenas para me descanso. Gosto de pensar que ainda não fiz minha viagem e que talvez nunca a faça, mas, ao mesmo tempo, que ela pode acontecer a qualquer momento... (&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;nota do blogueiro:&lt;/span&gt; cabeça complicada e cheia de digressões, tenham paciência).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se eu morresse, como se todos também tivessem morrido e dizer essa palavra tão definitiva me fizesse acordar em uma nova vida. Algumas vidas são melhores que as outras, mas com exceção das saudades e de algumas marcas, pouco ou nada fica delas. Algumas duram mais, outras duram muito pouco. Muitas vezes é tudo tão involuntário que só percebo que tudo mudou muito tempo depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira vez que eu "morri" foi aos cinco anos, quando me mudei de Salvador para Jequié. A mudança foi estranha, depois de me mudar três vezes em apenas 3 anos, finalmente iria para um lugar que eu moraria por 12 anos, me mudaria outras 3 vezes. O dia de arrumar as malas, ainda aqui em Salvador, teve sua cota de surrealidade, mas foi a chegada que me marcou muito. Lembro de três coisas da viagem: de um iogurte, de uma senhora idosa que conversou alguma coisa comigo (eu sempre fui conversador) e da quantidade enorme de morros que cercava a cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazia calor. Chegamos no lugar que seria nossa casa por alguns meses: era uma casa pequena em um terreno enorme, com apenas um quarto, uma sala/cozinha e um banheiro. O piso era de cimento queimado de variadas cores, mas predominava o vermelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao abrir a porta a visão era perturbadora: poucos cômodos, todos pequenos, muitos móveis, todos grandes. Muita bagunça. Meu irmão recém-nascido chorava. Meu pai não estava em casa. Minha mãe ficou sentada processando aquelas informações. Vovó puxou uma faxina... lembro de imaginar que ao final da faxina tudo estaria arrumado, bonito... lêdo engano. Talvez minha primeira grande decepção. A casa era feia. No quintal, um grande tanque, uma gigantesca aboboreira e uma pimenteira - dedo-de-moça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paisagem era seca, eu guardava com saudade as lembranças de meus colegas da escola (que me fizeram uma série de desenhos, cartinhas e coisas que não sei bem dizer o que eram, mas tinha tinta, linhas, cola...). A saudade aumentou quando eu entrei na nova escola. Lembro bem do dia que fui na escola a primeira vez. Entrei na escola do meio para o fim do ano e pulei da "prontidão" (ainda chama assim?) para a alfabetização. Lembro de ter visto algumas crianças correndo, já sem farda (era período da tarde e lá só tinha aula no turno da manhã). Hoje, eu não sei mais quem elas são, mas pro alguns anos eu ainda lembrava, sei que foram pessoas que eu convivi depois, não eram da minha sala, mas eram de algum modo próximos. A chegada na escola foi algo terrível: meio do ano, cidade nova, sem parentes, primos, e um detalhe: todo mundo era rico, achava ou queria ser! Ficar deslocado era algo bem previsível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem preciso dizer que não fiz muitos amigos... lógico que eu sempre fui chatinho (continuo sendo, acho! haha). Os três primeiros dias de aula deram o tom dos 12 anos seguintes - foram doze anos de purgatório, hormônios da adolescência, um divórcio malamanhado e situações de Lars Von Trier a Buñuel. Entrei pela porta dos fundos e saí pela janela e depois pulei o muro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro ano eu sentia muita saudade de meus amigos daqui. Com o tempo a saudade deu lugar a outra coisa: eu me imaginava encontrando com eles ou me imagina ainda em Salvador, como se tudo não passasse de um horrível pesadelo... aliás algumas das poucas lembranças são piores do que muitos pesadelos. O tempo passou e assim como a saudade (e a falta que eu sentia dos primos, da casa antiga, do passeio no shopping, da praia) passou, esse desejo de "não estar lá" também se foi. Primeiro ficou um vazio, depois eu me encontrei com coisas que fizeram da minha vida mais interessante: HQs, desenhos animados, legos, playmobil e os livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco depois me mudei de casa e, sem perceber, sumi da vida de meus primeiros vizinhos, mesmo morando no mesmo bairro, sem contar que eu sempre gostei de andar, mas simplesmente sumi. Não lembro mais dos nomes nem de como eram as pessoas, o som da voz, o que faziam. Mas esqueci isso pouco tempo depois de ter sumido. Tenho alguns flashes, mas tudo parece ser ora sonho, ora pesadelo e não como algo real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse período eu mudei muito pouco, se bem que podemos até ter a consciência da mudança, mas determinadas coisas são desveladas com o tempo, do nada fica tudo claro, óbvio, simples. Foram basicamente quatro, todas silenciosas, todas dolorosas, todas igualmente importantes com seus erros (que foram muitos) e seus acertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas "mortes" acompanharam minhas mudanças de casa, foram pouco radicais, mas em cada uma delas a única coisa que crescia era a vontade de viajar, conhecer lugares pessoas. A exceção foi última, que foi quando eu percebi meu desapego com algumas coisas e comecei a perder algumas amarras, me percebi "morrendo". Em uma das muitas madrugadas de insônia eu estava ouvindo música e me preparando para vir embora quando eu me dei conta que eu jamais veria a minha casa outra vez, meu quarto nada mais seria uma lembrança, e que tudo que eu vivi ali de bom e de ruim em breve pouco importariam, mas principalmente, eu iria embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, o último dia, houve uma despedida, encontrei por acaso com alguns colegas da escola e começamos a beber em um lugar bem trash e depois fomos para outro mais trash ainda. Eu bebi demais, bebi até dormir... acordei na hora de voltar pra casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As malas estavam prontas, olhei a casa, tomei um banho... de algum modo eu desejei estar em todos os cômodos (essa já era maior! Cabia os móveis!), quis gravar cada momento, o sabor das acerolas, o cheiro das hortelãs, o cantinho da palmeira, as buganvílias, o cheiro de flor de maracujá... Eu sabia que os anos que viriam seriam duros, e principalmente os primeiros, era uma vida nova e até então desconhecida. Separei meus discos, separei minhas revistas, conferi as roupas. Lembrei quantas vezes eu desejei que aquele dia chegasse. O dia chegou, coloquei as coisas no carro e saí de lá como eu cheguei, em silêncio, curioso e olhando para os morros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei no vestibular e ganhei... um ano de férias! Nesse período eu fui conhecer a cidade: fui a alguns teatros, conheci as feiras livres (comprei, comi, bebi, o escambau!), conheci o subúrbio ferroviário, fui no aeroporto (ainda não tinha ido depois da reforma), conheci o bairro Santo Antônio, conheci as viela de Itapuã. Começava ali um período difícil, mas ao mesmo tempo muito feliz, de grandes descobertas e... grandes despedidas seguidos de grandes esquecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu morri, eles também morreram. Já não importa mais. E o agora, será que vai importar? E o que virá depois? Nada importa. Talvez por isso tudo seja sempre tão especial... ver que tudo é especial dá trabalho porque complicamos tudo. Uma vez disse aqui que eu não queria o simples. Hoje eu matei aquele que escreveu aquilo: quero o simples. Não quero ter razão, quero resolver as coisas... As pedras sempre vem, mas tem sempre alguém para me ajudar a não cair ou a levantar, nem que seja eu mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um tempo eu imaginei que essa sina da despedida, dos desencontros, das partidas e do abandono fosse triste. Hoje eu já não sei. Ou será que eu sei?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou o garoto do adeus: eu sempre sumo, muitas vezes sem me despedir, eu me esqueço de tudo e ando. Deixo pelo caminho com o mesmo cuidado ou total ausência dele as raivas, os dissabores e as boas lembranças. Jogo em um rio de forte correnteza os rostos e os donos de seus rostos. Eu também sou como essa água. Eu disse adeus a minha família, a amigos, a sonhos, a casas, a coisas, disse adeus a mim mesmo. Eu também ouvi essa palavra ou fui abruptamente separado inúmeras vezes. Ainda passeio pelo mesmo lugar todos os dias 27 e 28 de dezembro esperando alguém que não virá, ainda espero uma visita que não vem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-5885993476437433653?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/5885993476437433653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=5885993476437433653&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/5885993476437433653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/5885993476437433653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2009/05/o-garoto-do-adeus.html' title='O garoto do adeus'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SgJvjy3ZTAI/AAAAAAAAAIU/6YR7_XTYaNI/s72-c/o+Inspetor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-3139452371769485321</id><published>2009-03-25T13:46:00.008-03:00</published><updated>2009-03-25T15:07:31.595-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='textos escritos no período de descanso mental'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas antigas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeos bacanas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Nunca aos domingos!!!!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/ScpvgCHY3RI/AAAAAAAAAH8/zGRSdJBzl2o/s1600-h/closeau.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 313px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/ScpvgCHY3RI/AAAAAAAAAH8/zGRSdJBzl2o/s320/closeau.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317184906178649362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No dia 19 de março de 2006 eu decidi, mais uma vez, criar um blog. Era mais um entre centenas de blogs que eu havia criado e depois abandonado (e que estão perdidos em algum lugar da nuvem da internet!). Dessa vez o que motivou a feitura de um cantinho no ciberespaço foi um conselho de alguém muito próximo. Que conselho foi esse? Bom, me disseram que eu falava demais (ha-ha! Mas é verdade: eu falo demais, mesmo!). Na hora, retruquei meio ouriçado e disse "que eu tinha muito a dizer". "Então escreva, ora..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia 19 de março de 2006 foi um tedioso domingo (aliás, como são todos os domingos), eu morava na mitológica e longínqua terra de Itapuã, portanto, toda e qualquer tentativa de sair no domingo era sempre um movimento delicado e complicado... Tudo era motivo para esquentar a cabeça, era sempre um aborrecimento: horário, ônibus, o que fazer, onde ir.... lembrando que eu teria uma ingrata manhã de segunda em poucas horas! Então, era normal passar os domingos em casa pela manhã, ir ao cinema no meio da tarde, baixar e escutar música, assistir as reprises dos seriados... eventualmente passava um filme bacana na faixa das 10 da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatamente por isso, eu não tinha o costume de ver meus amigos aos domingos, de sair pro reggae... só que que, de certa forma, eu me habituei com essa rotina.&lt;br /&gt;No fatídico dia 19 não posso dizer que eu estava no tédio absoluto: como estava só em casa,  passei o dia ouvindo música - especificamente o "OK Computer", do Radiohead, "Transa",  do Caetano e "Racional", do Tim Maia  - comprei umas cervejas e fiz uma comida legal, tava bem empolgado. No entanto, chegou uma hora que deu vontade de conversar com alguém, trocar idéias com pessoas, beber as cervejas... E nessas horas todo mundo some (ha-ha): ninguém no messenger, nem uma notícia interessante, na TV só reprise, ninguém em casa para falar por telefone... foi aí que me lembrei do tal conselho e resolvi escrever e colar coisas quaisquer que eu gostasse! Eu comecei 7 da noite e varei a madrugada! O tédio havia acabado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/Scpvwts7zKI/AAAAAAAAAIE/PWyTiJ57TzM/s1600-h/f-sellers.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 140px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/Scpvwts7zKI/AAAAAAAAAIE/PWyTiJ57TzM/s320/f-sellers.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317185192756759714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É isso aí.... já se vão quatro anos, com relativa assiduidade do missivista-blogueiro que vos escreve, de muitos desabafos, piadas, reflexões, músicas... Que maluquice! Não parece! Os anos passaram correndo, contudo não passaram ao largo. Acabei de me dar conta que do meu primeiro post até agora tanta coisa aconteceu, eu viajei, conheci lugares, conheci pessoas, iniciei e encerrei etapas, círculos, fiz trabalhos, aprendi, vivi, evidentemente, inúmeras situações surreais, aventuras e desventuras dos mais diversos tipos e calibres... e uma sensação muito boa é saber que está documentado aqui ou, no mínimo, que tudo foi testemunhado pelo que está postado aqui! Não costumo ler as coisas que eu escrevo, a não ser para revisar, mas hoje eu reli todos os textos (e realmente alguns são meio longos... haha!) e fui longe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como todos aqueles que sempre desejaram ter um blog pra chamar de seu, até este aqui foram várias tentativas, vários blogs... Mas aí, a gente enjoa, cansa, fica com preguiça e acaba deixando de mão! Depois disso, vão todos para a nuvem da internet e só podem ser recuperados se estiverem no cache de algum motor de busca, do contrário, não voltam mais... os que não são deletados ficam pegando poeira virtual, com o post mais atualizado falando da primeira eleição do Lula ou da "grande novidade" que é o audiogalaxy (um antigo programa/ comunidade virtual P2P que reinou entre 2000 e 2001, quem lembra vai entender a piada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de construir o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;por inzêmprio&lt;/span&gt; eu tive uma infinidade de blogs - coletivos ou individuais - e todos acabavam indo pelo mesmo caminho... shift + delete! Mas eis que este aqui eu consegui trazer até agora. Não tenho uma intenção com ele que não seja limpar minha cabeça e dividir com quem quer que seja, minhas experiências, sejam amigos ou desconhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/ScpwOAB-tyI/AAAAAAAAAIM/47-tHHFReSI/s1600-h/pp.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 175px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/ScpwOAB-tyI/AAAAAAAAAIM/47-tHHFReSI/s200/pp.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317185695893075746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Há quatro anos, sempre que possível, eu venho aqui conversar não-sei-com-quem, limpar a cabeça, dizer algo mesmo que ninguém leia (e me deixa surpreso saber que tem quem leia, que mande e-mail, que comente, sejam amigos ou desconhecidos!). Acreditem, é uma coisa muito bacana! Está tudo aqui. O blog é o meu companheiro fiel das noites de insônia, dos dias estressantes, dos dias de alegria e vitórias, dos aborrecimentos. E sabe-se-lá-quem é meu leitor, mas, sendo bem sincero, isso não me importa muito, mas ainda assim eu fico feliz em saber que tem gente que vem aqui e lê o que eu escrevo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de me despedir, coloco aqui alguns vídeos muito bons que encontrei no youtube!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frankito Lopes:&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/09DSh4_Ejr4&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/09DSh4_Ejr4&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Alexandre&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/xc8alGdtHGs&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/xc8alGdtHGs&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vicente Celestino&lt;br /&gt;&lt;object width="500" height="405"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6AWiitgGqTc&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/6AWiitgGqTc&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="405"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Mendes&lt;br /&gt;&lt;object width="500" height="405"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dNaqSEYqZqw&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/dNaqSEYqZqw&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="405"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vou me chegando e vou pegar os caminhos de Aruanda...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-3139452371769485321?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/3139452371769485321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=3139452371769485321&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/3139452371769485321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/3139452371769485321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2009/03/nunca-aos-domingos.html' title='Nunca aos domingos!!!!'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/ScpvgCHY3RI/AAAAAAAAAH8/zGRSdJBzl2o/s72-c/closeau.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-3672023991234227957</id><published>2009-01-16T19:00:00.004-03:00</published><updated>2009-01-16T19:14:18.380-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Raridades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Disco completo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Críticas'/><title type='text'>Colunistas Convidados</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Olá, meus caros leitores invisíveis. Hoje o blog tem a satisfação de receber uma crítica enviada pelo meu amigo Vinho, crítico amador como este que vos escreve com escassa regularidade. Espero que gostem. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="text-align: justify;"&gt;Rewind:Karen Carpenter&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;     &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;13/01/09     &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;     &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SXEGkxhqJcI/AAAAAAAAAHs/LAKiSE-kwnI/s1600-h/1231890669286_f.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 394px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SXEGkxhqJcI/AAAAAAAAAHs/LAKiSE-kwnI/s400/1231890669286_f.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292018265976612290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Foram necessários 16 anos de dura insistência dos fãs para que o álbum solo da Karen Carpenter (1996) fosse finalmente lançado (na íntegra) pela A&amp;amp;M Records. Anteriormente, 4 faixas (re-editadas) deste disco acabaram entrando no set list do disco 'Lovelines' (1989) dos Carpenters e mesmo recebendo comentários amistosos no encarte do próprio Richard, nem ele, nem a gravadora se encorajava a lançá - lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por qual motivo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz a lenda que em 1979, enquanto Richard Carpenter se tratava numa clínica psiquiátrica em Kansas devido ao uso contínuo de soníferos (!), Karen decidiu viajar para Nova York, dando início às gravações do seu disco solo, juntamente com o produtor Phil Ramone e Rod Temperton (Na época, muito elogiado por seu trabalho com o Michael Jackson em "Off The Wall"). A idéia era fugir ao máximo do formato padrão já estabelecido pelas gravações anteriores feitas por seu irmão, então é perceptível que os temas das letras são mais maduras, mais femininos, e finalmente, Karen pôde assumir o controle total do rumo do seu disco, experimentando estilos musicais não usados em um disco dos Carpenters.Os arranjos são mais jazzísticos, com bastante cordas e metais, inclusive a banda do cantor Billy Joel participou ativamente desta produção, e o Peter Cetera (ex- Chicago) emprestou a sua voz na faixa &lt;i&gt;'Making Love In The Afternoon'&lt;/i&gt;. Karen teve a oportunidade de usar a sua voz com um registro maior, abusando de notas mais altas e mais longas nas faixas, e sozinha, usando diferentes tons.Impressionante solo de Fender Rhodes em 'Lovelines', e uma sessão de metais pra ninguém botar defeito em 'If I Had You'.Inclusive, a mais excitante e grande ponto álbum do disco.Rod Temperton fez um arranjo vocal extraordinário, com o qual, Karen usa todo o seu domínio com precisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha tudo pra dar certo, até que o Richard escutou o disco com o Herp Albert (produtor executivo da gravadora) e não gostaram da nova guinada na carreira e da proposta apresentada pelo disco. Apesar da super produção e de músicos e compositores renomados, temiam que o disco não agradasse e a imagem da Karen fosse arranhada. Com isto, o projeto acabou sendo engavetado, e os irmãos, reunidos outra vez, lançaram o último ( e bem sucedido) como dupla, "Made In America" (1981).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O álbum solo da Karen Carpenter até hoje divide opiniões. Eu, particularmente, quando o escutei, fiquei encantado, acima de tudo, pela nova faceta mostrada neste disco. A cada dia que escuto, coisas novas descubro. É claro que há faixas que não me agradam, mas pelo conjunto da obra, acerta em cheio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, a A&amp;amp;M/Universal decidiu retirá - lo de catálogo, talvez por estratégia, quanto mais difícil de encontrar, mais valorizado o produto fica. O disco, quando foi lançado em Outubro de 1996, teve o mínimo de divulgação possível, talvez prevendo as duras críticas que receberia, e de fato recebeu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem teve a oportunidade de escutar o álbum póstumo "Voice of The Heart" (recomendo) dos Carpenters, pôde ouvir a canção 'Make Believe It's Your First Time" produzida pelo Richard Carpenter, com a participação do "Ok Chorale" fazendo os vocais...No álbum solo, você pode conferir uma versão mais intimista produzida pelo Phil Ramone (e com um registro vocal maior) da Karen e ter a sua própria opinião, e entender as "diferenças" entre as visões de uma mesma música por produtores diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, o link para conhecer o álbum da Karen, e baixá - lo na íntegra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://rapidshare.com/files/61876925/DB1103-KCSolo.rar" rel="nofollow noindex external"&gt;http://rapidshare.com/files/61876925/DB1103-KCSolo.rar&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;confira a casa dele: www.fotolog.com/meucarovinho&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-3672023991234227957?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/3672023991234227957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=3672023991234227957&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/3672023991234227957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/3672023991234227957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2009/01/colunistas-convidados.html' title='Colunistas Convidados'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SXEGkxhqJcI/AAAAAAAAAHs/LAKiSE-kwnI/s72-c/1231890669286_f.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-6960442718655106006</id><published>2008-12-11T18:16:00.003-03:00</published><updated>2010-02-10T18:38:12.990-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novidades'/><title type='text'>O que eu ando ouvindo</title><content type='html'>Depois do Vampire Weekend e seu afro-reggae-dub-ska-punk/electro-rock, eis que os ouvidos dos seres que ouvem músicas com mais de três gêneros (as famigeradas músicas híbridas) têm mais três amigos: Mystery Jets, Foals e os brazucas Os Azuis... deleitem-se. O interessante é observar que o que há de mais moderno hoje foi o que houve de mais obsoleto durante a década de 90 (a tal década que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;realmente&lt;/span&gt; foi futurista)... Mais do que nunca o tosco e o armengado tão hypadíssimos!!! Então, lá vai! e eu fui...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;YOUNG LOVE&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/qz-FoGp3p0s&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/qz-FoGp3p0s&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;http://www.myspace.com/mysteryjets&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CASSIUS&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;object width="420" height="339"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.dailymotion.com/swf/x9m91k" /&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true" /&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always" /&gt;&lt;embed src="http://www.dailymotion.com/swf/x9m91k" type="application/x-shockwave-flash" width="420" height="339" allowFullScreen="true" allowScriptAccess="always"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.dailymotion.com/swf/x9m91k"&gt;FOALS Cassius&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;by &lt;a href="http://www.dailymotion.com/ROCKWAVE_FESTIVAL"&gt;ROCKWAVE_FESTIVAL&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;http://www.myspace.com/foals&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NÃO ADIANTA NEGAR&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/qrb20uyr614&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/qrb20uyr614&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="description"&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/osazuis" target="_blank" title="http://www.myspace.com/osazuis" rel="nofollow" dir="ltr"&gt;http://www.myspace.com/osazuis&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-6960442718655106006?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/6960442718655106006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=6960442718655106006&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/6960442718655106006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/6960442718655106006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2008/12/o-que-eu-ando-ouvindo.html' title='O que eu ando ouvindo'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-514755886386939420</id><published>2008-11-01T14:04:00.005-03:00</published><updated>2008-11-01T14:38:27.623-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='biblioteca pública'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eventos'/><title type='text'>Compareça: I Lavagem Cultural da Biblioteca Pública do Estado da Bahia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Participe você também!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Biblioteca Pública do Estado da Bahia, a primeira biblioteca pública da América Latina, inicia as comemorações de seu bicentenário realizando uma programação especial a partir desse mês com a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;I Lavagem da Biblioteca Pública - Um banho de conhecimento&lt;/span&gt;. A programação do mês da cultura e da consciência negra inclui a exposição &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Novembro Negro&lt;/span&gt;, o lançamento de uma nova identidade visual e o início de uma nova abordagem pública que está centrada na integração da rotina da comunidade baiana e soteropolitana, bem como no acolhimento aos usuários (escritores, poetas, atores, cordelistas, repentistas, e mais diversos leitores e suas respectivas necessidades).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evento contará com as tradicionais baianas e tudo aquilo que caracteriza uma tradicional lavagem, além de grupos artísticos locais e a presença do Ylê Aiê. Aproveite e comemore o dia da cultura no mais antigo equipamento cultural público da cidade, é um direito e um privilégio! Vamos abraçar a Biblioteca e curtir &lt;span style="font-style: italic;"&gt;good vibrations da baianidade nagô&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica a dica!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SQySfblxzuI/AAAAAAAAAF4/scYqbHok0YM/s1600-h/CONVITE3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 284px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SQySfblxzuI/AAAAAAAAAF4/scYqbHok0YM/s400/CONVITE3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263743133169077986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O quê:&lt;/span&gt; I Lavagem da Biblioteca Pública&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quando:&lt;/span&gt; 05 de novembro (Dia da Cultura)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Onde: &lt;/span&gt;Praça da Piedade (concentração) e Biblioteca Pública do Estado da Bahia (Barris)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Custo: &lt;/span&gt;R$0,00&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Contato:&lt;/span&gt; &lt;span class="HcCDpe"&gt;&lt;span class="lDACoc"&gt;bpebbibliotecaviva@fpc.ba.gov.br&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-514755886386939420?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/514755886386939420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=514755886386939420&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/514755886386939420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/514755886386939420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2008/11/conparea-i-lavagem-cultural-da.html' title='Compareça: I Lavagem Cultural da Biblioteca Pública do Estado da Bahia'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SQySfblxzuI/AAAAAAAAAF4/scYqbHok0YM/s72-c/CONVITE3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-2794181692779308351</id><published>2008-10-21T22:05:00.011-03:00</published><updated>2009-12-07T13:22:01.412-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Inzêmprios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='situações esdrúxulas'/><title type='text'>Em tempos de diversidade cultural... II</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SP6XaiUO52I/AAAAAAAAAFY/tG0ecTGB4bo/s1600-h/parte4.gif"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; FLOAT: left; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259807896959379298" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SP6XaiUO52I/AAAAAAAAAFY/tG0ecTGB4bo/s320/parte4.gif" /&gt;&lt;/a&gt;Olá meus caros, a agência de notícias Baiano Nagô Press traz mais uma aventura (ou talvez, quem sabe, a sua mais nova desventura) de nosso querido missivista provinciano...&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;Na verdade seria uma série de desventuras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, a primeira aconteceu há aproximadamente uma semana. Na verdade, para narrar o acontecido, é preciso que eu volte um pouco no tempo (sim, tudo começou há um tempo atrás, na Ilha do Sol), cerca de 5 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha 4ª semana de aula eu comecei a estagiar em uma ONG aqui de Salvador chamada Expogeo, mais conhecida pelos seu curso de inglês e pelos congressos de meio ambiente que realiza (e que eu tive a oportunidade de trabalhar, por sinal), acompanhei uma pessoa de lá para um lançamento de uma coletânea (uma espécie de antologia poética de autores baianos, a maioria iniciante, desconhecido, ou poeta nas horas vagas), coisa que por sinal sempre acontece e, na maioria das vezes, transcorre (dentro do possível) nos limites da normalidade... i&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, esse nao era o caso... e o pior dessas situações é que não dá para rir (eu fui na casinha umas duas vezes, abri a torneira e ri um pouco, mas não era o suficiente!!), e essa impossibilidade (acrescida pela incapacidade de se libertar da situação) nos causa uma aflição sem tamanho aumentando ainda mais as proporções do problema e a nossa sensiblidade diante do ridículo, da galhofa e da patifaria. Não sei quanto aos outros livros e seus respectivos lançamentos, mas esse me torturou por quase 2 horas, primeiro porque eu saí da faculdade e fui direto para o estágio (meu almoço? Uma água de coco, uma maçã, uma banana e o coco).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando deu meu horário, recebo o convite da atual diretora (ou presidente) para um "evento" com (tcharam!!!) boca livre... com a fome que eu tava, a proximidade do lugar e ainda era um lançamento de livro, estava tudo caminhando muito bem... ah, se eu soubesse... lá eu vi de tudo, desde rasgação de ceda, poetas recitando enquanto múmias dançavam flamenco, um poeta inflamado bradando que "POESIA! POESIA! POESIA! E NÃO MARESIA! MARESIA! MARESIA! QUE SERIA? QUE SERIA? QUE SERIA? EU VOU COMER POESIA! VOU VIVER POESIA"... bom, daí para as palavras de ordem, eu, que quase dormi escutando a rasgação de seda, tive a primeira amostra do quão longa e torturante seria a tal festinha estranha de gente esquisita...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que, acabado o recital (ou seja lá o que era aquilo), eu estava mais ou menos refeito e viria a minha recompensa: o bufê!!! Que foi uma lástima... paõzinho dÉlicia, refrigerante frevo e uns canapés bem sem graça... e não pense que era em qualquer lugar daqui não, era em um espaço nobre da cidade e os tais poetas pertencem ao segmento mais abastado da nossa pequena província baiana... Sei que saí de lá na revolta, e no dia em particular eu tava duro que tava uma beleza, então fui revoltado pra casa: não podia rir da situação, não curti a situação e nem comi, pronto! Uma total "perca" de tempo, como diz os povo esperto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que fiz uma cruz, e lá não mais pisei, bem como passei a ser criterioso com os eventos que eu me meto e nos bufês que vou serrar (não sei se ainda está assim, mas se você está pelo centro da cidade e bateu aquela fome no juízo bem no finalzinho da tarde, dê um pulo na Caixa Cultural porque sempre tem um coquetel bacana, tem o ICBA/Goethe Institut e até mesmo, a reitoria da UFBA).&lt;br /&gt;Passaram os anos e eis que lá vou eu acompanhar dois amigos que iam resolver um pepino lá com um certo editor de livros baianos, esclarecer alguns pontos em um livro que em breve será lançado. Fui sem suspeitar para onde iria (garanto!). Ao chegar lá, me lembrei do que aconteceu.&lt;br /&gt;A coisa ia cair na surrealidade (dessa vez eu pelo menos teria testemunhas!!! Isso já é bom!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente já chega com uma pessoa parada com um quadro nas mãos, por um tempo... já olhei e quis rir. Ouvi um "podem entrar, aqui todos são bem-vindos, a poesia chama...". Pronto e a viagem começou... Lá estava eu entre as múmias, um pesadelo vivo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior aconteceu quando as pessoas foram se apresentar: um mulher que estava sentada próxima a mim foi a primeira: era a primeira reunião que ela participava e ela se dizia "emocionada e grata com a energia de amor que a guiou, que por muito ela resistiu, que mesmo naquele dia ela relutou bastante, mas estava ali para sentir e compartilhar sentimentos". Quando inquerida sobre o nome dela, eis que ela investida de sabedoria e compaixão nos brindou com a pérola de uma vida: "Eu tenho três nomes... o primeiro é Mariza Von Berg (troquei o nome para preservar), mas eu também tenho outros dois nomes... isso porque um dia da minha vida, andando pela rua, eis que eu conheci o Amor, e eu gostei tanto dele, me tocou tanto, que eu resolvi me casar com o amor, e estou casada até hoje, e por isso eu assino 'Mariza Amor'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;nota do blogueiro:&lt;/span&gt; a essa altura eu já tinha mordido a língua e já estava mordendo os lábios, não dava para rir, saiam alguns "he-he" que eu não conseguia conter, a respiração ficou difícil e até suar eu suei!&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Continuando: "Mas eu ainda tenho outro nome, eu também, andando pela vida - e depois de meu casamento com o amor - eu encontrei Felicidade... e gostei tanto que me casei com Felicidade também"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;nota do blogueiro 2: &lt;/span&gt;tudo bem, a uma altura dessas eu já estava sentindo gosto de sangue na boca porque me feri de tanto me morder para não rir, eu já nem me mexia mais para evitar uma tragédia... meu linxamento, porque ela tava lá amando o amor e sendo feliz com a felicidade, mas ERA SÉRIO... teve gente que achou aquilo lindo, se emocionou, achou criativo até o e-mail "marizamor@gmail.com" como se fosse algo do outro mundo... então, rir, siginificava pedir para apanhar!!&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuando 2: Assim que a tal figura com sérios transtornos de personalidade terminou sua fala (que durou pouco mais de 5 minutos, mas que me pareceram uma eternidade), quem foi convidado para se apresentar? ESTE QUE VOS ESCREVE!!! Pensei seriamente em colocar um personagem e dizer que meu nome era Cláudio, Clóvis, Alfredo, Miguel, que eu era poeta e artista plástico da aldeia "Yasha Ham", mas não tive coragem... me apresentei... "Lucas Lins... estudante e consultor de projetos culturais"... quem veio conversar comigo depois??? Ela mesmo, Mariza Amor... como é que eu ia rir?? Depois dessas, levantei umas cinco vezes, liguei para pessoas, que, por algum motivo não podiam atender os telefonemas, simulei conversas, simulei escutar piadas... tudo isso para rir e respirar aliviado... Quando eu voltei para a tal reunião (enquanto na minha cabeça a questão "que faço eu aqui neste universo paralelo até agora??") ouvi a gota d'água: "uma pena termos apenas 3 horas de encontro semanal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem quis mais ouvir nada... tratei foi de pegar meus caminhos de aruanda... eu cheguei 15h20 e deveria esperar até dar 18h??? Nunca! Eu morreria até lá, ou no mínimo ia sair com a boa toda ferida... Saí de lá, enfim... depois eutomei uma cervejinha para relaxar, era miuta informação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a segunda... bom, essa é um caso diferente... não é uma história cômica ou tragicômica, mas foi uma coisa que nunca fiz: ir a um show de pagode, mas daqueles roots... A experiência valeu, embora eu não sei se eu repetiria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá fui eu para o Lançamento do DVD da banda FANTASMÃO!!! Lá no Wet'n'Wild - o primeiro parque aquático em ruínas que funciona também como casa de show... o palco fica na piscina e tudo... quem já foi depois que o lugar foi além da decadência sabe do que eu estou falando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A namorada de um amigo meu (também amiga minha) está na área de assessoria de comunicação e o Fantasmão é um ilustre cliente, e durante o lançamento do DVD do show AO VIVO, recebi um convite para o tal lugar, camarote da imprensa (nossa ilustre agência de notícias estava lá marcando presença), ficava bem ao lado do palco e tudo!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O show, na verdade era uma festa, o "I Encontro das Tribos", e além de Fantasmão, tínhamos algumas bandas locais, "O Círculo" (pop), "Adão Negro" (reggae), "Diamba" (reggae &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;aussi&lt;/span&gt;) e... Racionais MC's, além de, evidentemente os anfitriões da festa: O FANTASMÃO!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O legal foi que percebi o quão "apaulistada" está ficando a Bahia... estava um calor considerável, mas havia um sem-número de pessoas com gorros de lã, camisas do coringão e um sotaque de "mano", "firrrmeza"? Coisas que só se vê aqui... porque se o sotaque de paulista(no) já nos soa esquisito, imagine o sotaque baiano apaulistado? Sofrível! Fora que além disso, parecia um clipe de Nelly, 50cent, Snoop Dog ou coisa parecida... bling-bling, camisão de futebol americano, boné de jogador de baseball, &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;sneakers&lt;/span&gt; e, claro, uma calça folgadona... por alguns segundos eu pensei que estivesse no Brooklin e não na Avenida Paralela... Até o pagode tá mudando de nome!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Círculo estava meio deslocado no tempo, no espaço e no equipamento/circuito cultural... essas coisas de banda iniciante que ainda não bombou fora do circuito cult rio vermelho (ou seja, a Boomerangue, porque até o Nhô Caldos já não mora mais por lá!)... ganharam um cachê e tocaram para meia dúzia de pessoas (das quais duas estavam na frente do palco e o restante se encontrava no camarote) e foram pra casa. Foi o melhor show da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes do começo do show do Adão Negro, inexplicavelmente, os 12 mil pagantes resolveram entrar e entupir o lugar, era um mar de gente, um paraíso para agorofóbicos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final do show do "Adão..." ficamos sabendo que "Diamba" não cantaria, mas fora substituído por... SINE CALMÓN... que beleza... e um detalhe, a trilha sonora entre os shows era uma maravilhosa vinheta da PIATÃ FM... EMPURRA, EMPURRA, EMPURRA, PIATÃ!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais legal foi que descobri que o Fantasmão não toca samba ou pagode... faz um som muito parecido com o pagode, o chamado "groove arrastado", além de tocar "kuduro", aquele ritmo de angola que a Nara andou comentando no &lt;a href="http://qualquersom.blogspot.com/2008/03/kuduro.html"&gt;blog&lt;/a&gt; dela. Contamos com a ilustre presença de Regina Casé dançando Kuduro com Eddie... e tudo diante do dono destes olhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O show do Fantasmão, no entanto, não é de todo ruim, a percussão é excelente, como é costume hodierno, usam sintetizadores do leste europeu e samplers de música angolana. É bacana. As pessoas deliram, é uma maluquice só... quem guenta? O Big Ghost seria ultra-pop-cool se gravasse com a M.I.A., Mallu Magalhães, Tom Waits ou N.E.R.D...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabado o show deles, depois de uma performance de Regina Casé, eis que entra em cena os caras do Racionais MC's, com o alto astral de suas músicas... parecia uma cerimônia religiosa... e das brabas! haha. Ainda no início do show, propus pegarmos todos os caminhos de aruanda enquanto estava tudo calmo... e realmente estava: toda a área que não fosse a do palco estava vazia, parecia que não estava acontecendo nada, o mesmo valeu para os portões, estacionamentos e até a rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos de lá e fomos comer alguma coisa... pelo horário avançado, já fomos atendidos como VIP - Very Insuportable People -, uma vez que o restaurante (fast food insiste em se chamar de restaurante, que cara-de-pau!!!) estava fechando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, fui pra casa com meu brinde (um dvd do fantasmão), caí na ducha fria e detchei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É... agora é esperar o Muquiverão!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lucas Lins, mas pode me chamar de Lucas Canastrice, porque um dia eu conheci a Canastrice e me casei com ela... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-2794181692779308351?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/2794181692779308351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=2794181692779308351&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/2794181692779308351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/2794181692779308351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2008/10/em-tempos-de-diversidade-cultural-ii.html' title='Em tempos de diversidade cultural... II'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SP6XaiUO52I/AAAAAAAAAFY/tG0ecTGB4bo/s72-c/parte4.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-70267571833994592</id><published>2008-10-10T10:28:00.005-03:00</published><updated>2008-11-01T15:10:07.935-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Inzêmprios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='situações esdrúxulas'/><title type='text'>Em tempos de diversidade cultural...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;salvador | baiano nagô press&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Clique na imagem abaixo e descubra que nesses tempos de diversidade cultural...&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... tudo é considerado como arte e cultura...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SO9Yv-e2ygI/AAAAAAAAAFQ/htqJi6eRBdc/s1600-h/CUMASSIM.dib"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 514px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SO9Yv-e2ygI/AAAAAAAAAFQ/htqJi6eRBdc/s400/CUMASSIM.dib" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255516871414172162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...não acham???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você for "arteiro(a)" demais, olha só onde você pode parar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é invenção minha... está no site!!! Confira você mesmo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.bahia.com.br/localidade_servicos_categoria.asp?idc=11&amp;amp;pag=23&amp;amp;idl=4536&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tsc tsc&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¬¬&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-70267571833994592?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/70267571833994592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=70267571833994592&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/70267571833994592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/70267571833994592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2008/10/em-tempos-de-diversidade-cultural.html' title='Em tempos de diversidade cultural...'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SO9Yv-e2ygI/AAAAAAAAAFQ/htqJi6eRBdc/s72-c/CUMASSIM.dib' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-2187067513122761342</id><published>2008-09-19T15:33:00.006-03:00</published><updated>2008-09-19T16:32:32.294-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hype'/><title type='text'>The Hype Machine...</title><content type='html'>&lt;a style="" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SNP6qjJIn0I/AAAAAAAAAFI/5FYT82mIzfI/s1600-h/thehypem.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SNP6qjJIn0I/AAAAAAAAAFI/5FYT82mIzfI/s320/thehypem.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5247813599711764290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tá, vivemos no império do efêmero (né, Tio Lipovetsky??)... eu mesmo, confesso que tenho uma banda favorita a cada semana, um filme favorito por mês... o mesmo vale para os livros, comidas (tem a temporada da comida japa, da mexicana, da baiana, da natureba-cool, da natureba-roots, da chinesa, da tailandesa...), bares, manias... tudo é bastante passageiro, é um arerê, uma afobação... tudo em excesso, um pouco narcotizante... um acúmulo de informação e o excessivo acúmulo de aportes culturais diversos (a palavara "aporte", por sinal está na moda!!!)  acaba nos cegando...&lt;br /&gt;O desejo, agora, não é mais ter mais do que os outros, mas, efetivamente, ter acesso ao produto e descartá-lo com substancial antecedência - o famoso "enquanto você ia plantar o milho eu já comia o bolo de fubá". É preciso, mais do que nunca, estar "na frente das tendências", esqueça isso de seguir tendências de comportamento: ou você lança uma tendência ou fica de olho na próxima tendência e começa a seguí-la imediatamente!!! Nunca a idéia de ser vanguardista foi uma ditadura (outra ditadura contemporânea que nos assola... além da ditadura das responsabilidades, da vida saudável....), mas esses nossos tempos nos cobram isso. &lt;br /&gt;A diferença dos aportes culturais e a música (poderia incluir também o cinema em proporções inferiores) é que o acesso ao conteúdo é bastante diverso e simples: dispomos de softwares de compartilhamento, hosts, sites especializados (gratuitos ou não), inclusive o mais popular de todos, o iTunes, comunidades nos muitos "orkuts", além dos discos físicos, da famigerada pirataria e dos sebos de vinil. É aí que mora o perigo: na explosão de informações, que chegam com maior velocidade e em nível exponencial.&lt;br /&gt;O problema (se é que é um problema) é que o consumo do produto não só é mais rápido, mas a forma de consumir também se intensifica, então a efemridade não significa aqui, nesse caso, um consumo superficial ou que aterrorize os praticantes da pedagocia do consumo cultural libertador e iluminador que provoque uma revolução. Não estou incluído fora dessa: já acumulo um acervo de mp3 que já passou dos 16 mil arquivos e sei que estou longe de ser o mais compulsivo. A maior parte é de músicas "diferentes", vanguardistas, étnicas, contemporâneas, experimentais, atuais ou antigas. Por mais que o acervo musical seja organizado, ter 16 mil arquivos (talvez tenha umas 18 mil músicas no acervo, porque alguns arquivos são material de vinil convertido em mp3) significa nenhuma música. As músicas simplesmente se perdem e, mesmo ouvindo no shuffle, muita coisa fica escondida. E sei que tem gente que tem mais de 200 mil arquivos na discoteca e mais uns 50 mil na videoteca... e pra quê isso? Acho que como tudo fica velho mais rápido, o gosto está em descobrir o novo enquanto ele novo for. Eu me lembro com clareza que a graça em brincar com LEGO era montar, desmontar e descobrir as possibilidades com os tijolinhos... depois que a casa, castelo, carro, nave, pirâmide ou dinossauro estava inteiro ele passava uns dois, três dias montado e depois virava uma pilha de tijolos coloridos. Claro que isso está elevado ao cubo! É preciso ser Hype... vi uma entrevista de uma designer certa feita na qual ela dizia que "quando uma roupa chega no mercadão popular, sabemos que a moda pegou... e que já está ficando brega..." PODE??&lt;br /&gt;O caso é que, mesmo longe de qualquer hype, eu me divirto muito cavucando músicas novas (desde o antigo serviço IUMA - alguém lembra? -, passando pelo portal da trama e de gravadoras independentes, sebos de vinil....) e encontrei uma ferramenta de busca que é bem legal e bastante útil, ainda mais se você gosta de "achar o Brasil" (é achar mesmo!!) e ouvir aquela banda alemã com influências do Krautrock, Electro-Punk e Bossa Nova, antes de seus amigos (principalmente os cults ou os cult-nerds), eis sua magnífica oportunidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EIS AQUI O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;The Hype Machine &lt;/span&gt;(ou simplesmente The HypeM). Basta digitar http://hypem.com&lt;http: com=""&gt; e você vai se entorpecer com música nova!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você quiser, também tem um tutorial que é CHUCHU BELEZA no Indiecent Music. Crique &lt;a href="http://www.indiecentmusic.com/post.php?id=250"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por hora é só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu sou um junkie de música e troco informações sobre música como se trocavam figurinhas nas antigas... fazer o quê?&lt;/http:&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-2187067513122761342?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/2187067513122761342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=2187067513122761342&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/2187067513122761342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/2187067513122761342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2008/09/hype-machine.html' title='The Hype Machine...'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SNP6qjJIn0I/AAAAAAAAAFI/5FYT82mIzfI/s72-c/thehypem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-3887326351513061617</id><published>2008-09-12T01:36:00.021-03:00</published><updated>2008-09-12T03:26:45.764-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='costumes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='textos escritos nas madrugadas sem dormir'/><title type='text'>Não acredito na responsabiliadde social</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a style="" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SMoFuael8JI/AAAAAAAAAFA/WLliXfXDKZQ/s1600-h/20050927-agente_86.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 177px; height: 144px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SMoFuael8JI/AAAAAAAAAFA/WLliXfXDKZQ/s320/20050927-agente_86.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245011010966122642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Falei há alguns posts que considero essa onda de "ades" uma onda de fraudes - responsabiliade social, é um claro exemplo disso. Já ouvi em alguns lugares bem distintos entre si (da academia a fila da padaria e as incontáveis assembléias de boteco) que "está na moda ser responsável".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não só para as empresas. Eu, você, todos precisamos ser responsáveis. Humpf. Sim, sei....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ditadura agora é outra: é preciso ser responsável. Aliás, agora é  um dever ser responsável com tudo, cultura, meio ambiente, proteger as crianças, votar sabiamente e evitar as armadilhas dos "políticos corruptos" e, claro, "fiscalizar a ética" (essa última já soa até engraçado! É sabido que a tal ética é uma forma de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;julgar &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;os comportamentos e não os próprios comportamentos, ça va?! Não é um sentimento nem uma virtude: é um julgamento que classifica algo como correto ou incorreto, normal ou desviado, ok?! Então, classe, nada de dizer por aí que fulano é "anti-ético" ou que "falta ética nesse país"... não existe um "anti-julgamento", se bem que eu não duvido é de mais nada.... vou morar na Ilha de Itaparica e virar pescador, ganho mais!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que nunca ir ao teatro, cinema (principalmente se for para prestigiar a produção audiovisual nacional), valorizar as culturas populares, as diversidades de credo, raça, etinia, valores é algo requisitado. Vejo com muita preocupação e resistência essa onda politicamente correta... Não se trata de descrédito, intolerância ou  facismo. Primeiro porque essas supostas responsabilidades que devem ser assimiladas como solução dos problemas do mundo - da fome, pobreza, epidemias, poluição....... - são ainda um reflexo de uma mentalidade tecnocrata, colonizadora, altamente vertical e que dissimula o questinamento do status quo sustentada em uma "pedagogia das responsabilidades para a libertação".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um sem número de "eco-indústrias", há uma linha de "eco-design", é algo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;in&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; comprar móveis de madeira de demolição, madeira reflorestada, sapatos de couro ecológico, calças de algodão orgânico... mesmo que o impacto gerado por eco produto seja muito maior do que um produto "poluidor". As turnês são ecológicas. Al Gore (ou "A mosca.... morta!") ganha um oscar como consolação por não ter sido eleito presidente dos Estados Unidos consultando o oráculo da ciência para profetizar o fim do mundo. O futuro deixou de ser "Os Jetsons" e passou a flertar, mais uma vez, com "Blade Runner" e "Mad Max", numa perspectiva pessimista, e "Os Flintstones", numa perspectiva otimista. Claro, com tanta coisa orgânica, eco, máquinas vivas e carros híbridos (metade combustível, metade força humana nos pés), em breve estaremos iguais a família de Fred e Wilma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior de tudo é que essas responsabilidades mascaram os problemas, os causadores dos problemas. Aí a coisa complica... o buraco é mais embaixo, veja só: os países mais desenvolvidos, e, portanto, mais poluidores (direta e indiretamente) são aqueles que estão capitaneando a retomada da proteção à mãe-natureza. Tem gente bacana? Sim, mas creiam, não representam mais do que 10%. Os últimos 100 anos testemunham um desdobramento de revoluções industriais que promoveram movimentos migratórios cruéis, duas guerras, duas epidemias de gripe (que mataram mais do que as guerras), ditaduras, guerras civis, poluição, os índices de qualidade de vida atingirem um nível de disparidade absurdo, concentração de riquezas e bens (inclusive os naturais), e para além da concentração assistimos a processos de usurpação de riquezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais vem no pacote? Incríveis doses de hipocrisia. E vemos o Radiohead afirmar que as turnês ecológicas são inviáveis por causa dos....... fãs? Vemos um evento de proporções globais (afinal, para um aquecimento global, o evento tem que ser global também, se não fica por baixo) que deveria alertar o mundo contra o bicho papão do aquecimento global consumir absurdas quantidades de energia e causar um impacto semelhante ao de... hmm.. nada?! Acho bacana e válido que artistas e grandes empresas financiem o que está na moda... não é o negócio deles, mas ajuda o negócio deles a ser mais lucrativo. Não acho de todo mal que se financie a atual moda verde e responsável. O problema é que as coisas, como sempre, perdem muito as medidas e começa uma caça às bruxas. E o pior é que fingimos caçar e fingimos não sermos a caça. É patético!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio respeito à diversidade, da cantada em verso e prosa Declaração da UNESCO (na qual o nosso Ministério da Cultura teve participação fundamental), que é uma coisa sensacional, é entendido por muitos pelo avessas. Algo como a diversidade não é apenas imposto por uma lei, por um código de condutas aceitáveis ou por uma obrigação de aceitar o outro. O Sodré, diretor da Fundação Biblioteca Nacional, disse uma certa feita que o respeito à divesidade (e algo que eu creio se extender às outras responsabilidades propostas nesse infante milênio) é condicionado por um quadro que é mais afetivo e sensível do que formado por uma racionalidade dada. Ainda na mesma fala (lá na Caixa Cultural), ele esclareceu o que é "diferenciar" e "fazer a diferenciação"; no primeiro caso, é feita uma distinção e se cria uma relação de identidade absoluta e alteridade absoluta, ou seja, o que Eu sou e o que Outro é, mas partindo de um olhar externo, é uma comparação superficial. Já "fazer a diferenciação" impolica em observar o Outro conferindo a ele uma identidade, uma identidade que possui diferenças e similitudes com a identidade do Eu. Obviamente, para fazer a diferenciação é preciso conhecer e para além disso compreender o Outro, sem super valorizá-lo ou subvalorizá-lo. Em última instância, é preciso gostar do Outro pelo fato dele possuir uma identidade diferente do Eu. É exatamente no oposto do comportamento de aceitar o Outro e considerá-lo um segmento fundamental de composição das identidades do Eu que se encontra a gênese do preconceito e das discriminações; quando o conjunto mais superficial de informações sobre as referências e identificações são suficientes para estabelecer uma comparação, sem que exista qualquer laço afetivo ou aprofundamento nas informações. Em geral, quem se compara também se considera superior, afinal, ele não precisa conhecer o Outro para &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;diferenciar&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;. O Outro fica condenado em um caminho deslizante ou então o oposto: um fixação radical. E um detalhe, ou o sujeito que diferencia tem uma relação paternal com o Outro ou uma relação de repulsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;Nota do blogueiro: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Falei aqui em identidade e nem estabelci o conceito que estou pensando aqui. Bom, considero aqui identidade os conjuntos de identificações que os sujeitos assimilam e se valem na busca de alguma fixidez, uma vez que as identidades (ou conjuntos de identificações) são deslizantes e fluídas - nós somos muitos, desempenhamos múltiplos papéis e somos multireferenciais, embora em cada situação ou contexto um tipo ou um determinado conjunto de referências tende a prevalecer. &lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos voltar para as responsabilidades?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A responsabilidade que se deseja atingir (sem conseguir) é algo que advém da esfera do sensivel, pela partilha intersubjetiva de valores em determinadas comunidades que variam no tempo e no espaço e que se modificam. Os valores que dão origem ao julgamento ético surgem nesse bojo e não no caminho inverso. A aceitação passa pelo sensível, uma vez aceito, determinado "conselho" deixa de ser uma obrigação moral e ética (recomendada pelos papas) e se converte em algo internalizado e natural, e ainda assim não está livre de transgressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu acho a responsabilidade social bacana? Acho, lógico! Mas se ela não partir de um pensamento que veja no outro um indivíduo singular que detém uma cota imensurável de dignidade e que a relação, mesmo diante de hierarquias deve obedecer ao respeito dessa singularidade e ao processo de diferenciação, superando paternalismos e tecnocracias, continuaremos com um mecanismo falso, ações de realações públicas travestidas de responsabilidade social e "preocupadas com qualidade de vida". Ora, se não se considera o bem maior na vida de um indivíduo (sua dignidade), não há como falar em responsabilidade social ou qualidade de vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que devemos preservar o planeta? Claro!! Mas desde que quem compre ilegalmente mógno da Amazônia pra fabricar instrumento musical (extendo aos artistas que compram os instrumentos) parem de promover uma cruzada pelo "pulmão do mundo" (que por sinal não é... o pulmão é Oceano Pacífico e as algas... o que a Amazônia preserva é uma IMENSA biodiversidade e contribui na manutenção da temperatura).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essa é a extensão do colonizador: ele apronta e ainda sobra para o colonizado. O Radiohead faz um show, cobra (ou lucra) mais porque é "ecologicamente correto", mas se não deu certo a culpa é de quem foi para o show? Complicado... complicado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá vem as organizações internacionais pautar as discussões locais e tomar a frente, como detentores do saber absoluto. Cuidado! Não se trata de um plano de dominação ou invasão, mas de reafirmação de superioridade e inferioridade. Não sou xenófobo, acho fundamental criar boas relações bi-laterais e multi-laterais em todas as áreas, inclusive porque o olhar estrangeiro pode flagrar coisas que o cotidiano esconde e contribuir substancialmente na solução, no entanto, quem deve pautar as necessidades é o país, a comunidade. Essas diretrizes mediadas  pela comunicação de massa global desconsideram, em geral, quaisquer contexto espaço-temporal, realidades, identidades e singularidades. Daí uma efetividade, eficácia e eficiência pouco impactantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voluntariado? Esse eu nem vou falar muito, mas eu só sei que muita gente lucra na filantropia e utiliza a mão-de-obra voluntária de modo perverso... me inventaram um tal de "mobilize sua comunidade", que resguardadas as devidas proporções me irrita bastante. Ainda mais quando eu acompanho os processos, mesmo que de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia ainda vamos compreender que a revolução começa dentro das pessoas (é por isso mesmo que ela não será televisionada via satélite nem veiculada na internet!). Acredito muito na soberania que vai da família até a nação. Tem um ditado em Barra do Gil (lá da minha infância) que diz que "da porta pra dentro povo de fora pisa devagar e só come o oferecido".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que irei neutralizar as emissões de carbono das minhas missivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até breve. À bientôt.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-3887326351513061617?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/3887326351513061617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=3887326351513061617&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/3887326351513061617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/3887326351513061617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2008/09/no-acredito-na-responsabiliadde-social.html' title='Não acredito na responsabiliadde social'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SMoFuael8JI/AAAAAAAAAFA/WLliXfXDKZQ/s72-c/20050927-agente_86.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-6952534500198273105</id><published>2008-09-04T18:47:00.003-03:00</published><updated>2008-09-04T18:53:21.655-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='situações esdrúxulas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='costumes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pensamentos desconexos'/><title type='text'>Ih, que fora...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SMBYx9hNFcI/AAAAAAAAAE4/uXjj4r_s4DE/s1600-h/Pink+Panther.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SMBYx9hNFcI/AAAAAAAAAE4/uXjj4r_s4DE/s320/Pink+Panther.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242287581609924034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Todos conhecem e se relacionam muito bem com as situações mais constrangedoras, e por mais que saibamos que o constrangimento quase sempre é uma coisa mútua e relativamente normal - “ih, dei(deram) um fora... relaxe e esqueça...” -, se recuperar e continuar agindo de maneira normal é algo que demanda maturidade ou total falta dela talvez. Em geral pequenos ou grandes cuidados evitam enormes situações e bolas de neve de proporções homéricas. Aquela pergunte indiscreta, aquele comentário inoportuno, a colocação descabida ou aquele flagra fatal... Como eu disse, quase sempre são coisas bastante bobas: perguntar pelo(a) namorado(a) ou esposo(a) de alguém e descobrir que o relacionamento acabou (e de uma forma bem complicada e cheia de confusão), fazer algum comentário de uma figura bastante exótica e pitoresca e ouvir milésimos de segundos depois a frase “ela é minha mãe”, “ele é meu irmão”, “é o meu melhor amigo”, “ela é seu encontro às escuras”... Não vamos nos esquecer de falar mal de alguém (quase sempre na tentativa de ridicularizar ou fazer uma piada infame, necessariamente sem o intuito de ridicularizar). Estes próximos exemplos serão práticos e reais... isto é, aconteceram comigo... um dos candidatos a rei dos foras haha. Lembro de um, na minha sexta série: tive uma professora chamada Maria da Guia, apesar de morar no interior da Bahia, 'Da Guia, como era mais conhecida, era famosa entre os alunos pela sua postura rígida em sala – postura que lhe rendeu o carinhoso apelido de “Maria do Cão” (nota do blogueiro: crianças são criaturas cruéis demais, não!?) – e também pelo seu sotaque paraibano bastante forte – o que também lhe rendia imitações por parte dos alunos. Ah, as aulas de português com 'Da Guia... era um tal de “cúpia”, pra cá, “cúpia” pra lá... e outras coisas que eu já não me lembro. O fato é que uma vez tivemos aula de português em uma sala de outro chalé – sim, minha escola não tinha prédios, eram grandes chalés dividos em 5 ou 6 salas –, o chalé do segundo grau. Esse era, na época, top de linha, tinha ar condicionado nas salas (e olha que a cidade onde eu morei fazia um calor terrível!!!), as carteiras eram maiores e mais, digamos, anatômicas... era bem bacana. Beleza, acabou a aula, fui na cantina (ou na guerra, como eu pensava na época... ¬¬) e vi a filha de 'Da Guia, alguns anos mais velha do que eu. Palhaço do jeito que eu era (era?), eis que volto correndo pra sala e entro quase que de olhos fechados e grito: (com sotaque fingido de paraibano) “Vi a filha DÍ 'Da Guia na canTIna PIDINDU um ÍSPRÍITTTI”. Pura palhaçada... ninguém fala “ispriti”, já ouvi até “ispláti”, mas ispriti nunca... e mesmo que tenha gente que fale desse jeito, a menina era aluna do ensino médio... Eis que assim que termino de falar eu escuto “tu viste quem?”... Lembro apenas de encolher (literalmente... eu me agachei e saí andando murcho da sala balbuciando algumas palavras “très” sem graça hahaha.) E o pior é que estávamos ainda no meio do ano... Como enfrentar a vergonha? Cara-de-pau... O outro exemplo é mais recente, aliás, aconteceu ontem e é um outro pesadelo: durante a chamada eis que ouço a professora falando o nome de um aluno... “Lion” (Láion, mesmo). Na lata eu disse: massa, então quer dizer que temos um lion entre nós?” A resposta não poderia ser pior... meu colega apontou o dedo para a frente e disse, ele está aí do seu lado... puuuuuuuuxa, a vontade era de cuspir e sair nadando!... ou de me afogar, mesmo... Depois se esclareceu que o nome era outro (Laynon, se não estou errado). Ainda coroei (super sem graça!!!) dizendo que “não faria piadas infames, afinal você já deve estar cansado delas, né?”.... que bom que a aula acabou... mas o semestre não... brrrrrrrr... Agora, falando a partir do lugar do outro, digo que as coisas não são menos constrangedoras. Porque o clima cai na hora e não tem como evitar, nem dizer nada para amenizar. O jeito é esperar passar. Você está numa festa, por exemplo, vai no banheiro e quando abre a porta dá de cara com um casal bem numa situação de intimidade e depois descobre que são os pais de seu amigo... e aí? E o pior, ele está na fila esperando a vez dele. Pôôôôô... fazer o quê? E às vezes, a situação só piora: além de tudo você é um convidado e vai passar 10 dias na casa... Terrível! Terrível! O pior é que, em geral, esses foras são coisas comuns, mas nós somos tão travados que tudo vira motivo para um debate que sempre tende a chegar em “como a nossa mentalidade é pequeno burguesa e somos hipócritas...”. Já vi até um debate sobre ética e moral por causa de um fora! Imagina só? Não sei se o certo (ou mais fácil) é seguir os conselhos de Marta Suplicy, mas o fato é que estressar por conta dessas bobagens e desencontros rotineiros faz mal para o coração... o jeito é rir e se preparar para outra... porque ela certamente virá: impávida que nem Mohammed Ali...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até breve. Até o próximo fora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-6952534500198273105?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/6952534500198273105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=6952534500198273105&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/6952534500198273105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/6952534500198273105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2008/09/ih-que-fora.html' title='Ih, que fora...'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SMBYx9hNFcI/AAAAAAAAAE4/uXjj4r_s4DE/s72-c/Pink+Panther.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-748858762099219331</id><published>2008-09-03T14:27:00.003-03:00</published><updated>2008-09-03T15:12:06.326-03:00</updated><title type='text'>Início do semestre na faculdade...</title><content type='html'>Olá, meus caros leitores.... saudades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cá estou eu, postando ainda na ressaca dos pesadelos do (re)início das aulas... é... os vetaranos de qualquer universidade são iguais a visita e peixe: quando demoram para sair, incomodam! E neste caso específico, o incômodo é para o próprio aluno jurássico.  Sair do fluxo é uma droga... é uma viagem interdimensional na academia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro dia de aula (brrrrr) e suas surrealidades, a primeira semana... é como se o jurássico voltasse ao estágio de calouro, mas com um agravante, ou pior dois: o primeiro é, obviamente, o fato de não ser calouro, e a segunda, é se sentir um fantasma do passado enviado por engano para o presente. Você não conhece os calouros (aliás, nem sabe quem é quem!) e seus amigos jás estão formados ou em processo de formar e quase não aparecem no campus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de mudanças estruturais que também assustam: as paredes estão reformadas (e você, por algum motivo não percebeu as obras sendo feitas),  mobiliário novo, professores novos - e os seus professores, aqueles que você conhece e que te conhecem por nome, estão afastados para doutorado, pós-doutorado ou simplesmente de "licença prêmia" e ficam vários professores temporários - , são pequenos exemplos da mudança da fauna e a flora locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo no fatídico primeiro dia, enfrentei alguns dos mais comuns (ao menos para uma razoável fatia da população): acordei tarde, perdi o horário e o ônibus, acabei pegando um cheio... chegando na faculdade, não sabia qual era a minha sala e me vi procurando uma sala no prédio que eu deveria como a palma da mão. Quando finalmente eu achei minha sala (quase duas horas atrasado!!), me vi dentro de outro pesadelo do primeiro dia: as dinâmicas de início das aulas.... e o pior: era daquelas "daqui a sete anos eu me vejo em..."... pôôô!!!! E nada de acordar... nem portava um cianeto para acabar logo com tudo ou ao menos um dramin para dormir durante toda a aula... e o semestre estava apenas começando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sala, eivdentemente, eu connhecia poucas pessoas, mas sem a mínima intimidade com uma viv'alma sequer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, já (ou ainda), lá pela 4ª semana de aula, com a poeira começando a baixar, começou uma segunda luta: a conquista de orientador para o TCC (etapa fundamental na alforria e na libertação do espírito!!!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passadas estas provas de fogo, começa a segunda leva de chateações: aquelas famigeradas perguntas: "você forma quando mesmo?", "você........... por aqui............. ainda........?", "achei que você já estivesse formado....", "não forma mais não, é?", "desistiu de estudar?". E a regra das boas condutas e as leis infelizmente não te deixam acabar com isso pela raíz, né? haha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As perguntas podem ser encaradas por alguns ângulos: no lado azul da força, eis que estão aqueles marjos que navegam no mesmo mar que você e são também veteranos-jurássicos e ficam felizes por encontrar uma cara conhecida naquele rio de pessoas desconhecidas e cada vez mais exóticas (e que te levam ao terceiro pesadelo que é se olhar como calouro e avaliar seu comportamento e o nível de ridículo que você atingia com determinados atos.... embora, eu deva admitir que as coisas avançaram no número de pessoas, na diversidade de atos e no aumento vertiginoso do ridículo que vive a geração pós-los hermanos...).  No fundo, expressa um alívio e uma esperança de "não se formar sozinho".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, nem sempre a maioria das pessoas pertence ao lago azul da força. Há quem pergunte para alfinetar, mesmo. Uma alfinetada infantil, que deve sempre ser devolvida com cordialidade, cinismo e ironia... com uma pitada de agressividade... se alguém te oferece uma saia justa ou calça furada, não se acanhe, mas não deixe de retribuir imediatamente a saia justa... em geral a verdade é melhor resposta, afinal, a verdade dói! E nada de justificar, responda e ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ainda a terceira possibilidade... mas em geral, o julgamento deve ser bem cuidadoso e não é uma regra: tem quem pergunte para humilhar, mesmo. Tipo aquela pessoa que tirou 10 em matemática, viu que outro tirou sete e vai lá perguntar a nota... enfim... ainda não  me bati com este espécime, mas que los hay los hay!  É mais ou menos o padrão de perguntar a algum desempregado "qual o seu próximo passo, tem algum em mente?". Tem gente sádica... reza braba, reza braba, "pé-de-pato, mangalô-trêis-vêis"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O legal é poder dar risada das coisas, porque se tudo passa (já diz Nelson ned), passará também a faculdade e fircarão algumas lembranças, algumas mascaradas pelo tempo, não tem jeito! Mas, "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;aforamente falando&lt;/span&gt;", entre mortos e feridos salvaram-se todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estude que é bom. Chá de Gingko ajuda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-748858762099219331?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/748858762099219331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=748858762099219331&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/748858762099219331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/748858762099219331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2008/09/incio-do-semestre-na-faculdade.html' title='Início do semestre na faculdade...'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-7430755751696422298</id><published>2008-07-29T11:48:00.002-03:00</published><updated>2008-07-29T11:49:33.750-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='notícias'/><title type='text'>Mais informações sobre o Cuil.com - O Google que se aprume!</title><content type='html'>&lt;span class="mini_texto"&gt;Direto do Site de Geek&lt;br /&gt;29/07/2008 07:07 - 452 exibições&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span class="titulo"&gt;Novo site de busca pretende competir com Google&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; &lt;div class="texto_corrido" id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"&gt;   &lt;p&gt;O novo  &lt;a href="http://www.geek.com.br/modules/noticias/ver.php?id=37665&amp;amp;sec=6#" onclick="hwClick15087541572531(-1551657404);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; color: rgb(0, 102, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw15087541572531(event, this, '-1551657404'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;sistema&lt;/a&gt; de buscas na internet, chamado Cuil (lê-se cool, como no inglês), foi lançado hoje e pretende entrar na  &lt;a href="http://www.geek.com.br/modules/noticias/ver.php?id=37665&amp;amp;sec=6#" onclick="hwClick7611717201531(-1551657404);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; color: rgb(0, 102, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw7611717201531(event, this, '-1551657404'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;disputa&lt;/a&gt; de melhor buscador, concorrendo com, obviamente, o Google. Uma das razões para acreditarem no sucesso do serviço é a presença de ex-engenheiros desta no quadro de funcionários, diz o Slashdot.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;A ferramenta, disponível no endereço &lt;a href="http://www.cuil.com/" target="_blank"&gt;www.cuil.com&lt;/a&gt;, informa na página inicial que já indexou o impressionante número de 121 bilhões de páginas. Os produtores do Cuil afirmam que a ferramenta é capaz de rastrear uma parte maior da &lt;a href="http://www.geek.com.br/modules/noticias/ver.php?id=37665&amp;amp;sec=6#" onclick="hwClick14698185850531(-1551657404);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; color: rgb(0, 102, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw14698185850531(event, this, '-1551657404'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;web&lt;/a&gt;, e em menos tempo, devido ao novo algoritmo de indexação. Tom Costello, co-fundador do serviço, afirma que sua tecnologia revolucionária permitiu colocar praticamente toda a Internet nas pontas dos dedos dos usuários, segundo informa o The Inquirer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A página inicial é plasticamente muito bonita e tem design enxuto, a exemplo do concorrente, exceto pelo fundo negro, que concede um ar obscuro ao site - mas que permite economizar energia. Já há alguns anos há um outro buscador baseado no Google que usa uma página negra com esse propósito, o Blackle (blackle.com). Ao que parece, o Cuil também segue esse preceito. Entretanto, enquanto o Blacke é apenas um "Google com skin", o Cuil é baseado em tecnologia totalmente nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao efetuar uma busca simples, os resultados são dispostos de forma ordenada em colunas. O visual é bastante agradável, fugindo da monocromia habitual. Também é exibido um quadro lateral, com informações relacionadas, como no caso os serviços de busca de imagens, mapas ou documentos já conhecidos. As buscas devem retornar também categorias, segundo o TechCrunch. Em um teste feito pela equipe da Magnet, em uma busca com a palavra "guitar", os resultados "puxaram" as categorias "electric guitar", "amplified instruments" e "guitar magazines".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, uma busca mais específica, como nomes de pessoas, ainda não é capaz de retornar resultados, ao contrário do que acontece no Google. Outro problema, detectado pela Magnet, é que as buscas não são tão boas com palavras em português - os resultados são ligeiramente inconsistentes e as categorias extremamente disparatadas. A disponibilidade do site também estava bastante prejudicada: em certos momentos, foi impossível submeter uma busca sem receber a mensagem de "servidor ocupado". A opinião geral é a de que algum tempo será necessário para que o serviço amadureça, portanto comparar as duas ferramentas agora não seria muito apropriado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;fonte: http://www.geek.com.br/modules/noticias/ver.php?id=37665&amp;amp;sec=6&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-7430755751696422298?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/7430755751696422298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=7430755751696422298&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/7430755751696422298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/7430755751696422298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2008/07/mais-informaes-sobre-o-cuilcom-o-google.html' title='Mais informações sobre o Cuil.com - O Google que se aprume!'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-1695881418546667440</id><published>2008-07-28T10:30:00.013-03:00</published><updated>2008-07-28T13:59:56.923-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Inzêmprios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notas rápidas'/><title type='text'>Rapidinhas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SI3wdPy8snI/AAAAAAAAAD4/vFY-X9fVfgc/s1600-h/pink_panther.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SI3wdPy8snI/AAAAAAAAAD4/vFY-X9fVfgc/s320/pink_panther.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228099127694111346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Olá... Séculos sem postar... poucas novas da província? Talvez não... o caso é que quando as novas não passam adiante elas acabam antes mesmo de sequer começar... outras acabam se perdendo no mar da nossa memória, essas só voltam ao acaso! Tenho alguns posts pela metade e outros por fazer (coloquei como um lembrete), mas hoje estou aqui anunciando que Por-Inzêmprio agora tem colaboradores novos e que vão oxigenar um pouco este espaço de balbúrdia e irreverência!!!&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-right: -0.2cm; text-indent: -0.1cm; margin-bottom: 0cm;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-right: -0.2cm; text-indent: -0.1cm; margin-bottom: 0cm;" align="center"&gt; -----------------------------------------------&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-right: -0.2cm; text-indent: -0.1cm; margin-bottom: 0cm;" align="center"&gt; Brief Notes | Rapidinhas | Xekerê&lt;br /&gt;-----------------------------------------------&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"&gt;Fui para uma festa este final de semana, e nem mesmo lá eu deixei de ampliar a minha coleção de inzêmprios... Precisan&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SI3z9Be-WBI/AAAAAAAAAEY/uqx89UR3EPw/s1600-h/bonvoyagecharliebrown.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SI3z9Be-WBI/AAAAAAAAAEY/uqx89UR3EPw/s320/bonvoyagecharliebrown.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228102972142934034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;do de gelo, um dos garçons disse que bastava a compra de 4 pacotes, dois de gelo &lt;b&gt;fritado &lt;/b&gt;e dois de gelo normal... depois de muito se bater biela para entender (inlcusive se existe realmente um tipo de gelo esterilizado no processo de fritura... sei lá, este mundo cada vez mais orgânico e tecnológico, cheio de diversidades e sustentabilidades, vai que um gelo frito seja mais ecológio, econômico e socialmente mais responsável??) o que era este famigerado gelo frito, eis que, como pela providência espiritual onisciente de Sai Baba, alguém traduziu o óbvio: se tratava de gelo &lt;b&gt;filtrado&lt;/b&gt;. A lógica, creio eu, é a mesma do preparo de feijoada com bacon &lt;b&gt;perfumado&lt;/b&gt; (defumado).&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="center"&gt;-----------------------------------------------&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SI3x4A-RzNI/AAAAAAAAAEA/9ceHd0XE3hQ/s1600-h/leitor_1_5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SI3x4A-RzNI/AAAAAAAAAEA/9ceHd0XE3hQ/s320/leitor_1_5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228100687083195602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E por falar nas "ades" (não, pequena libélula, não é o suco saudável com soja - essa foi em homenagem ao Senhor Kesuke Miyagi), já perceberam que estes novos tempos de indefinição (a entre-safra de ideologias ou da negação delas), de fronteiras, questionamentos, crises e limites, rompimento e (re)(des)(cons)tru(ção) do contemporâneo (e da idéia de contemporâneo e de moderno), não é o sufixo "pós" que nos dá uma baliza mínima na compreensão do contexto no qual estamos inseridos ("pós-feminismo", "pós-moderno", "pós-industrial", "pós-punk", "pós-blablabla", "pós-yadayadayada"), mas o sufixo "ades"... não sabe como? Vão alguns inzêmprios: &lt;i&gt;contemporaneidades, diversidades, sustentabilidades, conectividade, interatividade, responsabilidades (no caso da famigerada Responsabilidade Social)...&lt;/i&gt; e tem outras ades mundo afora... é só ouvir com atenção, e com a mente em paz e espírito contrito, com fé nos deuses hindus e no avatar Sai Baba para quê você não comece a se irritar. Principalmente porquê todas as vezes que (ao menos) eu escuto algum desses "ades" eu só conseguigo entender "fraudes"... tsc tsc&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.5cm;" align="center"&gt;-----------------------------------------------&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SI3uy8PmbqI/AAAAAAAAADw/S9elk1alpFw/s1600-h/cuil.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SI3uy8PmbqI/AAAAAAAAADw/S9elk1alpFw/s320/cuil.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228097301379444386" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Dicas internéticas: Conheçam ontem o buscador "&lt;a href="http://www.cuil.com/"&gt;Cuil&lt;/a&gt;" (blado, blado, blado, ponto-ponto, com, bê-érre). Ele diz indexar cerca de 120 bilhões de páginas e trabalha com duas coisas bacanas, a primeira é "busca inteligente" (busca pelo significado da sentença e não por palavras-chave, semelhante aqueles atendimentos insuportáveis das telefônicas... "desculpe, não entendi. Vamos recomeçar? Estamos de volta ao menu principal... UGHH!!!!). A outra coisa bacana é a busca segura. Este detalhe é importante porquê diz respeito a privacidade do usuário e da filtragem (ou seria uma "fritada?) dos conteúdos. Ainda não sei se presta, mas até agora achei um monte de coisa... tem uns lixos também, mas é bem mais limpo e mais rápido do quê o "gúgôl"... confiram e depois entreguem nas mãos de Jah.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="center"&gt;-----------------------------------------------&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SI3yrK5ph-I/AAAAAAAAAEI/iE06uEVskEg/s1600-h/gogol_bordello.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SI3yrK5ph-I/AAAAAAAAAEI/iE06uEVskEg/s320/gogol_bordello.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228101565921462242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dicas musicais:&lt;/span&gt; Alguém já ouviu falar em PUNK-CIGANO??  Procure já algo do Gogol Bordello!! A banda é multi-étnica e eles tocam música cigana em leitura rock'n'roll, fazem rock'n'roll no mundo cigano e dão sempre a impressão de que a vida é uma celebração. Ouvi várias músicas e não ouvi nem uma baladinha ou música lenta... só mesmo o porradão! Universo Klezmer e mambembe, letras que puxam a sardinha da vida libertária e uma leve brincadeira com os estereótipos impostos ao oriente europeu pelo ocidente quadrado e tirado a certinho. Recomendo três faixas que grudam nos ouvidos que nem chiclete de três "ontonte": My Strange Uncles From Abroad, Think Locally. Fuck Globally e "Wonderlus King. E tem mais: eles vem para o Tim Festival, que beleza!!! Nessa onda moderna e de antropofagia, apropriação e mistura, eis que temos um produto divertido e que qualquer um pode curtir, dançar... está longe do cansaço (eles não são nem um pouco sexies, parecem piratas, bucaneiros, mas exalam felicidade e ausência total de afetações e frescuras do mundo pop atual!!). Virei fã... vou ao show deles, nem que seja no espírito cigano, pegando carona na boléia de um caminhão, indo clandestino num navio, ou até de carroça!! E só mais uma curiosidade: eles já cantaram com Madonna naquele show que durou 24 horas (e ninguém assistiu, por sinal!) ao redor do mundo... eles fizeram uma versão de "La Isla Bonita" versão cigana e punk. nem preciso dizer que é a única versão da música que não agride aos ouvidos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SI3zJXo4kOI/AAAAAAAAAEQ/YalTXti6gmc/s1600-h/61BNz4CYBNL.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 206px; height: 206px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SI3zJXo4kOI/AAAAAAAAAEQ/YalTXti6gmc/s320/61BNz4CYBNL.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228102084736880866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"&gt;OLHA A CAPA DE "SUPER TARANTA"!!!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"&gt;o myspace deles é /gogolbordelo e o site é o gogolbordello.com&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.5cm;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.5cm;" align="center"&gt;-----------------------------------------------&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"&gt;Informações adicionais (é o meu "o que ocorrer"!)... alguns links quebraram, estou resolvendo hoje (alguém sabe de um bom servidor free??w). A prioridade é por ordem inversa de publicação.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="center"&gt;-----------------------------------------------&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.5cm;" align="left"&gt;&lt;br /&gt;No mais, desejo as mais sinceras boas vindas aos meus amigos que vão deixar este lugar mais bacana e mais agradável! E confiram um episódio da Pantera mais bacana de todas as critaturas vivas e animadas...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0.5cm; text-align: center;"&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ZIChhGMkKuo&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ZIChhGMkKuo&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-1695881418546667440?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/1695881418546667440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=1695881418546667440&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/1695881418546667440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/1695881418546667440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2008/07/rapidinhas.html' title='Rapidinhas'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SI3wdPy8snI/AAAAAAAAAD4/vFY-X9fVfgc/s72-c/pink_panther.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-419096344096933463</id><published>2008-06-21T03:32:00.004-03:00</published><updated>2008-06-21T04:27:33.800-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='textos escritos nas madrugadas sem dormir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>O que nós temos de Kublai Khan?</title><content type='html'>Apesar do título, não vou discorrer sobra a obra de Calvino, mas algumas coisas dela vão me servir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, é nas madrugadas que as palavras vêm com maior freqüência e maior força... talvez seja o efeito do conflito sono X sonho X vigília... a eterna luta na guerra da insônia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje (ainda estou no dia 20, só é 21 depois que eu dormir!), tive a oportunidade de avançar em um trabalho que desde o início deste ano eu tenho burilado e flertado bastante: o trabalho em comunidade. Acho que tudo que eu já fiz (leia-se o Circuito Baiano de Samba de Roda e o Projeto Cordel do Pega Prá Capar) é bastante ligado à questão das ações na/da base, mas hoje eu pude conhecer uma experiência de uma associação comunitária daqui da cidade em um bairro violento e cujas situações de risco e vulnerabilidade social são bastante preocupantes. Este trabalho foi o desdobramento de uma consultoria que eu dei para uma instituição de ensino superior e para um trabalho de assistência que dei a duas pesquisas, dois trabalhos de mestrado, a primeira em 2004, da UFBA, e a segunda da NYU em parceria com o ISC/UFBA. Nos dois casos se voltou o olhar para as comunidades, os problemas de exclusão e omissão do Estado foram abordados de modo bastante diferente: um cuidava da questão da violência como um problema de saúde pública e o outro da exclusão do mundo letrado e do acesso restrito à informação mediada em equipamentos culturais, principalmente a Biblioteca Pública. Nos dois casos, a inclusão cultural foi apontada como importante vetor de melhoria na qualidade de vida e como forma de redução das situações de risco (não como uma ação isolada). A biblioteca, entretanto é apontada como menina dos olhos, objeto de desejo. Motivos são muitos... as bibliotecas, e alguns bibliotecários, ainda acham que a Biblioteca de Babel existe e sua sede é uma torre de marfim. Outros, os não-profissionais, uma parcela significativa da população que inclui os setores medianos da sociedade e alguns nichos da academia, consideram um equipamento ultrapassado e que devem se configurar em "Centros Culturais", seguindo o modelo francês. A biblioteca é um espaço público de cultura que conserva maior fato de publicização que os demais equipamentos, contudo. O acervo é (ou deveria ser) livre, a mediaçãoo se dá apenas no momento de pesquisa e nas técnicas de recuperação e disseminação. Enquanto no teatro e no cinema, a fruição depende de recursos externos ao interlocutor (os públicos, em última instância), e no caso da biblioteca, o objeto mediático é o livro, e sua fruição depende do leitor. Não pretendo tratar da qualificação da leitura ou da interpretação do texto, mas sim do acesso. O livro é um objeto íntimo, é táctil, visual. A biblioteca é o espaço onde se pode literalmente mergulhar e buscar as nossas "vindicações". Esse fetiche com a bibliteca gera, obviamente, distorções absurdas, um culto excessivo ao equipamento e sua(s) obra(s) e o distanciamento do público. Por outro lado, as disputas intelectuais, acadêmicas e políticas sobre o que é cultura (do ponto de vista de uma política cultural governamental), geralmente promovem um cisma entre leitura, livro e biblioteca, e as demais manifestações e equipamentos que lhes dão suporte. Principalmente em Estados cujos órgãos administrativos ainda estão se definindo no campo da cultura e das artes. Luís Milanesi, amado por uns e odiado por outros,  trouxe em seu livro "A Casa da Invenção", grande ensaio em formato de manual prático que combina ficção e teoria/técnica na gestão pública da cultura, a idéia que as bibliotecas são objeto de desejo, mas um desejo que acaba se sublimando em outro desejo: na criação de um centro cultural. Ora, sabe-se que os grandes "centros culturais", como é o caso da Alemanha, são as Bibliotecas Públicas (que são diferentes das Bibliotecas Universitárias, Bibliteocas Especializadas, Bibliotecas Escolares...). Mas ainda resiste a idéia de que Biblioteca Pública é um repositório de livros e que um centro cultural é dinâmico e (supostamente mais) vivo. Falácias, falácias... mas deixe, meu filho, são bobagens...&lt;br /&gt;Sabemos que as bibliotecas eram símbolos de poder e status, haja vista que apenas duas fatias pequenas da sociedade as possuiam: o clero e a aristocracia. O domínio da leitura e da escrita eram restritos e vistos como "luxos desnecessários", mulheres não estudavam, por exemplo. O fato é que as biblitoecas eram bens privados, e a partir da Revolução Francesa, com o ideal de universalização da alfabetização, é que surge uma noção de equipamento público de mediação da informação e cultura. Então, na qualidade de equipamento público, além do acervo literário, o espaço abrigaria outras atividades relevantes e que deveriam contribuir e complementar o aprendizado e o lazer. Isso se acentuou bastante após a II Guerra. Claro, não vamos esquecer que o fato de existir um equipamento de acesso público não promove o acesso instantaneamente, e principalmente porque a cultura letrada (e o capital simbólico evocado pela cultura) é excludente. Logo, a leitura era lazer para intelectuais (enfim, pessoas ricas, a elite, a nata!) e chatisse para as famigeradas "massas". A biblioteca é um equipamento distante da realidade da maioria das pessoas, mas continua sendo um objeto de desejo, um direito. Este raciocínio se ampliou para a questão dos centros culturais, ainda mais se a localidade possuirm escasso número de espaços destinados à produção artístico-cultural. É muita "cultura" e pouco "lazer". É um direito, mas é ditante que parece que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nem todos têm esse direito!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Desde 2004, quanto tomei contato com o mapeamento de biblitecas públicas e bibliotecas comunitárias (e, logo em seguida, com o de teatros), percebi que, na omissão do Poder Público e na eterna quimera do direito ao acesso às bibliotecas, um sem-número de pessoas fizeram a hora e não esperaram acontecer: criaram, com recursos próprios e articulados em um modelo de gestão baseado numa rede social, colaborativa, as suas próprias biliotecas. São espaços improvisados, nem sempre confortáveis, com acervos limitados, poucos equipamentos de apoio e dificuldades na prestação de serviços. Porém, conseguiram o que poucas Bibliotecas Públicas conseguiram: o apoio de uma comunidade, visibilidade e freqüência. Além de se configurar em aporte para outras ações (culturais ou não). É um espaço de discussão, de realização de eventos, de debates sobre tolerância religiosa ou de ordem da orientação sexual, identidade e gênero. Coisa que nem os amigos da Biblioteca Nacional conseguiu com uma adesão tão grande.&lt;br /&gt;Passei o dia lá... um dia pra lá de agradável, por sinal. Clima bacana, pessoas muito gentis, muita disposição para o trabalho, paciência e muitos sonhos... ao mesmo tempo tudo muito simples. Li um breve histórico, conversei com algumas pessoas do bairro, adiantei muitas coisas e saí de lá com vontade de concluir o trabalho e realizar outros tantos!&lt;br /&gt;No caminho de volta eu fiquei matutanto sobre o dia e me lembre de Calvino, nas cidades invisíveis... mesmo o maior imperador da História (Kublai Khan) não podia conhecer as cidades que dominava, e nem mesmo Marco Polo pode se reportar com sucesso. Só visitando e conhecendo a única coisa que pode diferenciar uma cidade da outra: as pessoas. E para além disso, as cidades são muitas cidades, o discurso é dissonante e cheio de disparidades, mas nos acostumamos a vê-las com olhos preguiçosos. O país também são muitos países, mas não apenas diante das diferenças de sotaques, de PIB ou produção agrícola, mas que existem Brasis que a TV não exibe, talvez até mesmo por desconhecimento, tratado como exótico, diferente... aquele país da "gente que faz", quando tanto coisa está envolvida. Existem Estados paralelos, mas não apenas porque existe um crime organizado, mas porque as comunidades se organizam (a maioria das vezes SEM o auxílio do crime) e ocupam os espaços vazios que o Poder Público ignora ou desconhece. Este Brasil vive e acontece em silêncio, porque só é lembrado em momentos de polarização (ora, "Os meninos do tráfico", ora, "minha periferia", da Regina Casé). Ele não te pede autorização para existir, e existe mesmo que você o negue, porque ignorá-lo é, de alguma forma, tentar uma anulação de sua existência. Essas pessoas consiguiram em pouco tempo muitas coisas que instituições grandes e o Poder Público não conseguiu. E quanto às bibliotecas, eles superarm o fetiche da leitura e da biblioteca e partem com os pés no chão.  Eles têm suas próprias bibliotecas, seus museus, se articulam, realizam eventos e trazem benefícios para os moradores com recursos pífios! R$1.000,00 para uma associação dessas faz toda a diferença, enquanto para os cofres públicos não passa de centavos. Em poucos anos, a associação que visitei auxiliou alunos secundaristas, universitários, inscritos em concurso, se profissionalizou (dentro do possível), teceu redes de parceria... e o melhor: sem aquele ranso das instituições oficiais da cultura, praticantes da pedagogia da libertação que subjulga o Outro... os exemplos "Quanto Vale ou é por quilo" e aqueles jovens ativistas expostos em "Tropa de Elite" são bem ilustrativos, embora tendenciosos. Mas existe, sim, uma indústria perversa de "projetos" (coloquei entre aspas para sinalizar um tom irônico) culturais e sociais... enquanto os realizadores deles andam de carros importados, a comunidade vive à míngua com migalhas.&lt;br /&gt;Espero poder contribuir com eles, mas eles me deram a maior contribuição: confirmaram algumas idéias minhas e reforçaram meus ideais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom São João (porque alguém deseja isso, mesmo? "Feliz Natal" eu até me esforço pra entender.... deveriam dizer: "Um engov antes, outro depois" ou "não abuse das drogas" ou "cuidado com as espadas" ou sei lá... cansei!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-419096344096933463?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/419096344096933463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=419096344096933463&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/419096344096933463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/419096344096933463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2008/06/o-que-ns-temos-de-kublai-khan.html' title='O que nós temos de Kublai Khan?'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-385210488726557933</id><published>2008-06-09T23:18:00.003-03:00</published><updated>2008-06-09T23:39:36.633-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nostalgia e saudosismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeos bacanas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='stream'/><title type='text'>Youtube goodies: junho nostálgico!</title><content type='html'>Lá vão algumas pérolas que eu encontrei (a maioria foi bem ao acaso, mesmo! haha) Último sábado, entre um pastelzinho de coalhada e um trio de pastas árabes e umas brejas, eis que assisti o episódio clássico do "Esquadrão Relâmpago Changeman"... descobri, dentre outras coisas, que os Changeman serviram de inspiração para o filme "Tropa de Elite"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns usuários do Youtube, como &lt;a href="http://www.youtube.com/user/newantichrist"&gt;André "newantichrist"&lt;/a&gt; deveriam ser canonizados!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo dois episódios clássicos dos changeman! O primeiro episódio (que pouca gente viu, inclusive! A extinta Rede Manchete tinha problemas com a cronologia das séries que exibia) e o episódio 13... A GAROTA DO PLANTA TECHNOLÍQUEL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Episódio 1, parte 1&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Mmf1fAydFJc&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Mmf1fAydFJc&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Episódio 1, parte 2&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/jhGSgIVPWcg&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/jhGSgIVPWcg&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Episódio 1, parte 3&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/L6OoiTt6QAs&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/L6OoiTt6QAs&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Episódio 13, parte 1 (A GAROTA DO PLANETA TECHNOLÍQUEL!)&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_WXAIJl0qZs&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/_WXAIJl0qZs&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Episódio 13, parte 2&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BnfEi-N1R3g&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/BnfEi-N1R3g&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Episódio 13, parte 3&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5AcrlFozLXA&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/5AcrlFozLXA&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa próxima é a clássica das clássicas:&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/H7LVWEnX5rE&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/H7LVWEnX5rE&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-385210488726557933?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/385210488726557933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=385210488726557933&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/385210488726557933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/385210488726557933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2008/06/youtube-goodies-junho-nostlgico.html' title='Youtube goodies: junho nostálgico!'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-4345486543770273865</id><published>2008-06-02T17:12:00.008-03:00</published><updated>2008-06-07T01:17:34.264-03:00</updated><title type='text'>Ser ou não ser saudosista?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;blockquote&gt;A gente sabe que está mais velho quando vê os seriados que passavam na nossa infância na faixa "Nick@Nite" ou, no já extinto, bloco de clássicos do Boomerang... ná tinha pensado nisso? Apois, pense agora!!!&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Acho este termo complicadíssimo, devo dizer antes de discorrer sobre o assunto. Tudo que envolve a memória sempre é complicado! Eu mesmo não gosto de falar disso, mas... (aquele "mas" característico do nosso querido Golias - que descanse em paz!) ultimamente algumas coisa me chamaram a atenção para as coisas passadas.... entre novos reencontros, reuniões não (tão) planejadas, voltas, mas basicamente, o que andou mexendo com meu lado nostálgico foi o "São YouTube". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pude rever todas aquelas tosqueiras maravilhosas da minha infância: aberturas dos desenhos e seriados, alguns episódios completos, clipes... nossa, eu jamais imaginei que fosse ver. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nota do blogueiro:&lt;/span&gt; Eu fui uma criança extremamente solitária, embora na época, assim como hoje, eu não me importasse muito com isso, até gostava. Acho que muitas crianças da minha época aprenderam a curtir sozinhas, haja vista que brinquedos como LEGO, PLAYMOBIL e similares fizeram tanto sucesso... além desses brinquedos, a TV, os livros, os gibis e revistas como a antiga HERÓI e ANIMAX, tornavam meus dias bastante ocupados... além disso, &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;não tenho registro em agendas, e na época de minha infância e adolescência ainda não havia descobrido o prazer da blogoterapia... uma pena!&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Depois de horas revendo os vídeos, procurando informações e matando antigas cuirosidades, fiquei pensando, acho que todos pensam assim por um segundo que seja, e com aquele desejo bobo de reviver aqueles dias, ou apenas um daqueles dias (de preferência os mais tranqüilos, não? haha)... Não cheguei a me constranger com as lembranças... para algumas eu fiquei um pouco indiferente e para outras eu fui bem longe. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Na viagem de volta, de pensamento em pensamento, logo veio a minha mente duas passagens, uma do Livro do Desassossego e a outra de Alvaro de Campos, do poema "Aniversário"... outras passagens me vieram à mente, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;principalmente alguns poemas do Jorge Luis Borges - por inzêmprio, um poema lindíssimo chamado "nostalgia do presente" passagens de contos como "os tigres azuis" ou trechos de "A casa dos Budas Ditosos" (não, não me refiro a descrição das peripécias sexuais da narradora, perverts!, e sim de quando ela versa sobre a nostalgia e a saudade). Todos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;tratam, mesmo que na tangente, da memória e da sensação de perda diante da passagem do tempo. De qualquer forma, esses dois do Pessoa já me servem com bastante folga. Vamos, então:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Lembro-me de quando era criança e via,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;como hoje não posso ver,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;a manhã raiar sobre a cidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ela não raiava para mim,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;mas para a vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Porque então eu, (não sendo consciente)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;eu era a vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E via a manhã e tinha alegria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Hoje venho a manhã, tenho alegria,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;e fico triste.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu vejo como via,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;mas por trás dos olhos, vejo-me vendo,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E só com isso, se obscurece o sol,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O verde das árvores é velho,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E as flores murcham antes de aparecidas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu era feliz e ninguém estava morto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E a alegria de todos, e a minha,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Estava certa como uma religião qualquer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu tinha grande saúde de não perceber coisa nenhuma,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;De ser inteligente para entre a família,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperança&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Embora o ponto de partida seja o mesmo, e o tema seja tratado com igual delicadeza e igual crueldade (não pretendo fazer uma análise poética ou estética... nem se empolguem! - e alguém se empolga com o que eu escrevo? hahaha Se sim, me avisem!), os ângulos são bem distintos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;No primeiro, olhando a cidade amanhecer, seja no youtube, no orkut ou lendo o que restou de lembrança nas caixas, cadernos, camisetas assinadas (alguém ainda assina camisa no final das aulas?) de imediato se percebe que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;aquela&lt;/span&gt; primeira sensação está perdida. Repetições são impossíveis. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O trecho extraído do "Livro do Desassossego" ilustra a minha sensação diante dos desenhos e seriados que eu assistia na minha infância: uma comida requentada, levemente ou quase estragada. Ou talvez como se fosse profanado um templo sagrado... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Entender que tudo sempre foi fosco e os olhos simplesmente tinham o poder de dar vida e cor as coisas é algo desconfortável, no mínimo. Por isso, não gosto muito de ir na onda do saudosismo... o passado não é necessariamente melhor ou pior.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;No entanto, rever e de algum modo emular as sensações da infância é, sim, muito bom, revigorante em alguns casos, mas depende muito de como for feito. O problema está quando elas são colocadas em um patamar superior, quando são por nós sacralizadas e ficam tão inatingíveis, que passam a ser uma ameaça, fica doloroso lembrar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Borges disse uma vez que o importante não é ler, mas reler. Um de seus personagens disse na vida ter lido apenas 4 ou 5 livro (vou olhar depois para me certificar, mas se estiver errado, e alguém souber, pode me corrigir!), estes foram justamente os que ele lia e relia. E, se a principal leitura que fazemos é a do livro de nossa vida, o ofício exige cautela e calma. Primeiro porque esse costume bobo de achar que o passado sempre foi melhor, mascarar as lembranças, fantasiar que tudo foi bom... hmmm, isso é um caminho perigoso, e a nossa amiga narradora do livro "A casa dos Budas ditosos" (do mestre João Ublado Ribeiro, ilustre cidadão da Ilha de Itaparica) já nos explicou isso com muitos detalhes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O verde velho das folhas sempre esteve lá, e as flores sempre estiveram murchas... o problema é admitir que os nossos olhos também envelheceram e estão vendo mais cinza do que deveria...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É justamente neste ponto que os dois textos se encontram: na quebra com o sagrado da infância no poema "Aniversário", que aqui estou livremente utilizando como complemento. Da infância sobraram as esperanças que nunca se realizaram, e tampouco se realizarão, e o tempo, visto como o Rio Aqueronte ou o Styx, traz as eternas separações. Ser criança é ter a certeza de que todos estão vivos. A palavra morte raramente faz parte do vocabulário infantil, fora dos desenhos de luta, a idéia da morte é algo abstrato e pouco compreensível. Essa segurança que sentimos na infância é posta em xeque. Olhando para trás, se percebe as farsas. "Quais eram as minhas esperanças?", diz Caetano Veloso na letra da música "O Nome da Cidade". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O passado foi tão difícil quanto é o presente, dificuldades diferentes, mas tão complicadas quanto... em bom cristianismo: a "cruz só aumenta e fica pesada", "Deus só dá a Cruz pela força de quem a carrega" ou ainda "Deus dá o cobertor de acordo com o frio". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A minha grande saudade da infância eram meus sonhos e minhas esperanças, não fui (muito) inconseqüente, e por mais que eu queira negar, fui, sim, muito ingênuo (acho que isso deve ser bom, apesar dos problemas que me trouxe) e daltônico às avessas haha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O caso é que estes dois textos, embora tão cruéis (já que é cruel crescer... o nascimento, o parto, é doloroso, e talvez seja uma das grandes metáforas da vida), são bem reconfortantes... primeiro porque tentam universalizar um sentimento e uma frustração, a ponto de naturalizá-la, e depois porque eles, de certa forma, neutralizam essa sensação de que falta um pedaço. Faltará sempre um pedaço. E isso é bom. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Outra conseüência bacana dessa experiência é perceber que algumas coisas mudam profundamente e outras, não. Depois de me colocar no divã com Seu Pessoa, Seu Borges e Dona Casa dos Budas Ditosos, posso mais uma vez voltar ao YouTube...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O tempo segue sendo essa vedete... hehehe... todo mundo fala! Termino hoje com uma música do David Bowie que se encaixa aqui também... (pensei em colocar "o tempo não pára", na versão original ou na versão inclassificável do Ney Matogrosso, mas como escrevi este texto ouvindo "Hunky Dory", "Space Oddity" e "The Rise and Fall of Ziggy Stardust and The Spiders from Mars", David Bowie foi quase uma imposição. haha). A música se chama "Changes"... conhece? Está em uma das propagandas de Vh1... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Prometo que os próximos textos serão mais engraçados... tenho saído pouco e perdi meu "bloc" (o blog físico que anda comigo onde eu for!)... encerrei o assunto memória, por hora, pelo menos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CHANGES &lt;/span&gt;(crique &lt;a href="http://rapidshare.com/files/119648393/David_Bowie_-_1999_-_Hunky_Dory__24_Bit_Digitally_Remastered_-_1999__-_01_-_Changes.mp3.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; e faça o "daúnloudil")&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;Low down&lt;br /&gt;Ooo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Still don't know what I was waiting for&lt;br /&gt;And my time was running wild&lt;br /&gt;A million dead-end streets and&lt;br /&gt;Every time I thought I'd got it made&lt;br /&gt;It seemed the taste was not so sweet&lt;br /&gt;So I turned myself to face me&lt;br /&gt;But I've never caught a glimpse&lt;br /&gt;Of how the others must see the faker&lt;br /&gt;I'm much too fast to take that test&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ch-ch-ch-ch-Changes&lt;br /&gt;(Turn and face the strange)&lt;br /&gt;Ch-ch-Changes&lt;br /&gt;Don't wanna be a richer man&lt;br /&gt;Ch-ch-ch-ch-Changes&lt;br /&gt;(Turn and face the strange)&lt;br /&gt;Ch-ch-Changes&lt;br /&gt;Just gonna have to be a different man&lt;br /&gt;Time may change me&lt;br /&gt;But I can't trace time&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ooo yeah&lt;br /&gt;I watch the ripples change their size&lt;br /&gt;But never leave the stream&lt;br /&gt;Of warm impermanence and&lt;br /&gt;So the days float through my eyes&lt;br /&gt;But still the days seem the same&lt;br /&gt;And these children that you spit on&lt;br /&gt;As they try to change their worlds&lt;br /&gt;Are immune to your consultations&lt;br /&gt;They're quite aware of what they're going through&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ch-ch-ch-ch-Changes&lt;br /&gt;(Turn and face the strange)&lt;br /&gt;Ch-ch-Changes&lt;br /&gt;Don't tell them to grow up and out of it&lt;br /&gt;Ch-ch-ch-ch-Changes&lt;br /&gt;(Turn and face the strange)&lt;br /&gt;Ch-ch-Changes&lt;br /&gt;Where's your shame&lt;br /&gt;You've left us up to our necks in it&lt;br /&gt;Time may change me&lt;br /&gt;But you can't trace time&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Strange fascination, fascinating me&lt;br /&gt;Ah Changes are taking the pace I'm going through&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ch-ch-ch-ch-Changes&lt;br /&gt;(Turn and face the strange)&lt;br /&gt;Ch-ch-Changes&lt;br /&gt;Oh, look out you rock 'n rollers&lt;br /&gt;Ch-ch-ch-ch-Changes&lt;br /&gt;(Turn and face the strange)&lt;br /&gt;Ch-ch-Changes&lt;br /&gt;Pretty soon now you're gonna get older&lt;br /&gt;Time may change me&lt;br /&gt;But I can't trace time&lt;br /&gt;I said that time may change me&lt;br /&gt;But I can't trace time&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-4345486543770273865?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/4345486543770273865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=4345486543770273865&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/4345486543770273865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/4345486543770273865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2008/06/ser-ou-no-ser-saudosista.html' title='Ser ou não ser saudosista?'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-8158582679264188755</id><published>2008-05-22T10:34:00.007-03:00</published><updated>2008-05-23T10:04:33.383-03:00</updated><title type='text'>Reconduções e entrelaces teórico-filosóficos nos limites e fronteiras dos rumos possíveis do rompimento do cânone e do olhar transdiciplinar plural</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SDXj8dpyR5I/AAAAAAAAADY/uIikdJK0mTo/s1600-h/coragem.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 222px; height: 167px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SDXj8dpyR5I/AAAAAAAAADY/uIikdJK0mTo/s320/coragem.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203315572388022162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Se este missivista (de 23 outonos recentemente completados) tem uma saudável obseção, ela atende pelo nome de "elocubração acadêmica" - um carinhoso apelido para aquelas frases de efeito, aforismos, máximas, mínimas... enfim, aquelas frases que a gente acha absolutamente bonitas e que se colocam um (ou talvez inúmeros) nível acima de nossa... ahm... ahm... hummm... inteligência.&lt;br /&gt;Ainda quando calouro na famigerada Universidade Federal da Bahia na imaculada Faculdade de Comunicação, eis que, na empolgação caloura, freqüentei o máximo de palestras, fóruns, simpósios, encontros e mesas redondas que se possa imaginar... no início eu entendia pouca coisa, mas julgava não entender porque eu ainda estava verde, não conhecia os termos nem o jeito de me comportar, imaginava dominar algumas coisas, mas ficava na minha... claro, fui um calouro bastante convencional (desses que entram na universidade com eras glaciais de experiência acadêmica e cheios de questionamento e "posturas" quanto aquelas famosas "questões e problemáticas" e os famosos "muros" da academia - sim, hoje estou exorcisando o calouro que existe em mim!).&lt;br /&gt;O mais legal foi que, ainda calouro, comecei a desconfiar das farsas e fraudes (não me refiro aqui aos plágios, por favor!!!) daqueles belíssimos discursos proferidos com tanto afinco e altivez, além das perguntas, tréplicas, debates eufóricos, apaixonados...&lt;br /&gt;A primeira coisa que eu entendi foi que eu gosto do ambiente da universidade... afinal, uma maçã não cai muito longe da macieira: filho de pais professores e pesquisadores (de áreas do conhecimento não muito afins), nascido e criado na segurança dos "portões, muros e questões problemáticas da academia", entrei em uma escola que me apaixonou... então curtir essas coisas estava no pacote! Logo dei um jeito (ou pelo menos o meu jeito) de desenvolver pesquisas, apresentar comunicações, escrever artigos, até criei um blog e... ops, digressões, digressões...&lt;br /&gt;Bom, voltando: entrei na universidade e confirmei que gosto dessa coisa acadêmica (por menos ortodoxo que eu seja e por mais próprio que seja o meu jeito de gostar)... esses eventos passaram a ser jeitos de aprender algumas coisas, alguns me ensinaram apenas palavras bonitas e como aliterações e paráfrases podem ajudar ou até mesmo transformar radicalmente um artigo, uma fala, uma conferência.&lt;br /&gt;Agora, se uma coisa está ou não sendo dita, aí são outros quinhentos!!!&lt;br /&gt;A primeira vez que eu presenciei uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;elocubração&lt;/span&gt; foi quando após 25 minutos de uma conferência lida por um renomado pesquisador da UFBA ele disse que "tudo não passava de um dilema ético-político no âmago da intelectualidade. Muito obrigado". Desde então eu desconfio muito do uso de determinados lexemas ao invés de outros e da fé cênica empregada quando do seu uso. Como falei antes, no início eu me achava burrinho por não entender nem 10% das coisas que eu ouvia nas palestras e conferências (bom, burrinho eu ainda sou!!!) e pior: me achava o único burro, porque as pessoas anotavam muitas coisas em seus bloquinhos e cadernos, enquanto nos meus eu colocava apenas um ou outro livro, um e-mail do pesquisador, uma passgame bacana, uma elocubração de destaque (lógico!). Mas, de fato, eu me dedicava a rabiscar com cuidado e apreço todas as folhas timbradas... fora que as pessoas traziam no rosto aquela expressão de "tô entendo tudo" e nos coffee breaks (acho "coffee break", por sinal, um nome cafona para intervalo.... uma breguice pura!!! As pessoas esfomeadas cerceando o comportamento alheio... humpf! Antes de comer, faça pose de educado, pegue um pãozinho délicia - tradição da Bahia é chamar pãozinho de "pãozinho dÉÉlicia" - e depois, quando nínguem mais estiver, pegue vários, guarde na bolsa/mochila/sacola do congresso e coma discretamente durante as palestras... "bobagem, meu filho, bobagem...") converse bastante, contraponha os argumentos apresentados, questione a fala daquele especialista franco-alemão que estudou numa universidade inglesa e tem 45 livros publicados, diga que achou a fala dele superficial ou que ele simplesmente não "coordena bem as idéias" ou que ele é "epistemologicamente incorreto"... sim, todos os exemplos são coisas que eu já ouvi por aí... seja lá o que cada uma dessas coisas signifique... como eu disse, não entendo muito bem dessas coisas.. eu sou um amante da academia, mas não sou intelectual e inteligente... é quase como o mundo dos cansados: vou mas não entendo aquele dialeto exótico que eles falam.&lt;br /&gt;Mas nem sempre escapamos das elocubrações... elas podem emergir até mesmo em uma inocente aula... e se o tema da aula ou da disciplina for remotamente ligado a filosofia, sociologia ou alguma teoria pós-contemporânea, cuidado... você pode ouvir coisas como "...o mundo poderia e deveria ser uma única estrutura, nós poderíamos ser uma única carne, víva e pulsante..." ou perguntas como "e como resolver tamanho dilema ético-filosófico quando a possível forma de elucidar essa questão é um possível oxímoro, professor?"... é por isso que eu cramo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"sim, eu poderia abrir as portas que dão pra dentro [...] mas eu prefiro abrir as janelas para que entrem todos os insetos"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os títulos??? Ah, esses merecem um post a parte!!! Peguem os programas de congressos, encontros, e eventos semelhantes... "simpósio", tem nome de evento naturalmente intelectual do que "simpósio de ciências humanas e ciências sociais aplicadas: o olhar multidisciplinar para a discussão das reintrâncias metodológicas na análise antropológica da obra literária  contemporânea em um contexto global"... talvez isso seja despeito, sou péssimo de títulos... os meus artigos sempre tem títulos diretos e objetivos (pelo menos os mais antigos... heheheh... os mais recentes tem esses enfeites)... i.e: quando fui falar dos públicos de um teatro daqui de Salvador, eu escrevi "Públicos do Teatro Sesi Rio Vermelho", mas na verdade eu deveria colocar algo mais chamativo... colocar uma "conseqüência", uma "abordagem", algo que desse destaque. Bom, com relação aos títulos, devo dar um desconto, porque quem diz que um livro não se julga pela capa, além de um grande mentiroso, é um bobo hipócrita! Os títulos dos "simpósios" e dos artigos e comunicações &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;devem&lt;/span&gt; chamar atenção, imaginem que alguns congressos chegam a ter 10 ou 20 apresentações simultânes, todas interessantíssimas, relevantes, por pesquisadores com lattes de respeito, especialistas naquilo que está na ponta, todos estão na sua bibliografia da iniciação científica, monografia, dissertação ou tese... o que fazer? O diferencial é sempre o título, afinal, as aparências nem sempre enganam... e se é bom, que pareça ser bom, ora essa! Tá, os títulos se salvam, mas e as passagens cretinas das falas? Aquelas que tem um objetivo meramente cosmético? Ou pior seria esse código de comportamento ("não tô entendendo nada, mas sou excelente ator, minha cara diz que tô sacando tudo!")... Bom, nem tanto nem tão pouco, meus jovens... Não confundir a cara dos intelectuais silenciosos com a cara de interessado! Elas são sensivelmente distintas. Humildade é bom, mas na academia, uma das maiores fogueiras da vaidade da História da humanidade, este termo não deveria existir... hehehe É um menu de opções variadas, e na dúvida, o jeito é escolher o mais bonitinho, mesmo. Claro que isso acabou invertendo as coisas: vira um campeonato e vence aquele que for mais complicado, ainda que tudo aquilo que foi dito não signifique absolutamente nada! Tem frases de efeito e fé cênica? Então passa... Alguém precisa gritar que o rei está nu!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.jogalo.com/imagens/coragem.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 72px; height: 72px;" src="http://www.jogalo.com/imagens/coragem.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;MURIEL, O REI ESTÁ NU!!... E ESTÁ REALIZANDO UMA PALESTRA!!!&lt;br /&gt;ARRRRRGHHHH!!!!!!!!!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-8158582679264188755?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/8158582679264188755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=8158582679264188755&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/8158582679264188755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/8158582679264188755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2008/05/recondues-e-entrelaces-terico.html' title='Reconduções e entrelaces teórico-filosóficos nos limites e fronteiras dos rumos possíveis do rompimento do cânone e do olhar transdiciplinar plural'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SDXj8dpyR5I/AAAAAAAAADY/uIikdJK0mTo/s72-c/coragem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-1688057957202535560</id><published>2008-04-12T11:50:00.011-03:00</published><updated>2008-06-01T05:29:31.269-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sites bacanas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Acervo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dicas'/><title type='text'>Dica valiosa: vamos usar o portal da capes e o scielo!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SEJbKpKL3KI/AAAAAAAAADg/328KWNO60Sk/s1600-h/rudolf.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SEJbKpKL3KI/AAAAAAAAADg/328KWNO60Sk/s320/rudolf.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5206824357599108258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Bom, que nós dispomos de grandes mecanismos de acesso facilitado e público de informação não é novidade para ninguém. Não me refiro apenas aos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;search engines&lt;/span&gt; (google, yahoo, etc...), mas de portais de informação como o Scielo, Portal de Periódicos Capes (o maior banco de dados de periódicos do país e um dos maiores do mundo), Google Scholar, além dos bancos de teses e dissertações das universidades e dos programas de pós-graduação, periódicos que funcionam no sistema SEER (que chegou até nós graças ao IBICT - Instituto Brasileiro de Ciência Tecnologia e Inovação), temos um sem-número de sites pessoais ou de organizações que se dedicam a publicar (no sentido mais lato da palavra) acervos (raros ou não) para qualquer usuário interessado (experimente colocar no google "acervo + download + domínio público").&lt;br /&gt;Não me refiro aqui aos sites que se dedicam a publicar obras ou acervos que ainda estão sob domínio privado e protegidos por alguma lei de direito autoral, mas do conhecimento produzido por universidades e institutos de pesquisa, periódicos eletrônicos e, principalmente, de acervos (quer seja de literatura, música, audiovisual ou demais linguagens) de interesse público que já se encontram em domínio público. Como sabemos, não basta estar em domínio público para efetivamente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ser &lt;/span&gt;público, isto é, tornado público de fato. A iniciativa destes portais é a de sistematizar o acesso desses dados Os pesquisadores já conhecem o Scielo e já ouviram falar no "Portal da Capes" (como é mais conhecido). A diferença do primeiro para o segundo é enorme, embora ambos trabalhem com princípios e objetivos comuns. O Portal da Capes é mais complexo e muito difícil de usar, mas não é impossível, podemos acessar fora das universidades, inclusive (basta ter um ID ou e-mail "@universidade qualquer"), este serviço dispõe de ferramentas mais avançadas: enquanto o scielo começou como uma base de dados da área de saúde (a área de saúde é uma grande concentradora de recursos e esforços na área acadêmica e reponsável por grandes avanços nas demais áeas do conhecimento, inclusive muitos costumam "adequar" suas pesquisas para encaixar neste campo, afinal os recursos são substancialmente maiores... as ferramenteas são utilizadas inclusive pela área de ciências humanas, e um bom exemplo disso é a consolidação do SPSS) , mas hoje é uma das bases de dados de maior importância o cenário acadêmico nacional e internacional. Assim como o portal da capes e google scholar, se facilita o acesso de publicações indexadas e disponíveis na web. Então se encontra muita coisa, mas muita coisa mesmo... o que derruba por terra a conversa de muito orientador   que diz que determinada bibliografia só existe em italiano, francês ou espanhol. Se acha de tudo! Sabe aquele assunto que vc jutra que é uma idéia sua? Lá já tem 50 artigos só dele! É muito bom... Usando o "Portal da Capes" em consultando a "Plataforma Lattes", além de achar a informação desejada, é possível saber a trajetória do autor!&lt;br /&gt;Então nós, humildes juniores na arte da pesquisa estamos salvos? Necessariamente não. Estas ferramentas de acesso facilitado a informação indexada não é devidamente utilizada (ressalto que em números universais, a taxa de utilização é altíssima, a ponto do google scholar ser um critério para qualificar as publicações e meio de facilitar a infometria), porque, apesar de todos os universitários precisarem desenvolver pelo menos uma pesquisa durante seu curso, o famigerado TCC (ou Trabalho de COnclusão de Curso), encontramos dois grandes problemas: não se sabe utilizar os search engines como se imagina (por mais facilitados que eles sejam) e não existe o costume de freqüentar o maior equioamento de referência no ofício da pesquisa - a biblioteca.&lt;br /&gt;A bibliteca universitária é o repositório de um conhecimento produzido e dispõem, ao menos em nível ideal, de profissionais e de uma infra-estrutura que facilita o acesso à informação e ao acervo (inclusive dispondo de inúmeros softwares). O problema é que as bibliotecas universitárias, assim como as bibliotecas públicas, sofrem de um mal crônico: valorizamos as bibliotecas como símbolo máximo do conhecimento, como repositório e fortaleza do conhecimento produzido, como espaço de combate ao analfabetismo, mas... as bibliotecas, por conta de sua  estrutura histórica, inversão de valores, atuação dos profissionais e a influência dos setores médios da nossa sociedade, faz com que os espaços se tornem santuários, fazem dos livros obras sacras e imprimem a simples ação de buscar um livro e realizar uma leitura qualquer, em seguida, algo complexo e difícil. As bibliotecas são queridas e amadas, são arquétipos da liberdade e da vitória dobre o analfabetismo e do fim da cegueira. Mas, se este ideal iluminista é lindo no papel, é ordnidário no cotidiano. As Biblioteca Públicas são equipamentos relativamente recentes, sobretudo quanto a função definida a partir de um manifesto da UNESCO punlicado em 1995, que descreve a estrutra de funcionamento e os objetivos de uma BP, que se alinha inclusive a nossa idéia de "centro cultural", espaço polivalente, que tem condição de abrigar diversas linguagens artísticas, linguagens culturais distintas (teatro, cinema, artes plásticas) e ainda dispõe de um acervo literário. Nós vivemos no seguinte contexto: as bibliotecas (assim como os teatros, museus, galerias) são locais inatingíveis, e de utilização restrita. No cotidiano da urbe, os teatros, museus e bibliotecas são do domínio de intelectuais e das classes altas. Daí o costume de ir assistir uma peça qualquer usando "roupa de sair" e ir a bilbioteca com aquele ar de ir a igreja. Nos dois casos o silêncio é uma lei, ficar calado é uma ordem. O teatro ainda permite o riso e o choro, mas somente no momento oportuno. Fora que a história de "teatro é cultura" e "ler é cultura" também acaba por afastar as pessoas... esqueceram de explicar que ler é diversão, é lazer, é alegria... que ir ao teatro é lazer, e não apenas quando a peça é uma comédia, e que não há nada errado com a comédia! "Ler é bom", dizemos. Mas, Paulo Coelho não pode! Além disso, as pessoas assimilaram uma idéia torta de cultura, que a UNESCO, Ministério da Cultura, a atual Secretaria da Cultura (e suas autarquias Funceb e Fundação Pedro Calmón) tentam combater. Não é fácil. Cultura não é apenas o erudito... mas é comum assimilar "cultura" ao erudito "cultivado". E numa sociedade pós-rural (eu disse pós?) e pós-ditatotial (eu disse pós???), as coisas se complicm ainda mais... principalmente que o ditatorial é pós-colonialismo.... e um colonialismo exploratório! Tudo conspira contra estes equipamentos... Ora bandeiras da liberdade, ora símbolos máxmos da castração... ordem e silêncio! Os bons profissionais, das áreas do teatro, biblioteca, museus e galerias (embora aqui meu foco seja a biblioteca e a informação) para além da propaganda e das velhas palavras de ordem, estão invertendo o fluxo do público: não se supõe (ao menos totalmente) o que os públicos buscam, mas se busca compreender o que estes púbblicos procuram e quais as soluções que eles encontram para a ausência destes equipamentos culturais. Em Salvador, por inzêmprio, há pelo menos 12 bibliotecas comunitárias mapeadas e estudadas, consideradas pela pesquisadora Ivana Lins, em seu trabalho de mestrado, como "espaços alternativos de leitura" - não se constituem como bibliotecas, embora funcionem como espelhos. Estes espaços, além dos inúmeros grupos comunitários de teatros, teatros improvisados, gurpos de teatro de rua (este missivista trabalha com dois grupos de teatro, resslato que são grupos periféricos e conhece pelo menos 50 grupos, sendo que Salvador dispõe de, no máximo, 40 teatros, e destes, apenas 20 estão em plenas condições de funcionamento e apenas 10 possuem programação constante), promovem, nas periferias e bairros afastados do corredor cultural da cidade, o acesso a bens e serviços culturais. Lembrando que o volume demográfico das periferias é sempre superior ao do centro. Deste modo, as biblitecas públicas seguem em silêncio, assim como teatros e museus. Elas são bens imensuráveis para todos, dominadas pelas classes médias, porém, utilizadas por poucos. São templos sagrados... o problema é que nem todos são religiosos.&lt;br /&gt;Como isso afeta a (baixa) uilização das bases de dados pna pesquisa? O acesso a universidade aumentou vertiginosamente, porém, sabemos que a maioria das escolas não dispõe de biblioteca, e quando dispõem, não possuem um profissional capacitado na gestão. Muitas possuem biblitecas fechadas, algumas são espaço de castigo, inclusive. Portanto, a maioria dos universitários sequer entrou em uma biblioteca escolar, e olha que se formos falar em bibliotecas públcias o número é ainda mais alarmante! Então sem saber usar uma biblioteca (sobretudo com as funções avançadas de recuperação de informação conseqüentes da catalogação eletrônica), como saber utilizar bases de dados como o portal de documentos da capes e o scielo? Continua uma coisa meio maçônica, quando é algo tão trivial quanto comprar tomate em feira livre. E até nesta situação tem quem vire pavão pra dizer que sabe usar e, efetivamente usa, estas bases e quem fique constrangido de não saber usar e...&lt;br /&gt;... aqueles que nunca ouviram falar!&lt;br /&gt;Vira e mexe recebo por e-mail uma mensagem dizendo que o governo vai fechar o Portal da Capes por falta de utilização... sob este prisma as bibliotecas também deveriam ser fechadas! Ambos vão continuar funcionando. Mas dependemos dos profissionais pra quebrar esta imagem cristalizada que envolve o acesso à informação. Além do portal da capes há inúmeros portais de e-books, bases de literatura, mangás (?), HQs(!!!!!)... e todos são parcialmente utlizados... em parte pela baixa instrumentailização e pela falta de informação prévia dos instrumentalizados... a web 2.0 tá aí! Mas se não resolvermos os problemas da 1.0 vamos chegar na 10.9 com os mesmos problemas elementais e os erros crassos!&lt;br /&gt;Confiram os sites do IBICT, Portal de Periódicos Capes, Sieclo e no site da bibliotece de sua IES (faculdade, centro universitária ou universidade), as bases de dados, procure um bibliotecário, se ele for bom, saberá te informar e te ajudar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou uma traça de livro... ou sou?&lt;br /&gt;Sou um vírus que vaga pela internet, isso sim!&lt;br /&gt;Até breve!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-1688057957202535560?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/1688057957202535560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=1688057957202535560&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/1688057957202535560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/1688057957202535560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2008/04/dica-valiosa-vamos-usar-o-portal-da.html' title='Dica valiosa: vamos usar o portal da capes e o scielo!'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/SEJbKpKL3KI/AAAAAAAAADg/328KWNO60Sk/s72-c/rudolf.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-8021007795379153008</id><published>2008-04-10T02:50:00.003-03:00</published><updated>2008-04-10T03:00:15.050-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clipes'/><title type='text'>Vampire Weekend: A-Punk</title><content type='html'>Ainda não sei se o disco vale a pena, mas esse vídeo é pra lá de bacana. O clipe veio da mesma fábrica dos clipes do &lt;span&gt;Blur, Pulp, R.E.M. e Hitchikers Guide To The Galaxy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confira A-Punk&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_XC2mqcMMGQ&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/_XC2mqcMMGQ&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-8021007795379153008?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/8021007795379153008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=8021007795379153008&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/8021007795379153008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/8021007795379153008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2008/04/vampire-weekend-punk.html' title='Vampire Weekend: A-Punk'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-9099163914015348785</id><published>2008-04-10T01:13:00.017-03:00</published><updated>2009-10-04T11:33:13.909-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='albuns completos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dicas'/><title type='text'>Studio !K7 Records #2</title><content type='html'>Continuando a sessão especial sobre a gravadora &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Studio !k7 Records&lt;/span&gt;, hoje eu vos apresento a Koop! Divirta-se, minha querida patuléia leitora!&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Koop é o nome da dupla sueca de jazz eletrônico (também conhecido como "nu jazz" ou "new jazz") formada por Magnus Zingmark e Oscar Simonsson . A banda (que inclui ainda a vocalistaYukimi Naganocombina) trabalha com os elementos básicos do jazz combinados com recursos da música eletrônica (a faixa "Soul for Sahib", do album &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/R_7ygjWd_xI/AAAAAAAAADA/SEPTazs-_PQ/s1600-h/koop1997.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/R_7ygjWd_xI/AAAAAAAAADA/SEPTazs-_PQ/s200/koop1997.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187850461836607250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;"Waltz for Koop" é um bom exemplo disso), percussão (alguns que beiram em incursões tribais), sintetizadores, samples, ritmos latinos e ainda flerta com a bossa nova (nas faixas "Summer Sun", do album "Waltz For Koop", e "The Moonbounce", do disco "Islands for Koop", encontramos referências ao estilo de Tom Jobim e Sérgio Mendes).&lt;br /&gt;Além dos três discos lançados pela gravadora Studio !K7, a dupla já participou de vários projetos, contribuindo com remixes de gravações de outros artistas, destacando-se, dentre eles, a faixa "Here's That Rainy Day", de Astrud Gilberto, lançada na compilação "Verve Remixed". O som é bastante agradável e vem na medida certa, nada de exageros experimentais, destaque para a faixa "In a Heart Beat", do album "Waltz for Koop" e "Drum Rythm", do album "Islands for Koop".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/R_7yuzWd_yI/AAAAAAAAADI/iAlJiIUzP10/s1600-h/waltofkoop.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 135px; height: 135px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/R_7yuzWd_yI/AAAAAAAAADI/iAlJiIUzP10/s200/waltofkoop.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187850706649743138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Confira &lt;a href="http://rapidshare.de/files/38947096/Koop_-_Waltz_For_Koop-cd2002.rar.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; Waltz for Koop (rapidshare)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/R_7y-zWd_zI/AAAAAAAAADQ/nfq6TDLDKQM/s1600-h/koopisland.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 136px; height: 136px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/R_7y-zWd_zI/AAAAAAAAADQ/nfq6TDLDKQM/s200/koopisland.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187850981527650098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Confira &lt;a href="http://rapidshare.com/files/288584429/Koop_-_Koop_Islands__album_.rar.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; Islands for Koop (rapidshare) - TÁ NO AR E NOVO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Discografia:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;1997 - Sons of Koop&lt;br /&gt;2002 - Waltz for Koop&lt;br /&gt;2003 - Waltz for Koop - Alternative Takes&lt;br /&gt;2006 - Koop Islands&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;Mais informação? Conheça o site oficial da banda &lt;a href="http://www.k-o-o-p.com/"&gt;www.k-o-o-p.com&lt;/a&gt; e proveite para conhecer também o perfil da banda no site myspace &lt;a href="http://www.myspace.com/koop"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os próximos da lista já fizeram até show no Brasil: Hot Chip e Erlend Øye (de quem eu falo  tanto!). Aguardem o post, ó mortais!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-9099163914015348785?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/9099163914015348785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=9099163914015348785&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/9099163914015348785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/9099163914015348785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2008/04/studio-k7-records-2.html' title='Studio !K7 Records #2'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/R_7ygjWd_xI/AAAAAAAAADA/SEPTazs-_PQ/s72-c/koop1997.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-3838457585659736245</id><published>2008-04-10T00:08:00.002-03:00</published><updated>2008-04-10T01:15:54.137-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='notícias'/><title type='text'>Especialistas dos EUA encontram mais antiga gravação de voz</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt; 28/03/2008 - 17h05&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="a13nb" class="noticialink"&gt;Por Will Dunham&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WASHINGTON (Reuters) - Historiadores dos registros sonoros norte-americano localizaram e conseguiram executar a gravação de uma canção folclórica realizada por um inventor francês em 1860 --a mais antiga gravação de som conhecida, realizada 17 anos antes de Thomas Edison inventar o fonógrafo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É mágica", disse David Giovannoni, um dos historiadores, na quinta-feira. "Como ouvir um fantasma cantando."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com duração de 10 segundos, a gravação mostra uma pessoa cantando "au clair de la lune, Pierrot repondit" ("à luz da Lua, Pierrô respondeu"), parte de uma canção francesa, de acordo com o First Sounds, um grupo de historiadores do registro sonoro, engenheiros de gravação, arquivistas de áudio e outros profissionais dedicados a preservar as mais antigas gravações sonoras humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gravação foi realizada em 9 de abril de 1860 pelo inventor parisiense Edouard-Leon Scott de Martinville, em um aparelho que ele chamou de "fonautógrafo", que gravava ondas sonoras em uma folha de papel escurecida pela fumaça de uma lâmpada a óleo, disse Giovannoni.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pesquisador disse ter sido informado em 1º de março sobre a existência do registro, em um arquivo de Paris, e viajou à capital francesa uma semana mais tarde. Especialistas que trabalham com o grupo First Sounds então transformaram as ondas registradas no papel em sinais sonoros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Isso é importante em tantos níveis diferentes," disse Giovannoni em entrevista telefônica. "Não reduz de maneira alguma as realizações de Thomas Edison. Ele continua a receber crédito como a primeira pessoa a ter registrado sons por meios mecânicos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas a verdade é que ele foi a primeira pessoa a registrar som e conseguir reproduzi-lo. Havia muita gente trabalhando em projetos semelhantes ao de Scott, entre as quais Alexander Graham Bell, que realizou experiência com representações visuais do som antes que Edison inventasse um método de reproduzir os sons registrados", disse Giovannoni.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gravação será apresentada na sexta-feira em uma conferência da Association for Recorded Sound Collections, na Stanford University, Califórnia, disse Giovannoni. A gravação pode ser ouvida em &lt;a href="http://www.firstsounds.org/press/032708/index.php" target="_blank"&gt;&lt;u&gt;www.firstsounds.org/press/032708/index.php&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte: &lt;a href="http://musica.uol.com.br/ultnot/reuters/2008/03/28/ult279u6948.jhtm"&gt;uol música&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-3838457585659736245?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/3838457585659736245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=3838457585659736245&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/3838457585659736245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/3838457585659736245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2008/04/especialistas-dos-eua-encontram-mais.html' title='Especialistas dos EUA encontram mais antiga gravação de voz'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-2127633299058666565</id><published>2008-04-06T14:56:00.001-03:00</published><updated>2008-04-10T01:40:23.212-03:00</updated><title type='text'>Poesia para descontrair</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;A sonhar eu venci mundos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Minha vida um sonho foi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Cerra teus olhos profundos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Para a verdade que dói.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;A Ilusão é mãe da vida:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Fui doido, e tudo por Deus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Só a loucura incompreendida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Vai avante para os céus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;fernando pessoa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-2127633299058666565?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/2127633299058666565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=2127633299058666565&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/2127633299058666565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/2127633299058666565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2008/04/sonhar-eu-venci-mundos-minha-vida-um.html' title='Poesia para descontrair'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-2143083936246568953</id><published>2008-04-01T13:36:00.003-03:00</published><updated>2008-04-01T14:19:20.248-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='economia da cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='políticas culturais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mercado cultural'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lei Rouanet'/><title type='text'>Nos embalos do dia internacional do teatro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No dia internacional do teatro e do circo, além da infinidade de espetáculos realizados em todo país para celebrar o dia, contamos com uma infinidade de manifestações  quanto às questões públicas da cultura, e principalmente uma grande manifestação que partiu da área do teatro contra o maior mecanismo de financiamento cultural do país: a famigerada lei rouanet.&lt;br /&gt;O mecanismo acumula queixas, questionamentos e reclamações quanto a sua eficiência, eficácia e efetividade desde sua promulgação e de suas primeiras ações. No ambiente acadêmico encontramos - não apenas no campo cultural (ou da econômia e políticas da cultura), mas também no das artes (teatro, principalmente), gestão, comunicação, saúde (?), biblioteconomia e ciência da informação, só para citar os que eu conheço, tem muitos outros, pode ter certeza... e se você tiver curiosidade coloca no "google scholar" ou no portal de periódicos da capes - um volume extenso de pesquisas sobre a principal forma de financiamento público da cultura no país. Sabemos que o setor cultural possui um potencial econômico significativamente elevado, potencial de movimentação financeira, geração de empregos (direta e indireta) transferência de capital e fácil associação com outros setores econômicos. Uma programação cultural qualquer, por inzêmprio um show de samba-de-roda,  atrai uma determinado quantidade de pessoas (a audiência do tal evento!), portanto, junto com eles vêm aqueles prestadores de serviço que todos conhecemos: o vendedor de cachorro-quente, churrasquinho, uma barraca de capeta (hahaha), uma outra de bebida, vendedor de balão, bicho de pelúcia, vendedor de cerveja etc, etc... estamos cansados de ver isso no carnaval, né? Mas notem que eu me referi a um evento cultural de samba-de-roda, uma manifestação que, supostamente, não é tão grande (resguardem as devidas proporções, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;por favor!&lt;/span&gt;) quanto o sambinha do recôncavo, de caboclo ou da zona rural. Nesse caso específico, trata-se de um evento em um bairro, movimenta-se a economia do bairro. Esquecendo os empregos indiretos (a maioria dos empregos gerados pela cultura, por sinal... sim, e quando eu falo de indiretos eles podem ser formais ou informais...), temos os empregos diretos que compõem a extensa cadeia produtiva da cultura: os técnicos de som e iluminação, eletricistas, produtores, artistas, roadies, assessores de comunicação e imprensa, fotógrafos, operadores de câmera, demais staff members  que eu costumo chamar de "pessoas que definitivamente lutam a batalha da cultura: montam e desmontam o palco, carregam os equipamentos de som, os equipamentos de luz (e acreditem, eles não são NEM UM POUCO LEVES!). Isso só para citar um evento pequeno! Então temos uma cadeia pra lá de complexa... como diria Caetano, "o segredo nem eu mesmo sei". Mas porque eu falei tudo isso mesmo? Para ilustrar o segmento da economia cujo principal suporte é lei rouanet (grosso modo, é mecanismo de renúncia fiscal para patrocinadores culturais). A grande queixa se dá sobre a efetiva participação e mediação da lei e do Estado diante das produções e projetos financiados por meio da lei. Outro ponto que sempre polêmico são os critérios adotados pelo ministério para aprovar ou rejeitar um projeto... temos aquelas famosas discussões.... como o "milagre é muito recente", não tenho tempo de organizar as idéia e participar de modo mais consistente da discussão (hoje, pelo menos), coloco os textos que estão no centro das atenções... mas vou me pronunciar depois que eu ler tudo com calma, you don't have to worry about that!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último dia 27 vimos uma grande manifestação da área teatral, atacando a dita lei. Como conseqüência temos um artigo do queridíssimo Juca Ferreira (o nosso Dalai Lama!!! Sem piadas, tô falando sério!) e de &lt;i&gt;Celso Frateschi &lt;/i&gt;publicado com nomes diferentes: o primeiro foi publicado no JB online (já coloquei aqui no blog, inclusive!) e na Folha de São Paulo. Como resposta, ou melhor, como continuação do debate, temos dois artigos publicados na revista eletrônica Cultura e Mercado abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discuta, opine, participe, sugira, participe também da ação! Não &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;recrame&lt;/span&gt; por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;recramar&lt;/span&gt;, não foi por isso que seus pais te mandaram para os melhores colégios internos da Suíça, conservatórios parisienses e melhores universidades britânicas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;----------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;Boa leitura!&lt;br /&gt;-------------------------------------- --------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;O Estado contra a Lei Rouanet&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;31/03/2008 Julinho da Adelaide Sobrinho&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Semana passada vimos publicar o mesmo artigo com duas versões, dois títulos e um só conteúdo. O primeiro, no Jornal do Brasil, retumbava: “O teatro não é inviável economicamente”. Seu autor, Celso Frateschi, presidente da Funarte. &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O outro traz a assinatura conjunta deste com o secretário-executivo do Ministério da Cultura, Juca Ferreira, e é publicado na Folha de S.Paulo sob o título “Incentivo ao Teatro?”. O motivo é a comemoração do dia do teatro. &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Com as mãos abanando diante do caos vivido pela produção teatral, vieram a público colocar a culpa pelos desmandos à Lei Rouanet, da falta de público à diminuição das temporadas. Só faltaram pedir o pescoço dos governantes, diante do descaso do mecanismo governamental em relação às necessidades das artes cênicas brasileiras. &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Quase nos fizeram acreditar que o problema da lei é a própria lei, como se tivesse pernas próprias e não dependesse de governo para seguir o caminho correto, ou desejável. Cinco anos de poder foram necessários para descobrir verdadeiros exus: empresas e produtores culturais que lucram com a lei. A pena para a doença, matar o doente. Em português claro: acabar com a lei.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas como pode a Lei Rouanet ter esse poder todo se ela é tão-somente um mecanismo de estímulo ao investimento privado? Convenhamos que qualquer julgo além do seu campo de atuação constitui mera (ir)responsabilidade interpretativa de quem escreve, ou simplesmente assina, o petardo. O que espanta é o próprio poder público incitar uma visão equivocada da lei. Com que objetivo?&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Vale lembrar que o teatro, assim como todas as outras artes, está órfão de políticas públicas. O MinC optou, já em 2003, por extinguir as secretarias chamadas finalísticas (música/artes cênicas, patrimônio/museus, livro e leitura), dando prioridade apenas para o audiovisual. No lugar, ampliou o escopo do Ministério e passou a dar prioridade para questões como Tv pública, propriedade intelectual, cultura digital, diversidade cultural. Apostou na transversalidade em detrimento da política setorial. &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Amplamente aplaudida e reconhecida no Brasil e no mundo, as políticas propostas por Gilberto Gil carecem ainda de ações programáticas que as sustentem. Sem uma política transversal consistente (e que vá além do discurso) corremos o risco de perder o velho e não ganhar o novo.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Como pode o artigo do MinC vociferar: “não devemos propor o novo sem entender o velho”, se ele próprio não consegue dar conta do maior e mais eficaz sistema de financiamento à cultura que o Brasil já teve? &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A Lei Rouanet tem problemas, todos sabemos. Já eram sérios e graves em 2002. Com a inabilidade deste ministério em resolvê-los, a Lei transformou-se numa bomba-relógio, pronta para estourar nas mãos do ministro Gilberto Gil. Como não está disposto a aceitar o fardo, o MinC quer colocar o problema da lei no colo do “mercado”, das empresas que se promovem e lucram com a lei. Como se o MinC não fosse o único órgão responsável por seu destino e gestão. &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A Lei Rouanet é acusada de causar distorções no mercado cultural desde aquela campanha presidencial. Artistas carentes foram ao Canecão pedir socorro a Lula, pois a cultura estava sendo privatizada. Desde então o MinC realizou uma série de viagens com todo o seu gabinete para os quatro cantos, prometendo mudanças e ouvindo o que já sabíamos. Três anos depois, decretou mudanças cosméticas, sem efeitos práticos. &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O que os fogos de artifício escondem é que a causa de tais distorções não está na lei, mas sim na falta de políticas mais amplas, tanto para as artes quanto para o mercado, que quer e precisa crescer e exige um conjunto de ações mais adequadas ao empreendedorismo e ao lucro (sim, avisa lá que somos capitalistas). &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas estamos longe de alcançar uma realidade em que o Ministério da Cultura comemore o crescimento e o sucesso econômico de empresas culturais, dando-lhes o suporte necessário para empregar gente, recolher impostos e ajudar a financiar a rica diversidade cultural do Brasil.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Um mecanismo de financiamento privado não pode ter a responsabilidade de compensar a falta do Estado, mais ausente do que nunca. Em termos de financiamento público, a própria Lei já abarca mecanismos de compensação, como o Fundo Nacional de Cultura, que sempre foi acusado de ser uma caixa-preta. Hoje continua na mesma situação, com um volume insuficiente de editais, que continuam sem transparência, geridos e definidos por grupos que sustentam o poder e a ideologia do MinC. &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Parece haver um entrave ideológico a ser superado pelo MinC. A Lei foi criada com base num princípio liberal, de que a sociedade (incluindo o mercado) teria condições, por si, de regular a lei. Mas como pode a sociedade saber o que é bom para a sociedade, se existe um grupo de pessoas privilegiadas com esse dom supremo?&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Então o Governo faz de tudo para exercer comando sobre os projetos, interferindo diretamente na comissão que os aprova, gerando burocracias para segurar o que não lhe convém e facilitar o que considera alinhado com a “atual política”. E faz de maneira inábil, truculenta. Mostra-se cada vez mais perdido com a situação, chegando a implementar e mudar diretrizes e procedimentos como quem troca de roupa. &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O Estado foi incapaz de incorporar a Lei Rouanet como política pública, deixando-o ao prazer do mercado. A primeira reunião que o MinC fez com as empresas patrocinadoras foi em 2007. Ainda assim para cobrar, não para orientar, dar diretrizes, ou declarar uma política clara para o investimento privado. Isso é um contra-senso, já que a aplicabilidade da lei está intimamente ligada à ação das empresas. &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Este governo trata a lei como um filho bastardo, fruto das andanças do Estado com o mercado. Não o reconhece como um potente instrumento de financiamento à cultura. E por não o acolher, age contra ele. E por ele é consumido, pois não consegue formular alternativas para o aniquilar, substituir ou complementar. &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Por outro lado, a lei foi apropriada pelo mercado. Empresas a utilizam como estratégia de comunicação. Isso não é uma distorção em si, e não é um mal em si. É apenas conseqüência do abandono do mecanismo como ingrediente de política cultural que dialoga com o capitalismo em que está (indesejavelmente) inserido.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Vendo-se incapaz de atuar na lei pela via do diálogo, o MinC passou a criar um arsenal de regras e burocracias, desenvolvidas com o objetivo único de tornar o instrumento moroso e ineficaz. A estratégia é esvaziar a lei, como fez Celso Frateschi em sua gestão municipal em relação à Lei Mendonça. Repete a dose à frente da Funarte, responsável por conceder parecer técnico à Lei.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Como resultado disso, criou-se um mercado paralelo de aprovação de leis dentro do próprio ministério, que atuava (ou atua?) no sentido de quebrar os bloqueios criados por este governo. A ação resultou no final de 2007 na prisão de uma quadrilha pela Polícia Federal. Um tiro no pé.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O mercado agora prepara ofensiva. Vários movimentos estão se formando pelo Brasil afora em defesa dos direitos culturais e liberdade de expressão, consagrados por nossa Carta Magna e pela própria Lei 8.313/91. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="cred"&gt;&lt;i&gt;Aplacados pela censura e pela perseguição, os autores deste artigos protegem-se sob o codinome Julinho da Adelaida Sobrinho, um parente fictício de Julinho da Adelaide, heterônimo de Chico Buarque de Holanda, criado para fugir da censura dos tempos difíceis da ditadura, que insiste em nos rodear.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="cred"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fonte:&lt;/span&gt; &lt;a style="color: rgb(0, 0, 0);" href="http://www.culturaemercado.com.br/setor.php?setor=4&amp;amp;pid=3854"&gt;Cultura e Mercado&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;Incentivo ao debate&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;31/03/2008 Carlos Minuano&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Principal mecanismo de financiamento à cultura no país, a Lei Rouanet, que já acumula desde sua promulgação em 1991, um extenso histórico de polêmicas e debates, volta ao centro de nova discussão – e o estopim desta vez veio do próprio Ministério da Cultura (MinC). Em um controverso artigo "Incentivo ao Teatro" publicado no jornal Folha de S. Paulo, o secretário-executivo do MinC, Juca Ferreira, e o presidente da Funarte, Celso Frateschi, questionam a eficiência da lei e destacam distorções em seu uso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto aponta uma suposta redução da atividade teatral e em paralelo o crescimento nos lucros dos produtores, após quase vinte anos da lei. Outra crítica ataca ainda a suposta concentração das produções na região sudeste. A classe teatral e artística não demorou a reagir contra o artigo, também publicado pelo Jornal do Brasil – curiosamente assinado apenas por Frateschi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao afirmar que o problema está na ganância dos produtores, o artigo coloca no mesmo nível produções milionárias e alternativas, observa Paulo Pélico, diretor-secretário da Apetesp (Associação dos Produtores Teatrais do Estado de S. Paulo). "A crise a que se referem é muito anterior à lei, vem desde a década de 80". Para Pélico, os motivos são vários, mas destaca a falência da educação no país. "Falta repertório para entender Shakespeare, Nelson Rodrigues, e tantos outros".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que já se tornou praxe atacar a Lei Roaunet, seja por parte do governo ou do mercado. Entretanto, apesar dos golpes chegarem dos dois lados, ambos continuam a se valer dela. Durante a campanha de Lula à presidência, em 2002, a lei foi acusada de provocar deficiências no mercado cultural. Apesar das viagens pelo país, dos debates e das promessas reafirmadas por seis anos, as esperadas mudanças no incentivo não aconteceram – com exceção de um decreto em 2006, que não avançou em questões fundamentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pélico defende uma reformulação efetiva que recupere, sobretudo, as três dimensões da lei: o mecenato, para parcerias público-privadas, o Fundo Nacional de Cultural (FNC) para os projetos sem visibilidade comercial e o Fundo de Incentivo Cultural à Arte (Ficarte) para as grandes produções. "Quem sabe acabamos com discrepâncias como o Cirque du Soleil disputando recursos com os grupos independentes da praça Roosevelt".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento três projetos de lei sobre o tema encontram-se em trâmite, o PL que cria a Lei Geral do Teatro que pretende estender fomento municipal paulista em âmbito federal; o da Secretaria de Teatro, para criação de agência nacional do setor, equivalente a Ancine – que deve seguir para o senado ainda nesta semana e, por último, o PL da Lei Geral das Artes, de autoria do próprio Frateschi, suposta alternativa à Lei Rouanet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gestão problemática&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2006, a Policia Federal prendeu um grupo que cobrava propina no MinC para acelerar trâmite de projetos que pleiteavam incentivo da Lei Rouanet. Os problemas, no entanto, não cessaram com a prisão dos acusados. Pélico reclama que o funcionamento, tanto do MinC quanto da Funarte, permanece caótico. "Sei de casos em que projetos desapareceram seguidas vezes, incluindo cópia e cópia da cópia", conta. "É o ambiente perfeito para a corrupção".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do cinema ter permanecido às margens da polêmica – aliás, outro aspecto criticado no episódio – na opinião do diretor José Joffily ("Quem Matou Pixote?", "Dois Perdidos Numa Noite Suja") o problema não está no incentivo, mas na falta de uma legislação que consiga inibir o lobby dominante do setor. Segundo ele, se o estado tivesse força de legislar sobre emissoras concessionárias não haveria espaço para essas distorções apontadas pelo governo e por produtores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não precisaríamos ser socorridos pelo estado por meio de incentivos se os canais de televisão tivessem que terceirizar conteúdo e produções, pois a demanda seria bem maior". O problema da distribuição dos produtos audiovisuais poderia ser também atendido por parceria com as emissoras, ressalta Joffily&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fonte:&lt;/span&gt; &lt;a style="color: rgb(0, 0, 0);" href="http://www.culturaemercado.com.br/setor.php?setor=4&amp;amp;pid=3855"&gt;Cultura e Mercado&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-2143083936246568953?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/2143083936246568953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=2143083936246568953&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/2143083936246568953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/2143083936246568953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2008/04/nos-embalos-do-dia-internacional-do.html' title='Nos embalos do dia internacional do teatro'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-6159851921361829885</id><published>2008-04-01T13:17:00.001-03:00</published><updated>2008-04-01T13:35:15.688-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='economia da cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='políticas culturais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Cola na lei rouanet, patuléa!!!</title><content type='html'>"O teatro não é inviável economicamente"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Celso Frateschi&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;especial para o jb&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teatro no Brasil celebrou o seu dia internacional (27 de março) unido na insatisfação quanto aos mecanismos de financiamento e dividido quanto às possíveis soluções desses impasses. Entre essas soluções, tramita no Congresso um projeto de lei que cria a Secretaria Nacional de Teatro, para apressar o fluxo dos pedidos de financiamento via renúncia fiscal, que seria ainda mais facilitado por um mecanismo semelhante à Lei do Audiovisual, que permite o abatimento de até 125% sobre o valor financiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo uma máxima de que não devemos propor o novo sem entender o velho, sob o risco de o novo já nascer envelhecido, sugerimos a análise da eficiência e da eficácia dos mecanismos vigentes, uma vez que esta nova proposta se baseia nos mesmos princípios da Lei Rouanet, que todo mundo quer mudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principal objetivo da Lei Rouanet é estimular a economia da cultura, proporcionando aos cidadãos brasileiros maior acesso à cultura produzida em nosso país. No entanto, antes da lei, as temporadas de nossos espetáculos tinham de seis a oito sessões semanais. Hoje são duas a três sessões por semana. Por que percebemos essa radical redução?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos alegam que não há mais público para longas temporadas. Se isso é verdade, como parece, é mais um motivo para questionarmos o mecanismo atual. Ao cabo de quase duas décadas de aplicação da Lei Rouanet, a atividade teatral diminuiu, pelo menos em termos relativos. O número de produções cresceu, mas elas estão cada vez mais concentradas na Região Sudeste. Como explicar o aparente paradoxo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe registrar que a atividade teatral, segundo dados do IBGE, é desenvolvida em 2.220 municípios brasileiros, quase metade dos municípios do país. No entanto, durante todos os anos de vigência da Lei Rouanet, apenas algumas dezenas deles foram atendidas – 80,3% dos recursos se concentram no Sudeste, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase todos os recursos da Lei Rouanet para o teatro são aplicados na montagem do espetáculo e na manutenção de uma temporada cada vez mais curta. Por quê? Não seria porque o empresário, que visa ao lucro – e é natural que seja assim – foi induzido a produzir cada vez mais montagens, ao perceber que o seu lucro não vem da bilheteria, o que seria desejável numa economia saudável, mas está embutido no processo de produção? Se a razão de ser do espetáculo não é mais o público, que sentido pode existir nesse teatro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teatro movimenta um número cada vez maior de recursos da Lei Rouanet: R$ 44.376.571 em 2000 e R$ 107.967.652 em 2007. O preço do ingresso é cada vez mais caro, chegando a custar um salário mínimo, e aí chegamos ao limite de um espetáculo, financiado com dinheiro do cidadão, ter o ingresso mais caro do que o salário de quem o subsidia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se alegar que o teatro não se auto-sustenta economicamente e que sempre precisará de subsídios. Um exemplo de que isso nem sempre é verdade é o caso de um proponente que, em cinco anos, captou mais de R$ 40 milhões. As montagens foram sucessos retumbantes e geraram lucros significativos. Não obstante, a companhia sempre requisitava, a cada montagem, mais recursos. O último pedido, negado pelo Conselho Nacional de Incentivo Cultural, chegava a R$ 27 milhões. Isso sugere que o teatro pode dar lucro e que esse lucro pode estar sendo aplicado em outros setores da economia. O teatro, ao menos para alguns, não é inviável economicamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a Lei Rouanet, os orçamentos públicos para a área de cultura escassearam, com exceção do federal e de raros casos estaduais e municipais. A distorção chega ao ponto de TVs públicas, orquestras sinfônicas, o Sistema S e até a Funarte precisarem usar a Lei Rouanet. Alguns produtores argumentam que os mecanismos vigentes protegem a produção dos humores do orçamento público, mas os valores aprovados para captação crescem ano a ano e os valores captados, que dependem dos orçamentos das empresas, tiveram uma grande queda no ano de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teatro não é apenas uma atividade econômica. É uma forma de expressão e de construção de conhecimento, que engrandece o cidadão na sua humanidade e sociabilidade. É uma arte pública e possui na sua própria essência o ato político da cidadania. É um exercício de liberdade que expõe, pela representação, o homem em suas relações, num ato ao mesmo tempo individual e coletivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comemoramos o Dia Internacional do Teatro com velhas angústias e velhas e novas esperanças, mas com ânimo renovado para o debate e para a busca de soluções , que atendam ao teatro não apenas como atividade econômica, mas também na sua dimensão simbólica e como direito do cidadão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ 30/03/2008 ]   02:01&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;fonte:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; JB Online (http://jbonline.terra.com.br/editorias/cultura/papel/2008/03/30/cultura20080330009.html)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-6159851921361829885?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/6159851921361829885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=6159851921361829885&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/6159851921361829885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/6159851921361829885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2008/04/cola-na-lei-rouanet-patula.html' title='Cola na lei rouanet, patuléa!!!'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-2918870527619534532</id><published>2008-03-29T03:08:00.015-03:00</published><updated>2008-04-07T19:46:06.551-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='textos escritos nas madrugadas sem dormir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pensamentos desconexos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Digressões'/><title type='text'>Selma, Vamos olhar para o futuro?</title><content type='html'>&lt;a style="font-family: arial;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.cinema24horas.com/filmes/partilha/partilha_poster.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.cinema24horas.com/filmes/partilha/partilha_poster.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Listando as referências de obras que ajudaram a moldar minha personalidade (sim, se você não sabe, os filmes e livros transformam nossa vida: depois de um filme ou de um livro já não somos mais os mesmos... é sério!!), a associação foi quase automática. Mas para além dos "livros, discos e nada mais", o que posso destacar é um filme chamado "A Partilha", uma comédia dramática dirigida pelo Daniel Filho e baseada numa peça homônima do Miguel Falabela. A trama, para quem não conhece ou não lembra, gira em torno de quatro irmãs - Selma (Glóra Pires) , Lucia (Lília Cabral) , Regina (Andréa Beltrão) e Laura (Paloma Duarte) - reunidas por uma triste circunstância: a morte da mãe.&lt;/span&gt; &lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A partir da partida da mãe, durante a partilha dos bens, sobretudo o maior de todos - um apartamento antigo no Leblon -, enquanto refletem sobre os sonhos, frustrações, realizações e fracassos, as quatro desenham um retrato da geração pós-década de 70, pós-milagre econômico e do que aconteceu com as "esperanças de um país do futuro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa descrição em tese deveria afastar o filme de um jovem de 22 anos (e que assistiu pela primeira vez aos 16 anos) que não viveu nenhuma dessas experiências, no enatnto, isso não aconteceu. O que me atraiu foi a direção primorosa de Daniel Filho, acrescida do texto sagaz de Falabela (além do sua marca registrada: timming super rápido e piadas com notas tragicômicas), as atuações convincentes e emocionantes das atrizes (inclusive, o exaustivo trabalho de ensaios garantiu que o filme fosse concluído em cinco semanas... e "de prima!", isto é, quase sem refazer as cenas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme mostra o difícil acerto de contas entre 4 pessoas, outrora muito próximas, que tomaram rumos completamente diferentes na vida... talvez tenham sido&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.adorocinemabrasileiro.com.br/filmes/partilha/partilha07.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 176px; height: 134px;" src="http://www.adorocinemabrasileiro.com.br/filmes/partilha/partilha07.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; sempre distantes, inclusive. No final das contas, elas conseguem superar as diferenças se mantém unidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talves eu tenha visto no filme alguma semelhança com minha familia, ou pela ausência de uma família na época que eu assisti o filme pela primeira vez.&lt;br /&gt;Enfim, tudo isso poderia justificar o gosto pelo filme, mas na verdade, na verdade, não foi só o filme que me atraiu... mas no ritual de familia (e de agregados que moravam em minha casa na época e depois dela) constituído para assistí-lo, e porque não dizer, para fruí-lo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era quase sagrado, sério! Chegou-se ao absurdo de comprar um kit de chá semelhante ao do filme, decorar diálogos... houve uma assimilação e uma identificação muito intensa entre a realidade fantástica da minha casa com a ficção... (eu realmente não sei qual era mais fantástica, se a realidade do filme ou se a realidade da minha casa!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assistíamos (e ainda assistimos) e damos risadas nas mesmas cenas, como se fosse a primeira vez... e as risadas são, como posso dizer, cumulativas... o filme já traz lembranças das lembranças e que são apenas isso: lembranças... Quando eu assisto acompanhado de minha mãe e meu irmão é como se a gente renovasse algum pacto tácito ou elo união.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sobre filmes, um outro decisivo na minha vida é "The Blues Brothers", do John Landis, escrito por ele e pelo Dan Akroyd. Perdi a conta de quantas vezes eu vi esses dois filmes! &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.filmposters.it/imgposter/grandi/bluesbrothers2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.filmposters.it/imgposter/grandi/bluesbrothers2.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Blues Brothers, ou em português "Os Irmãos Cara-de-Pau" (associação meio tosca com "Os Irmãos Karamazov", mas tudo bem, eu relevo!), foi o primeiro filme que eu me lembro ter visto em toda minha vida. E logo eu, ainda infante, no auge dos meus 4/5 anos de idade (1989), sendo apresentado a nata da nata do blues, jazz e rhythm &amp;amp; blues: Cab Calloway, Aretha Franklin, Ray Charles, James Brown e ainda conferi "scoops" de figuras como Steven Spilberg e Carrie Fischer (ou Princesa Léa, pra quem não conhece/lembra), só para citar dois nomes entre a infinidade de personalidades do mundo pop que fizeram uma ponta no filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro que da primeira vez eu não captei as piadas nem as referências pop... mas se tem algo me ensinou a ser sarcástico, foram as aventuras de Jake e Elwood. A história do filme (por sinal, se você não conhece, trate logo de conhecer) gira em torno dos irmãos Jake e Elwood, líderes de uma banda de Blues, que partem numa missão divina: promover a reunião da banda, separada há alguns anos, para arrecadar fundos para o orfanato onde os irmãos foram criados, que corre risco de ser fechado por inadimplência com o Leão. No caminho, os irmãos colecionam fãs e inimigos, muitos inimigos... o filme tem uma das mais excitantes cenas de perseguição da história e reúne atos musicais igualmente excitantes (a trilha sonora é excelente! Escutar a trilha sonora do filme também é outro ritual de familia!).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/tjGfnsjdJec&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/tjGfnsjdJec&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo no filme me empolgava: as músicas, as perseguições, os óculos escuros... esse filme me mostrou desde cedo como ser sarcástico e irônico. Este também é outro que foi ritualizado... assistir a este filme é voltar a um tempo especial e repetir um comportamento especial, quase sagrado. Claro que decoramos alguns diálogos... o melhor do que a ficção é o universo expandido da ficção, né? Estamos em família, estamos em casa... sem as nostalgias desnecessárias, essas não caem bem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/S7lwcjNaH_A&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/S7lwcjNaH_A&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para os novos agregados, os novos membros da nossa familia, assistir a esses dois filmes é uma obrigação!! Uma iniciação no clã... e o índice de insatisfação é "ingual" a zero... se a teoria dos campos sociais acertou em alguma coisa foi em afirmar que só andamos com os nossos pares... heheh.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho engraçado que eu vivi tanta coisa na minha adolescência (coisas boas e ruins, como todo adolescente)... gostava (ou achava gostar) de ser anti-careta (e/ou anti-familia), tentei me encaixar em tribos, me enquadrei, inclusive, e vivi uma infinidade de experiências dos mais variados tipos, no entanto, as coisas que deveriam (ou não?) ter me marcado mais, como as da escola, dos amigos da escola e das aventuras e desventuras, marcaram pouco ou nada marcaram... como bem diria a personagem Regina "...se você pensar na gente há tantos anos atrás vai ver que nada mais disso tem importância!"... as mais importantes foram as coisas que vivi longe da escola (em casa) e longe da minha cidade (nas férias, portanto, longe da escola). Em casa, era sempre uma festa, na ilha era sempre uma festa... na escola, sempre uma opressão discreta... mas nada disso tem mais importância, "vamos olhar para o futuro, Selma?"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/FIFZULRBWQk&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/FIFZULRBWQk&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho esquisito que entre ter assistido "A Partilha" e "The Blues Brothers" exista um lapso, uma espécie de abismo espaço-temporal. No vazio que os separa estou eu, ou melhor, eu versão adolescente hehe.&lt;br /&gt;Eu me vejo numa boa, hoje, como versão 22.0 daquela criança que curtia TV Pirata e "The Blues Brothers", mas quando me olho aos 13, 14 e 15 anos, não me reconheço direito... mas talvez isso seja normal... tudo que é muito próximo acaba ficando meio embaçado... talvez em alguns anos eu entenda melhor como foram as coisas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Construir uma ponte entre eles não foi fácil... mas quem quer o fácil?! Se entre o número 1 e o número 2 existe um abismo infinito, imagine entre os anos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já passa da hora e o sono não chega... dalmadorm, where are you?....&lt;br /&gt;zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-2918870527619534532?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/2918870527619534532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=2918870527619534532&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/2918870527619534532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/2918870527619534532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2008/03/selma-vamos-olhar-para-o-futuro.html' title='Selma, Vamos olhar para o futuro?'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-6657346163307704604</id><published>2008-03-28T00:51:00.002-03:00</published><updated>2008-03-28T11:56:41.334-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;tomei tenência e coloquei a lista de links!!! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-6657346163307704604?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/6657346163307704604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=6657346163307704604&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/6657346163307704604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/6657346163307704604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2008/03/tomei-tenncia-e-coloquei-lista-de-links.html' title=''/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-5803456589471529437</id><published>2008-03-27T20:16:00.007-03:00</published><updated>2010-01-25T16:11:35.382-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sites bacanas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dicas'/><title type='text'>Le crème... Rotten Tomatoes</title><content type='html'>Os inter&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.rottentomatoes.com/"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/R-wunaG7NlI/AAAAAAAAABU/WQ0RDdsR3AQ/s320/RottenTOmatoes.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182568525754742354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;nautas que curtem cinema têm dois grandes companheiros: O IMBD (internet movie database) e o Rotten Tomatoes. O primeiro é, como o próprio nome explica, um banco de dados no qual se recupera informação sobre, supostamente, qualquer filme já produzido e lançado (aquele vídeo que você fez com o celular não está lá porque você não quer...). No entanto, se o IMDB é um poderoso banco de dados, a qualificação da informação obtida é fraca (e não há nada de errado com isso, por favor... o site se propõe a fornecer determinadas informações sobre os filmes), especialmente quanto às críticas... Mas aí entra em cena o Rotten Tomatoes!!! Um gigantesco banco de dados de........ CRÍTICAS!!!! Críticas y otras cositas más!!!!! O nome do site faz referência aquela prática de jogar tomates podres quando o espetáculo não agrada... vale muito a pena... é um site de críticos bem e mal humorados, sempre sarcásticos! Excelente!!! Navegando pelo site eu encontrei uma listinha (sites de crítica amam listinhas, né?) dedicada aos piores filmes da históra, ou melhor, dos filmes que receberam as piores críticas na história do site... heheheh. Nem preciso dizer, né? ou preciso? MUITO BOM!!! Worth it until the very last!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui você encontra a famigerada lista hahahah.... é só cricá que abre!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.rottentomatoes.com/guides/worst_of_the_worst/"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 33px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/S13sfiPvcZI/AAAAAAAAAJQ/PPokr747z70/s320/wotw.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430756752191615378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.rottentomatoes.com/features/special/2007/wotw/?r=100&amp;amp;mid=1134224"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-5803456589471529437?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/5803456589471529437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=5803456589471529437&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/5803456589471529437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/5803456589471529437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2008/03/le-crme-rotten-tomatoes.html' title='Le crème... Rotten Tomatoes'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/R-wunaG7NlI/AAAAAAAAABU/WQ0RDdsR3AQ/s72-c/RottenTOmatoes.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-1697841222192727414</id><published>2008-03-23T23:26:00.018-03:00</published><updated>2008-03-28T12:18:04.317-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='albuns completos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Músicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dicas'/><title type='text'>Studio !K7 Records: DJ KAOS</title><content type='html'>O STUDIO !K7 Records é uma gravadora independente sediada em Berlim, na Alemanha. Uma das gravadoras que atuam na cena da música eletrônica reconhecida pela criatividade e inventividade dos artistas que possui no catálogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na casa encontramos nomes como Erlend Øye, integrante do Kings of Convenience, Kommode, The Whitest Boy Alive, auto-apelidado como "singin' DJ" (traduzindo: DJ cantor),  e discos como DJ-KiCKS, uma série de compliações de música eletrônica, principalmente no gênero house, techno (nota do blogueiro: não tem nada a ver com o house e o  techno que você anda ouvindo nas festinhas por aí afora, não se engane: House daqui não é La Bouche!) e electro, e conta com um DJ no timão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 1995 já foram lançados 28 compilações (!). Em algumas delas encontramos até musicas brasileiras remixadas (!²), desde Villa Lobos (remixado por Henrick Shwarz) até Tom Zé (remixado pela banda Hot Chip).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A série DJ-KiCKS (sim, escreve assim mesmo!!!) é, por sinal, o carro-chefe da gravadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome "!K7" vem da abreviação do primeiro endereço do estúdio, em Berlim: "Kaiserdamm 7 " (hoje, no entanto o enderço é "Heidestr, 52"...). A gravadora já possui unidades em grandes centros (consumidores e produtores de música eletrônica) como New York City, Hamburg, London, and Tokyo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última novidade de !K7 foi a criação de um selo que trabalha prioritariamente com Hip Hop, a Rapster Records.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Selecionei alguns dos artistas e dos lançamentos de !K7 que eu mais gosto e que considero uma amostra bastante relevante do trabalho e da diversidade dos artistas e dos produtos. Divirtam-se! Vou postando aos poucos, se não dá um pânico no sistema e ele fica nelvoso! O primeiro escolhido é um dos meus favoritos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;KAOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/R-xiN6G7NnI/AAAAAAAAABk/mXKf0Q0HUIo/s1600-h/kaoshs08.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 302px; height: 302px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/R-xiN6G7NnI/AAAAAAAAABk/mXKf0Q0HUIo/s400/kaoshs08.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182625262272722546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Kaos é um dos integrantes do grupo Terranova,  formado também por Fetisch e Marco Meister.  A banda foi uma figurinha carimbada na cena descolada de Berlim na década de 90, principalmente depois do lançamento do EP (extended play, pra quem não sabe o que essa sigla significa!), "Tokyo Tower" e do album "DJ-KiCKS presents Terranova" (1998).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o lançamento do DJ KiCKS, a banda ganhou reconhecimento internacional, Kaos principalmente, se apresentando regularmente em clubes de todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os lançamento dos discos do Terranova, KAOS   lançou seu trabalho solo mais maduro: "Hello Stranger" (o nome é referência a uma música de Marianne Faithful). O album traz convidados super bacanas como Erlend Øye, Daniel Wang e Matt Safer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os desavisados que escutam Hello Stranger (2005) pela primeira vez, Kaos deve ser o nome da banda que, assim como muitas outras, tem DJs e pickups, além de bateria, baixo e guitarras. Ledo engano, meus caros!&lt;br /&gt;Kaos é o nome do DJ que assina a obra!!! Tudo no disco é programado e/ou sampleado, o que por si só já mostra a qualidade do trabalho e a competência de DJ Kaos: &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/R-xjgaG7NoI/AAAAAAAAABs/El0lXbJz-kA/s1600-h/k7175cd_cover_b.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 311px; height: 311px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/R-xjgaG7NoI/AAAAAAAAABs/El0lXbJz-kA/s400/k7175cd_cover_b.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182626679611930242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;não dá para acreditar que se trata de um disco de um DJ!!! Hello Stanger supera com louvor o estereótipo dos discos de DJ, que são em geral pasteurizados e cansativos. O disco é uma obra bastante completa e complexa porque passeia pelas influências disco dos anos 70 e do punk dos anos 80, com a mesma facilidade e naturalidade que combina funk e soul (clássicos) com o techno dos anos 90.  O som é uma fusão de black music (soul, funk, reggae, hip hop, blues) com musica eletrônica européia, marca registrada do DJ e da banda Terranova.&lt;br /&gt;Ao escutar Hello Stranger tem-se a sensação de uma noitada daquelas de primeira qualidade, não falo mais porque sou suspeito!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crique &lt;a href="http://rapidshare.de/files/38943510/KAOS_--_HELLO_STRANGER_2005.rar.html"&gt;aqui &lt;/a&gt;e confira!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-1697841222192727414?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/1697841222192727414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=1697841222192727414&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/1697841222192727414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/1697841222192727414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2008/03/studio-k7-records.html' title='Studio !K7 Records: DJ KAOS'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/R-xiN6G7NnI/AAAAAAAAABk/mXKf0Q0HUIo/s72-c/kaoshs08.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-5398825485899633186</id><published>2008-02-21T23:13:00.006-03:00</published><updated>2008-03-14T01:45:13.005-03:00</updated><title type='text'>Refrigério mental: 10 coisas que não se deve fazer no estágio!</title><content type='html'>&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Em homenagem aos meus queridos ASPONES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: arial;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://redeglobo.globo.com/TVGlobo/CMA_Generico_Producao/tvg_repfoto_imagem_classe/0,9310,305929_3,00.GIF"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://redeglobo.globo.com/TVGlobo/CMA_Generico_Producao/tvg_repfoto_imagem_classe/0,9310,305929_3,00.GIF" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Incrível!!! Apareceu uma mensagem do Universia Brasil com o seguinte título "&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:larger;"  &gt;&lt;b&gt;Dez coisas que você NÃO deve fazer no estágio". &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Melhor impossível! Todos nós sabemos a importância do estágio: conhecer profissionais da área (alguns renomados), transitar por ambientes exclusivos, sentir o mercado e iniciar a carreira. Algumas vezes o estágio é ainda a porta de entrada para uma vida bem sucedida. Este que vos escreve deveria ser pós-doutor em estágio! E no meu relatório de pós-doutoramento, estará registrado em garrafais iluminuras: ESTÁGIO É BOM.. PARA QUEM CONTRATA!!! O Brasil possui regulamentações pouco claras em relação ao estágio, o que permite que organizações tenham o menor cuidado com o estagiário e muitas vezes acabem invertendo os valores: exige-se um estagiário com perfil A, competências mil (as famigeradas "multicompetências"), postura de profissional gabaritado, jogo de cintura, mas no final, pagam mal, contratam pouco (algumas empresas inclusive já vetaram a contratação de ex-estagiários nas seleções, nessas a contratação é por concurso ou por Q.I mesmo). E não falo somente quanto ao pagamento e perspectivas futuras, mas também do tratamento dado pela própria organização: estagiário é o faz-tudo, é indispensável, cobre os chefes em muitas situações, e no entanto são coadjuvantes dentro da empresa, em 99,995% dos casos. Por outro lado, as universidades, faculdades, cursos técnicos, projetos sociais, todos eles fornecem a mão-de-obra mais gabaritada em proporção inversa ao que se paga. E se por uma lado, a contratação é mínima, a procura pelos estudantes é enorme. Os motivos são muitos: desde conhecer o mercado até matar o tempo livre, ou ainda uma "forcinha" da família influente para que o filho querido não ganhe a preciosa mesada que paga a farra e as roupas sem se esforçar (muito), ou até mesmo ajudar a sustentar a familia, sustentar o curso, uma esperança de contratação (estes, então dão o sangue, os órgãos, os ossos e a alma pela empresa). O final é quase sempre o mesmo: findado o período de trabalho (de no máximo dois anos corridos), outros estagiários virão. Fica um enfeite no currículo. Eu acho ótimo... estagiei desde a 8ª semana de aula e não parei mais até dezembro do ano passado. Agora eu já estou atrás de trabalhos reais... não que a experiência de estágio tenha sido péssima, sobretudo porque conheci empresas pequenas, grandes e enormes; produções pequenas e grandes... viajei bastante, fiz algumas parcerias profissionais para uma vida (assim espero!), algumas que já mostram frutos, fiz muitos amigos (inclusive para aqueles que trabalhei)... no final o saldo é positivo, a experiência foi bacana (mas também, se não fosse... haha!). O que eu fico extremamente indignado é que ainda persiste a dissimulação nas falas e nos discursos quando se refere aos estágios e trainees. E sempre caímos naquele idioma misterioso falado por administradores e gestores... e claro, escritores e palestrantes de auto-ajuda. Sempre unilaterais, reducionistas, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;idiot proof&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;, e o melhor ainda: vendem muito bem. Todos endossam uma estrutura perversa e exploradora, travestida de GRANDE oportunidade. O que podemos fazer? Esperar o tempo do estágio passar... estudar para concursos, distribuir muitos currículos, estudar muito, fazer pós e pós-pós, publicar em periódicos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;Qualis A&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; e depois contratar muitos estagiários... uma hora a nossa vez chega, né???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A impressão que eu tenho é que, hoje, os tais passos propostos pelos consultores da Universia deveriam ser seguidos também pelos contratantes e orientadores de estágio... ¬¬&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;O estágio é muito bom, mas o melhor é quando ele acaba!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Siga já os conselhos de Thales (Chefe do F.M.D.O e contratador de estagiários):&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: arial; color: rgb(255, 0, 0);" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.correiodatarde.com.br/_padrao/imgs/materias/mat_23197.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 132px; height: 94px;" src="http://www.correiodatarde.com.br/_padrao/imgs/materias/mat_23197.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);font-family:arial;" &gt;1) Acomodar-se&lt;/span&gt; (acomodação só depois que você contratar um estagiário!)&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);font-family:arial;" &gt;&lt;br /&gt;2) Entrar de "salto alto"&lt;/span&gt; (mas sandália de couro, pode? Havaianas, pode? Ipanema, pode? Puma, pode?... não, vá descalço!)&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);font-family:arial;" &gt;3) Abusar de linguagem vulgar&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-family:arial;" &gt; &lt;/span&gt;(seja erudito... mas se lembre que dependendo de onde você faça seu maravilhoso estágio, você pode encontrar pessoas que não sabem o que é pudico, prólogo, epílogo, acham que obséquio e séquito são antônimos, alguns acham que séquito é um tipo de biscoito, o "sequilho", outros chamam diretor de direitor e ainda não aprenderam a falar a palavra "Sprite", cunhando o pobre refrigerante de "Ispláti" - minha favorita!!!)&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);font-family:arial;" &gt;&lt;br /&gt;4) Prender-se ao estágio pela bolsa-auxílio&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-family:arial;" &gt; &lt;/span&gt;(em geral, a bolsa auxílio costuma ser uma esmola... então se prender a algo que paga, even less que o salário "mímino", é na verdade nonsense... claro, porque aqueles que têm realmente a necessidade de trabalhar para bancar o curso ou contribuir com as despesas em casa, arranja um emprego de verdade, mesmo que não seja na área... porém, nos raros casos em que a bolsa é boa, se prender também é loucura, é estágio, não é emprego...)&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);font-family:arial;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);font-family:arial;" &gt;5) Adotar postura inflexível &lt;/span&gt;(faça yöga ou pilates) &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-family:arial;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);font-family:arial;" &gt;6) Ser individualista&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-family:arial;" &gt; &lt;/span&gt;(Jamais... pense no coletivo! Aqui não tem essa de farinha pouca, meu pirão primeiro!!!)&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);font-family:arial;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-decoration: underline; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;                                    &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);font-family:arial;" &gt;7) Deixar o trabalho para depois&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-family:arial;" &gt; &lt;/span&gt;(Do not procastinate, my friend! Em bom baianês, não deixa para amanhã o que se pode fazer hoje...)&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);font-family:arial;" &gt;&lt;br /&gt;                                 8) Ter vergonha de perguntar&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-family:arial;" &gt; &lt;/span&gt;(pergunte, pra você ver o seu...) &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);font-family:arial;" &gt;&lt;br /&gt;                                 9) Perder tempo na internet (orkut, e-mail, MSN)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; - BLOG, ENTÃO, NEM      PENSAR!!&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);font-family:arial;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);font-family:arial;" &gt;                                   10)Fugir das responsabilidades&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; (só as suas ou as da empresa também??)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: arial; color: rgb(255, 0, 0);" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://videochat.globo.com/GVC/foto/0,,2758847,00.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 89px; height: 56px;" src="http://videochat.globo.com/GVC/foto/0,,2758847,00.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ROA PRIMEIRO O OSSO!!!! DEPOIS, VOCÊ COME O FILET MIGNÓN...&lt;br /&gt;Memorando:&lt;br /&gt;F.F. AN. US. ES-FIN. C. TER&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-5398825485899633186?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/5398825485899633186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=5398825485899633186&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/5398825485899633186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/5398825485899633186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2008/02/refrigrio-mental-10-coisas-que-no-se.html' title='Refrigério mental: 10 coisas que não se deve fazer no estágio!'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-7040374412219260611</id><published>2008-02-21T18:17:00.005-03:00</published><updated>2008-02-21T22:57:50.389-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.teledramaturgia.com.br/images/aspones_tales.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 83px; height: 83px;" src="http://www.teledramaturgia.com.br/images/aspones_tales.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:courier new;" &gt;Après moi le deluge: after me comes the flood&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem nunca se sentiu assim?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-7040374412219260611?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/7040374412219260611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=7040374412219260611&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/7040374412219260611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/7040374412219260611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2008/02/aprs-moi-le-deluge-after-me-comes-flood.html' title=''/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-8848649005456421813</id><published>2008-02-18T04:17:00.002-03:00</published><updated>2008-02-18T04:27:25.205-03:00</updated><title type='text'>Aconteceu!!! (e eu não enlouqueci!)</title><content type='html'>Já estou blogando de casa... a viagem foi um sucesso... cheia de contratempos, cheia de desafios, e muito aprendizado! Ainda não tenho as fotos aqui em mão, mas na quinta-feira, dia 22, irei lançar o blog do projeto... que alívio e que saudade... Agradeço muito aos parceiros  - AFIS e Filarmônica 30 de julho - , os nossos produtores associados - Sandro Magalhães e Senhro Isac - e a Fundação Cultural do Estado da Bahia, por acreditarem no nosso sonho e no nosso trabalho. But it's just the begining, baby... you know where you are? You're at the jungle, Baby!!! Agradeço também a CIa. Gente de Teatro pela oportunidade. Estou muito feliz... vou dormir sorrindo... Que venha Lençóis!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-8848649005456421813?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/8848649005456421813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=8848649005456421813&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/8848649005456421813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/8848649005456421813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2008/02/aconteceu-e-eu-no-enlouqueci.html' title='Aconteceu!!! (e eu não enlouqueci!)'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-5498365050850202053</id><published>2008-02-15T17:27:00.002-03:00</published><updated>2008-02-15T17:33:40.550-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>Esquentando os tamborins!!!!</title><content type='html'>É daqui a pouco... hit the road, Jack... ou no meu caso, Hit The Road, Lucas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ê lasquera... amanhã é o primeiro evento de teatro que eu faço na vida (fiz alguma coisa na época que estagiei em um teatro, but it's &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;not&lt;/span&gt; the same feeling, as far as I'm concerned...). Tô um pouco nervoso, muitíssimo ansioso, curioso... querendo que aconteça logo e que só fique (hopefully) uma boa lembrança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã estarei blogando de Serrinha e na próxima semana entra no ar um blog com o que aconteceu e otras cositas más!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Desejo boa sorte ou muita merda? &lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;¬¬&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-5498365050850202053?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/5498365050850202053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=5498365050850202053&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/5498365050850202053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/5498365050850202053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2008/02/esquentando-os-tamborins.html' title='Esquentando os tamborins!!!!'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-2038337039524439715</id><published>2008-02-13T14:41:00.008-03:00</published><updated>2008-04-01T14:27:06.107-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>E o MinC 100% wireless?? Que nota?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://musicabrasileira.org/images/gilquanta.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 229px; height: 200px;" src="http://musicabrasileira.org/images/gilquanta.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="data"&gt;11 de Fevereiro de 2008&lt;/p&gt;  &lt;h2&gt;MinC testa Sistema de Apresentação de Propostas Culturais&lt;/h2&gt;  &lt;h4&gt;A partir do dia 3 de março, o MinC só aceitará as propostas encaminhadas via Internet&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;Com o intuito de democratizar a participação dos proponentes nas melhorias a serem implantadas, o Ministério da Cultura convida pessoas físicas, instituições e empresas que pleiteiam ou já têm apoio para a execução de suas propostas culturais a participar dos testes com o &lt;em&gt;Sistema de Apresentação de Propostas Culturais Via Web&lt;/em&gt;, pelo &lt;em&gt;link&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;Cadastro&lt;/strong&gt;, no lado superior direito da página eletrônica do MinC, ao lado de &lt;em&gt;Pesquisa de Projetos&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O sistema vale para as propostas que solicitam incentivo fiscal previsto na Lei 8.313/1991 (Lei Rouanet), de demanda espontânea ao Fundo Nacional da Cultura (FNC) e de emenda parlamentar, de todas as áreas e segmentos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Os testes atualmente são para o cadastro das propostas que são de responsabilidade da Secretaria de Incentivo e Fomento à Cultura (Sefic) e da Secretaria do Audiovisual (SAv). O sistema é uma forma de agilizar a apresentação dos proponentes e a previsão é de que, a partir do dia 3 de março, o MinC só aceite as propostas encaminhadas via Internet.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;img style="width: 244px; height: 164px;" src="http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2008/02/salic-web-capa-random.jpg" alt="Salic Web" align="right" /&gt;As representações regionais do MinC estão sendo instruídas a auxiliar os proponentes com algum grau de dificuldade na inserção dos dados. Os testes podem ser feitos desde já e, em havendo dúvidas e sugestões, encaminhar pelo &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt; &lt;a href="mailto:projetoweb@minc.gov.br"&gt;&lt;u&gt;projetoweb@minc.gov.br&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;. Nas próximas semanas, superada a fase de testes, será divulgado um manual de orientação para o preenchimento definitivo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;(Juliana Santana, Secretaria de Incentivo e Fomento à Cultura)&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fonte:&lt;/span&gt; http://www.cultura.gov.br/site/?p=10095&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Gil só quer saber de duas coisas: "bandalargar" e usar terno prada com calça do Ilê... humpf!&lt;br /&gt;Depois dessa eu quero Gil para presidente.. ou que ele não saia da cadeira do ministério nunca... bandalargue if you please, Doc...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra ficar perfeito só falta alguém atender ao telefone quando a gente liga... nunca tem gente lá no ministério (o pior é quando eu ouço: fulana? fulano veio mas não tá na sala... igual o "tem, mas acabou) hehehe&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-2038337039524439715?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/2038337039524439715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=2038337039524439715&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/2038337039524439715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/2038337039524439715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2008/02/e-o-minc-100-wireless.html' title='E o MinC 100% wireless?? Que nota?'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-2823521127560828318</id><published>2008-02-13T01:30:00.030-03:00</published><updated>2008-04-06T15:18:18.698-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='públicos culturais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='textos escritos nas madrugadas sem dormir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Digressões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Públicos da cultura: que bicho é esse, moço?</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;blockquote  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/R7KGqmHEWvI/AAAAAAAAABE/ZkHXjjOfWtA/s1600-h/simpsons_pepper.png"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 339px; height: 254px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/R7KGqmHEWvI/AAAAAAAAABE/ZkHXjjOfWtA/s400/simpsons_pepper.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5166339788890200818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Diversas áreas do conhecimento tratam do tema dos públicos da cultura, dentre elas destacam-se a economia, sociologia, antropologia, estudos culturais, letras (literatura), ciências da informação e da comunicação, ciência política, administração. O público é sempre concebido como um signo abstrato que aparentemente é conhecido. Este signo é um dado recorrente nos discursos de gestores de variados tipos de espaços, estabelecimentos e organizações culturais. As afirmações “meu público é &lt;i&gt;exigente&lt;/i&gt;”, “meu público é de &lt;i&gt;alto nível&lt;/i&gt;”, “as expectativas de meu público são &lt;i&gt;altas&lt;/i&gt;” são comuns, porém elas são centradas no produto ou serviço prestado, sobretudo nos aspectos de função e preço. Estudos realizados na área incluem variáveis mais complexas como aspectos sócio-demográficos, geográficos, produtos e serviços culturais concorrentes, presença de turistas, elasticidade da demanda, sensibilidade aos preços, relações sociais, indicadores de qualidade, formação para apreciação, gosto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Este post é uma continuação um pouco mais séria de "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Arte baiana: um espetáculo para cadeiras e paredes". Eu citei a expressão "públicos da cultura" e achei que fiquei devendo maiores explicações e maiores problemas hehe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  Só iscrarecêndo outra coisa: este texto não é artigo, não é ensaio, não é papper, é um monte de digressão... não seja um leitor exigente! :)&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;/blockquote&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div face="trebuchet ms" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;   &lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Eu sempre falo em cultura no blog... ainda não sou um especialista (who knows someday?!), eu diria que tenho mais curiosidades do que qualquer outra coisa. Falo de um tema que me interessa muito: os famigerados públicos da cultura (deve ter algo a ver com o fato de que eu faça produção cultural, trabalhe na área e pesquise especificamente os tais públicos haha).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando comecei, assim como os mortais, eu achava que aqueles chavões e narizes-de-cera da publicidade, programas de TV paga e eventos fechados, exclusivos para VIPs resolviam qualquer problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como era de se esperar, aquelas frases feitas como "meu público é exigente", "meu público é selecionado", "meu público é de alto nível", "meu público gosta disso" não são exatamente confiáveis, são, no mínimo, equivocadas... inclusive os bons publicitários pouco recorrem a elas. Enfim, eu poderia encher milhares de blogs só com as frases feitas, que se acompanhadas de instrumentos musicais viram a perfeita forma para boi dormir. Elas são fáceis de usar e de compreender, mas não vão muito além disso... são fundadas em idéias discriminatórias, só pra início de conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro porque, como já escrevi aqui, o público é um dado suposto. Não existe &lt;b&gt;o&lt;/b&gt; público (nem mesmo &lt;i&gt;os públicos&lt;/i&gt;). Ele é meramente analítico. Sobretudo porque não se consome por sobreposição e sim por justaposição. Outro ponto é que existem fatores sócio-demográficos (idade, gênero, renda individual, residência, escolaridade etc), fatores macro e micro econômicos que influenciam no consumo de um produto em detrimento do outro, mas isso não é uma via de regra, haja vista que se o nível de escolaridade, renda individual e conjuntura econômica, por inzêmprio, incidissem diretamente na freqüência de teatros, todos os com uma renda igual ou superior a um valor X (mais de 6 salários mínimos, digamos), graduados ou pós-graduados e com residência nos bairros mais centrais deveriam freqüentar e lotar os teatros... quantas faculdades temos em Salvador? Só aqui perto de minha casa são 5, dessas, três oferecem pós. Onde estão essas pessoas? Não sei... Por outro lado, aqueles em situação inversa não deveriam pisar em um teatro, mas basta olhar as malas diretas do Theatro XVIII e Teatro Vila Velha, exibidas com orgulho pelos seus timoneiros: tem muita gente de bairro afastado do centro e do subúrbio ferroviário que vai no Vila e no XVIII, inclusive para coisas mais experimentais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Não vamos esquecer que a área cultural é uma fogueira de vaidades (pensando bem, qual não é mesmo?) e muita gente ama ser convidado, isso para não dizer que exige, detesta pagar ingresso... quem trabalha em bilheteria é quem sabe... Nessa fogueira de vaidades todas pulam: atores, diretores, produtores, gestores públicos, gestores privados, patrocinadores... e junto com eles &lt;i&gt;os amigos&lt;/i&gt;deles (falo por experiência própria: são as criaturas mais insuportaveis que há na face da Terra!). Fora que ser "pró-bretch" e curtir um teatrinho dá AQUELE status bonito, né?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Teatro acaba ficando &lt;i&gt;exclusivo&lt;/i&gt;, no sentido mais literal da palavra: exclui sem dó. Por isso as pessoas gostam de ser tratadas como "um público exigente", "selecionado" e similares.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;É uma ciranda do mal... onde estão os heróis-orixás da Bahia para nos salvar, me diga, essa menina? Será que teremos que recorrer aos X-men mais uma vez, coisinho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em geral, costuma-se associar, no ponto de vista de quem realiza, os tais públicos com o preço cobrado, serviço, produto ou bem oferecido, com um estilo de vida, por parte de quem o consome. No outro pólo, quem consome supostamente tem interesse em assimilar ou construir uma imagem baseada no produto, bem ou serviço (não vamos esquecer que o &lt;i&gt;dono&lt;/i&gt; da imagem não é sujeito e sim &lt;i&gt;objeto&lt;/i&gt; de sua própria construção... &lt;i&gt;- SEMIÓTICA!!!!!! Não acredito que escrevi isso¬¬&lt;/i&gt; - e mais do que isso, está sempre fornecendo insumos, dicas, pistas para ser decifrado e, em última instância, aceito em determinada roda).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como explicar um “sucesso de público”, “um &lt;i&gt;hit &lt;/i&gt;na temporada de espetáculos”, as vendagens de um disco ou de um livro? Os mais céticos dirão que aquilo que pertence à esfera dos sentidos e da criatividade, imaginação e arte não pode ser explicado, ou explicado por variáveis como a influência dos meios de comunicação de massa para promover a visibilidade ou invisibilidade dos objetos. Outros dirão que se trata do “fator sorte” dos promotores do evento, da banda que lançou o álbum, do autor que escreveu do romance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saindo da esfera do ceticismo, encontramos uma vertente que defende que o que molda o mercado da cultura é o gosto, definido como uma estrutura que parte das interações sociais entre os sujeitos membros de uma determinada comunidade, isto é, a partir das relações intersubjetivas, e possui duas dimensões: uma caracterizada pelos juízos estéticos e outra pela capacidade de assimilação, cultivo, aperfeiçoamento, formação e mudança. (LÉVY-GARBOUA e MONTMARQUETTE, 2002)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;Na obra “A casa da Invenção”, Luís Milanesi (2003) articula que o circuito organizado de serviços de cultura está historicamente sustentado no triunvirato de tradição européia trazido ao país no período de exploração colonial, particularmente na transferência da sede da Coroa Portuguesa para o Rio de Janeiro: a biblioteca, o museu e o teatro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;a name="_ftnref1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=""&gt;Este modelo triangular que origina os circuitos culturais nas cidades em geral está voltado para si, de modo que as bibliotecas, os museus e os teatros não interagem com a urbe nem com aqueles que nela residem. Se estas instituições fechassem suas portas silenciosamente, poucos perceberiam. A quem estes equipamentos devem atender? Há um desejo pela publicização dos bens e serviços culturais, bem como ao acesso de produção desses bens, no entanto, percebe-se que estes espaços são incompatíveis com a necessidade do mercado no qual estão inseridos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;A biblioteca é, segundo o autor, “a mais antiga e freqüente instituição ligada à cultura”. Da noção de repositório do conhecimento humano, à Biblioteca de Alexandria, à infinita fonte de informações do conto de Jorge Luís Borges, às bibliotecas dos mosteiros; por fim, encontramos a partir da revolução francesa o ideal de publicização das bibliotecas, que deveriam ser espaços de criação e produção cultural, convivência e lazer, modelo aperfeiçoado pelo manifesto da UNESCO no pós-guerra em meados do século XX e por fim nos centros culturais franceses cujo modelo se proliferou por todo o globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As bibliotecas públicas encontram-se plasmadas na cultura como centros de referência em informação, o lócus de iluminação e desenvolvimento intelectual, de libertação da ignorância e insensibilidade, um direito de todos os cidadãos. Contudo, percebe-se que de modo que uma política pública não .&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;Os museus, por sua vez se configuram como "centros de preservação" da memória social, no entanto, estruturados em modelo pedagógico e que oscila entre a memória e o esquecimento (e parafraseando caro Benedict Anderson, se está na memória já foi esquecido e vice-versa... afinal aquilo que é exposto muitas vezes acaba se esgotando e se velando, já aquilo que é velado adquire um status de incômodo e não é esquecido nunca... inzêmprios também não faltam como a escravidão no Brasil e o Holocausto, o primeiro se esgotou e ficou velado e o segundo é discutido aos poucos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o teatro... Ah, o teatro... ele, como muitas coisas do Brasil, começou na Bahia com a chegada dos exploradores europeus ainda no século XVI, por meio da realização dos autos religiosos praticados pelos padres jesuítas para os nativos e para os inscritos nas escolas. Durante o período de educação jesuíta, a celebração de datas comemorativas era acompanhada por apresentações de cunho moral e religioso, passagens bíblicas e parábolas cristãs. Não existia um equipamento que abrigasse os espetáculos produzidos, daí a sua realização em praças ou nos templos. Dado o contexto da época, era reservado às festas os momentos de convivência social nas cidades da colônia. Depois disso o teatro brasileiro se beneficiava das estradas de ferro e grupo itinerantes se apresentavam em tendas para pequenas cidades. Ressalto que em centros como São Paulo e a segunda capital, o RRRRRio de Janearoa, já tinham seus equipamentos, auditórios, salões etc. No entanto, com o fim das estradas de ferro, muitos grupos também pereceram.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;a name="_ftnref1"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: 150%; font-family: arial;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;curiosidade: &lt;/b&gt;Uma certa feita, vi um manuscrito do início do século XX escrito por um homem da cidade de Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Ele coloca os detalhes de um espetáculo (inclusive de alguns que ele ouviu dos pais e avós). Ele conta que não haviam cadeiras na platéia e que as pessoas levavam suas próprias poltronas e que, no tempo da escravidão, os senhores chegava a ser carregados pelos escravos durante todo o espetáculo. Era, como não deixou de ser, uma ocasião para ver, ser visto, dar opiniões e uma eventual oportunidade de participar de convivas.&lt;/blockquote&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;Deixando de lado esta pequena revisão na trajetória do teatro no Brasil, principalmente quanto ao argumento da invisibilidade dos equipamentos culturais públicos na urbe, temos uma série de estudos que apresentam outros fatores que incidem diretamente no consumo cultural e na composição de um mercado cultural (formado pelo conjunto de públicos)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;Um estudo da &lt;i&gt;Ford Foundation &lt;/i&gt;(1974), do ponto de vista da economia, mostra que a demanda pelo teatro costuma ser inelástica ou rígida – ou seja, mesmo diante de variações de preço, a demanda se mantém estável – quando o espetáculo em questão é um grande evento ou o maior evento da temporada; neste caso, inclusive, os espectadores estão dispostos a pagar mais. Outro exemplo de inelasticidade é o mercado de obras raras e de bens de luxo. Já Felton (1992) identificou que o preço pode causar um impacto positivo nas demandas, invertendo a lei de oferta e procura. De acordo com o autor o preço em alguns casos é um indicador da qualidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;Throsby (1983) foi o primeiro autor de tradição anglo-saxônica a incluir a qualidade como uma variável na demanda, sobretudo quanto à influência da crítica especializada na availação e descrição dos espetáculos. (Qualidade técnica, qualidade do texto, porte do grupo, porte da produção e se produção in locus/residente/estável ou não)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;Lévy-Garboua e Montmarquette (2002) sugerem que as artes, sobretudo às artes performáticas ou do espetáculo, são bens de luxo, isto é, o consumo é proporcional ao incremento na renda do indivíduo, e que o gosto por consumi-las depende de como se deu a descoberta e a exposição no decorrer da vida do consumidor. Os autores trabalham com as teorias do &lt;i&gt;rational&lt;/i&gt; &lt;i&gt;addiction&lt;/i&gt; (Stigler e Becker, 1977; Becker e Murphy, 1988) e do &lt;i&gt;learning by consuming&lt;/i&gt; (Lévy-Garboua e Montmarquette). Nos dois casos verifica-se a noção de um gosto cultivado, considerado por estes autores como senso que orienta os juízos a partir de experiências prévias, que molda os impulsos de consumo, por um lado como experiências de aprendizado e capacitação e por outro por escolhas orientadas por uma busca racional pelo prazer e pela repetição da experiência primária. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: 150%; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;a name="0.1_graphic04"&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shapetype id="_x0000_t75" coordsize="21600,21600" spt="75" preferrelative="t" path="m@4@5l@4@11@9@11@9@5xe" filled="f" stroked="f"&gt;  &lt;v:stroke joinstyle="miter"&gt;  &lt;v:formulas&gt;   &lt;v:f eqn="if lineDrawn pixelLineWidth 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 1 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum 0 0 @1"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @2 1 2"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelWidth"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelHeight"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 0 1"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @6 1 2"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelWidth"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @8 21600 0"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelHeight"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @10 21600 0"&gt;  &lt;/v:formulas&gt;  &lt;v:path extrusionok="f" gradientshapeok="t" connecttype="rect"&gt;  &lt;o:lock ext="edit" aspectratio="t"&gt; &lt;/v:shapetype&gt;&lt;v:shape id="_x0000_i1025" type="#_x0000_t75" style="'width:321.75pt;"&gt;  &lt;v:imagedata src="file:///C:\DOCUME~1\USUARIO\CONFIG~1\Temp\msohtml1\01\clip_image001.png" title=""&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/R7K0GGHEWwI/AAAAAAAAABM/Wjs0AqHm-uY/s1600-h/imagem.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/R7K0GGHEWwI/AAAAAAAAABM/Wjs0AqHm-uY/s400/imagem.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5166389739359853314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;    &lt;blockquote style="font-family: arial;font-family:arial;" &gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; line-height: 150%;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;O inzêmprio que vou utilizar é um meio complicado, mas me acompanhem (ou pelo menos tentem): &lt;b&gt;gastronomia natureba&lt;/b&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; line-height: 150%;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;Radicalmente diferente da cozinha tradicional (principalmente para os ovolactovegetarianos) e ainda possui o charmoso diferencial de custar de &lt;st1:metricconverter productid="40 a" st="on"&gt;&lt;st1:metricconverter productid="40 a" st="on"&gt;40 a&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;/st1:metricconverter&gt; 90% mais caro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Pensemos então em dois indivíduos: o primeiro foi criado por uma família de ex-hippies e estudou numa escola dirigida por ex-hippies e alguns hippies remanescentes. Ele comia comida natureba desde bebê, e mesmo na escola o lanche era tofu e mel. Até os 5 anos nunca havia provado refrigerante, farinha de trigo branca, arroz branco etc. Com 12 viu o primeiro MCDonald's da vida. Era de se esperar que para ele o radical era o não-natureba. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; line-height: 150%;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;Ele, contudo, tem consciência de que comer tubérculos, fungos, algas e sementes germinadas faz bem para a saúde, mas independentemente de ser bom ou ruim ele simplesmente come porque &lt;i&gt;gosta&lt;/i&gt; das comidas naturebas e do estilo natureba de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no caso do segundo sujeito, ele é bem convencional: era uma criança "normal", dava trabalho para comer, não comia feijão, carne, farinha... era doido por pizza, coca-cola, bombas de chocolate, batata frita. Para ele, o radical era o natureba...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, ele sabia que o melhor para a saúde era o estilo natural (ou pelo menos não tão junkie como era a dieta dele), mas ele não conseguia gostar de broto de feijão com broto de alfafa com óleo de gergelim torrado com limão e sal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viram? &lt;i&gt;Gostar &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;reconhecer &lt;/i&gt;se algo é bom ou ruim são coisas distintas, mas muito distintas mesmo, não se enganem. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: 150%;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;Seguindo no raciocínio, caso o sujeito 2 precise fazer uma dieta para emagrecer ou controlar colesterol ou por qualquer outro motivo, ele vai ter que se &lt;i&gt;adequar &lt;/i&gt;a rotina natureba... em outras palavras, na sabedoria baiana, &lt;i&gt;vai ter que aprender a gostar&lt;/i&gt;. E, sem muita escolha, é isso que acaba acontecendo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: 150%; font-family: arial;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;Essa situação é válida para os dois casos. O gosto é algo cultivável, administrável em determinadas situações, podendo ser ou não orientado pela noção de certo e errado, mas definitivamente é algo impulsionado pela necessidade imposta pela situação na qual se encontra o sujeito. A pré-disposição é apenas um fator, o quadro externo outro conjunto de fatores como os valores partilhados em comunidade, julgamentos, imposições etc. De modo que o cultivo de um determinado gosto não configura "um público", mas pode-se analisar um determinado público por meio de seus gostos cultivados e tentar compreender seus movimentos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;Essa idéia de restringir a freqüência ou consumo de determinado produto apenas por um dos fatores condicionantes não procede... esqueça quem deixa o público solto numa frase só para enfeitar... e depois como eu já falei, é tudo ferramenta analítica... é tudo coisa da globo! Já diz minha avó que "coração de gente é terra que niguem &lt;span style="font-style: italic;"&gt;passea&lt;/span&gt;"  &lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:trebuchet ms;" &gt;chegamos num ponto nevrálgico:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;b&gt;E o que é um público cultural, tio?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;São considerados &lt;i&gt;públicos da cultura&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;, efetivamente, aqueles coletivos que compõem a dimensão do consumo de bens e serviços de ordem artística cultural, analisados a partir de classificações em categorias e subcategorias e qualificados por perfis sócio-demográficos de acordo com gostos, práticas, hábitos e preferências semelhantes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Para entender o que é esse negócio vamos adentrar na área de interface entre a estatística, comunicação e cultura (especificamente nos estudos culturais, estudos da recepção e da recepção estética). Implica também, em certa medida, no conhecimento da linguagem artística, produto, serviço ou objeto cultural que se pesquisa, inclusive diante dos princípios de gestão, funcionamento e processo criativo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;O interesse por esta questão envolve aspectos relacionados à vida política, as a articulação entre Estado, população e mercado da cultura (artistas e equipamentos culturais); a criação artística e determinados mecanismos de constituição e formação de públicos. Igualmente, diz respeito a hierarquia estabelecida entre “cultura elitista” e “de massa”, que distingue o “publico especializado” e o “grande público” a partir do posicionamento social. (MOUCHTOURIS, Antígone, 2003) &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;A investigação sobre os públicos (1) é uma prática corrente no campo da comunicação, especificamente em setores das indústrias de informação e entretenimento e também no campo da comunicação política. Agentes especializados desenvolvem, por exemplo, &lt;i&gt;pesquisas de imagem&lt;/i&gt;,&lt;i&gt; pesquisas de preferência&lt;/i&gt;,&lt;i&gt; pesquisas de opinião &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;pesquisas de intenção de voto&lt;/i&gt;. Nos dois segmentos citados, percebe-se que a característica comum é a identificação dos mecanismos de tomada de decisão por parte do(s) público(s) com base na análise de amostras. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Trabalha-se com amostras por um lado porque é impossível de mapear todo o volume demográfico de eleitores ou de espectadores de um programa de televisão, e por outro porque não há a necessidade de fazê-lo, uma vez que em condições e realidades análogas os perfis também tende a ser similares ou a apresentar variações pouco significativas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Mesmo que seja possível levantar o número de pessoas que assistiram a determinado programa, acessaram um sítio, assistiram a um filme nas salas de cinema, contabilizar a vendagem de um livro ou disco, &lt;i&gt;conhecê-los, &lt;/i&gt;decorre, no entanto, do levantamento de dados mais preciso das amostras investigadas – obtidos de acordo com classificações generalizadas (por exemplo, por &lt;i&gt;grupos&lt;/i&gt;: o público leitor, o público de cinema, o público de teatro) e específicas (&lt;i&gt;subgrupos&lt;/i&gt;: idade, gênero, renda, posicionamento político-ideológico, classe social, dentre outras).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;No campo cultural, especificamente no segmento das artes do espetáculo e dos equipamentos culturais públicos (teatros, salas de cinema, bibliotecas, museus, galerias, centros e complexos culturais), bem como centros de pesquisa acadêmica, esta prática ainda está por se desenvolver. Exemplos de iniciativas bem-sucedidas, neste sentido, são da Escola de Altos Estudos de Economia – HEC, no Canadá, DEP, na França, e do Observatório de Actividades Culturais de Lisboa. No caso do Brasil estudos na área foram desenvolvidos pelo Centro de Estudos da Metrópole, &lt;st1:personname productid="em São Paulo" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em S￣o Paulo" st="on"&gt;em  São Paulo&lt;/st1:personname&gt;&lt;/st1:personname&gt;, pela Secretaria de Cultura de Minas Gerais e pelo Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura da Universidade Federal da Bahia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;b&gt;Origens, origens, origens... vamos à "etinia da palavra"&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;O termo de origem latina – &lt;i&gt;publicus&lt;/i&gt; – se reporta uma coletividade social que partilha algo &lt;st1:personname productid="em comum. O" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em comum. O" st="on"&gt;em  comum. O&lt;/st1:personname&gt;&lt;/st1:personname&gt; termo evoca a presença do indivíduo na esfera pública, situação na qual se renúncia voluntariamente a individualidade em detrimento de condutas que qualificam o sujeito: a (boa) conduta pública; e o &lt;i&gt;bem maior &lt;/i&gt;da comunidade na qual ele se insere ou busca se inserir. (MOUCHTOURIS, Antigone, 2003, p.9)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Freqüentemente empregado em múltiplos contextos, igualmente se compreende por público tudo aquilo que circunscreve a realidade que afeta todas as pessoas de uma nação ou Estado, isto é, os &lt;i&gt;negócios públicos &lt;/i&gt;e as leis &lt;i&gt;públicas&lt;/i&gt;. Pode ser ainda entendido como toda a população de uma nação. Também se considera público tudo aquilo que é acessível, aberto, perceptível, material, aquilo que é feito às claras, o que é &lt;i&gt;mostrado &lt;/i&gt;ou&lt;i&gt; revelado em público&lt;/i&gt;; e, por fim, a uma instituição ou pessoa conhecida, uma &lt;i&gt;figura pública&lt;/i&gt;.&lt;a name="_ftnref2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Antigone Mouchtouris (2003) afirma que a constituição de um público&lt;i&gt; &lt;/i&gt;específico depende da situação na qual o objeto cultural em questão é produzido e consumido, como operam certos mecanismos institucionais de mediação e pela aceitabilidade do objeto cultural, segundo critérios de afetividade intersubjetiva, financeiros e ideológicos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;O processo de formação de um público está associado à maneira pela qual cada indivíduo, em um contexto espaço-temporal determinado, voluntariamente se priva de sua individualidade tendo em vista uma experiência comum. Esta temporalidade transforma um grupo de indivíduos em uma unidade: o público, a platéia de um espetáculo de teatro, por exemplo. (MOUCHTOURIS, Antígone, 2003, p.14) &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Este corpo indivisível, entretanto, mesmo durante tempo limitado à experiência, não é um monólito nem se produz a partir de uma condição de reciprocidade absoluta entre os membros, mas pela comunicabilidade das sensações, pelas referências comuns e por uma ou mais experiências partilhadas entre seus componentes. (MOUCHTOURIS, Antigone, 2003, p.14). Portanto, uma abordagem analítica ou mercadológica (ou uma combinação de ambas) depende do ajuste dos componentes deste corpo em categorias e subcategorias. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Em que momento um grupo de indivíduos pode ser qualificado como um público. O mero encontro ou apreciação ou uma cena da vida cotidiana são suficientes para qualificar um grupo como público? E, neste caso, qual a diferença entre &lt;i&gt;público-espectador&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;testemunho-espectador&lt;/i&gt;? (MOUCHTORIS, Antigone, 2003, p.X)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Em contraposição ao público, o &lt;i&gt;espectador&lt;/i&gt; – termo de origem latina, &lt;i&gt;spectador&lt;/i&gt;, que significa “pessoa que olha o que passa” –, não se constitui pela renúncia voluntária da individualidade, e tampouco exprime uma qualidade própria ao sujeito: trata-se de uma entidade que mesmo pertencendo a uma coletividade, supondo a existência de laços orgânicos, não chega a compor uma unidade. (MOUCHTORIS, Antígone, 2003, p. 16) Esta entidade, por sua vez, configura a &lt;i&gt;dimensão da audiência&lt;/i&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;A oposição entre os públicos e a audiências é tradicionalmente explicada pelo aspecto &lt;i&gt;público&lt;/i&gt; daquele e &lt;i&gt;privado&lt;/i&gt; deste. Há ainda a diferenciação dos termos diante do tipo de conteúdo a ser consumido e das formas de consumo, em geral costuma-se relacionar audiência aos &lt;i&gt;mass&lt;/i&gt; &lt;i&gt;media&lt;/i&gt;. Identifica-se nos discursos, acadêmicos ou não, a idéia ordinária para a qual os &lt;i&gt;públicos&lt;/i&gt; são assimilados como uma instância coletiva de atividade e negociação;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;e das audiências como pólo de passividade, ausência de questionamento e inação, principalmente diante dos processos de mediação. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Historicamente se atribui a audiência motivações individuais, egoístas, desinteressadas, emocionais, irracionais e sazonais, privadas em última instância; enquanto o público é orientado por uma razão consensual da comunidade, pelo &lt;i&gt;bem maior compartilhado&lt;/i&gt; e pelo aspecto participativo. (LIVINGSTONE, Sonia, 2005, p.1) &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Costuma-se delegar o estudo do espectador e das audiências ao campo de estudo dos &lt;i&gt;media&lt;/i&gt;, comunicação e estudos culturais; e o estudo dos públicos pelas ciências sociais, políticas, filosóficas e culturais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Gandy (2002) afirma que aqueles que partilham das teorias dos efeitos fortes da comunicação mediática atribuem às indústrias da informação e do entretenimento, em decorrência dos processos de mediação, a capacidade de converter o que deveria ser ou que já foi um público (a unidade participativa, o &lt;i&gt;público-espectador&lt;/i&gt;) em um mero observador, &lt;i&gt;testemunho-espectador&lt;/i&gt;,&lt;i&gt; &lt;/i&gt;ou uma “massa” de consumidores, apreciadores do espetáculo. (LIVINGSTONE, Sonia, 2005, p.3). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Justifica-se este fato na ingerência do setor econômico nos provedores de conteúdo da indústria da informação e entretenimento, sobretudo diante da dependência dos anunciantes, por um lado. A “massa” de consumidores é qualificada em nichos de clientes e consumidores potenciais e, literalmente, negociada como moeda. Por outro lado, os provedores de conteúdo têm como objetivo alcançar o maior número possível de espectadores. Seria, portanto, através desta influência dos &lt;i&gt;mass&lt;/i&gt; &lt;i&gt;media&lt;/i&gt;, e sua lógica que orienta seus conteúdos a atingir (e agradar) o maior número possível de pessoas, que se constrói por vezes uma mudança de utilização do termo &lt;i&gt;público&lt;/i&gt; para &lt;i&gt;consumidor&lt;/i&gt;. O campo da comunicação massiva foi o primeiro a estabelecer padrões (&lt;i&gt;standards&lt;/i&gt;) para práticas culturais para se ocuparem de seus públicos. A questão não era se ocupar do público &lt;i&gt;strictu sensu&lt;/i&gt;, mas medir a audiência; o que se torna permanente. (MOUCHTORIS, Antigone, 2003, p. 23)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Esta linha desconsidera a participação ativa das audiências (e a capacidade de negociação, interpretação e atribuição de sentido das informações e dos conteúdos mediados) e da mediação dos públicos e da nova estrutura de publicidade. Mesmo se o observador é passivo, uma relação de comunicação se estabelece entre ele, o bem cultural e o criador no processo de apreciação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;A dimensão da recepção dos &lt;i&gt;media&lt;/i&gt; como passiva, no âmbito da pesquisa acadêmica, a incorporação dos trabalhos de autores pós-modernos como Lyotard, Baudrillard, Sfez, Virilio e Maffesoli e a chamada “crise dos paradigmas” dos anos de 1980 levou a mudanças nas visões teóricas sobre comunicação, uma linha que conferia à comunicação “efeitos moderados” na recepção. Na década de 90, foram presentes os modelos de pesquisas interdisciplinares e qualitativas, principalmente em estudos de recepção, conhecido como “etnografia das audiências”. No entanto, as pesquisas sobre a cultura demonstraram que a sociedade poderia ser estudada não somente através da concepção política-ideológica, como os pressupostos da teoria da dependência indicaram, mas pela sua organização cultural. Os estudos sobre a cultura propiciaram novas reflexões sobre a comunicação social, enfatizando que os estudos da comunicação não devem ficar restritos à discussão ideológica ou econômica. (MOUCHTORIS, Antigone, 2003)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;O receptor deixa de ser visto, mesmo empiricamente, como consumidor necessário de supérfluos culturais ou produto massificado apenas porque consome, mas resgata-se nele também um espaço de produção cultural; é um receptor em situações e condições, e por isso mesmo cada vez mais a comunicação busca na cultura as formas de compreendê-lo, empírica e teoricamente. Esse receptor é melhor percebido no mundo da cultura em produção, mais popular, em que a própria comunicação se encontra, daí surgindo novas chances para o encontro do sujeito. (MOUCHTORIS, Antigone, 2003)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Esta oposição, bem como os principais argumentos que a sustentam, é bastante reducionista. Basicamente, há cinco idéias acerca desta suposta oposição percebida nos trabalhos de Nick Lacey, que sustenta a idéia que a oposição entre públicos e audiência é meramente semântica e analítica, haja vista que eles representam o mesmo ente; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Mouchtoris (2003), que afirma que as audiências apenas emulam características do público; inclusive, que se priorizam as subcategorias. A conseqüência é que não se trata mais de um público, mas sim várias “categorias de público” o engajamento voluntário e ativo individual diante do objeto cultural se perde e se tem uma multidão que encontra os objetos de modo acidental.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Sonia Livingstone (2), da corrente dos estudos culturais, afirma que apesar das audiências conservarem algumas características do público, não são totalmente passivas, mas seu patamar é ambíguo, daí elas não passam de um proto-público; Daniel Dayan, menos pessimista, afirma que existe o quase-público, as comunidades e os fãs; e Jean-Pierre Esquenazi ratifica o caráter disperso das audiências e as classificam como não-público. (fonte: http://industrias-culturais.blogspot.com/) &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;David Thorsby (1994), no artigo “The production and consumption of the arts: A view of cultural economics” , analisa a trajetória dos estudos da economia da cultura sobre a produção e consumo de bens artísticos desde o lançamento do livro “Performing Arts – The economic dilema”, de Willian J. Baumol e Willian Bowen no ano de 1966. O potencial econômico do setor cultural já havia sido observado de maneira sistemática, à luz da teoria liberal, por John Galbraith em um ensaio publicado no periódico “Liberal Hour” em 1960. O economista britânico Lionel Robbins (1963) analisou o papel desempenhado pelo Estado no suporte dos circuitos artísticos, por meio do desenvolvimento políticas de financiamento a museus e galerias públicos. Peacock’s (1969) em seguida analisou os subsídios governamentais como extensão das políticas de bem-estar (&lt;i&gt;welfare state&lt;/i&gt;) do Estado de Providência. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Segundo o autor, os modos de organização do mercado da cultura, conservando suas especificidades, são semelhantes a qualquer outro mercado. São também similares as formas de especificar e estimar as demandas, independente dos bens e serviços deste mercado se constituírem essencialmente como produtos de ordem simbólica, fruto da expressividade, sensibilidade e criatividade, a lógica do consumo é a mesma em relação aos bens de “primeira necessidade”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Para além destes conceitos, deve-se observar que todo consumo é de certa forma cultural porque é norteado por uma racionalidade intersubjetiva. Comprar ou consumir são atos sociais, implica em se partilhar um código e incluir-se em uma comunidade simbólica. Isso vale também para os produtos essenciais: a indústria têxtil, por exemplo, dá origem a indústria da moda; e assim também segue a indústria alimentícia, a indústria de produtos de limpeza, construção civil. No caso específico do consumo de objetos artísticos ou culturais tudo depende do que o consumidor considera como &lt;i&gt;arte&lt;/i&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Até a década de 1980, o modelo de estipular as demandas do mercado cultural era o da microeconometria básica e da teoria do consumo. Neste modelo primário eram observadas variáveis como renda individual e elasticidade do preço no intuito de compreender se os produtos artísticos e culturais eram ou não produtos de luxo, se as demandas eram elásticas ou inelásticas, se a arte tem produtos similares substitutos. Entretanto, investigar o consumo de produtos culturais – o que regula a tomada de decisão entre um produto e outro – implica em ir além destes pressupostos, uma vez que ele envolve aspectos como a experiência estética, heterogeneidade dos gostos, influência da sociabilidade (mediada, como faz a crítica especializada, por exemplo; ou pelas relações entre pares: amigos, cônjuges, familiares) na tomada de decisão ou na definição de um gosto como referência. Outra questão diz respeito a qualidade das obras consumidas e os quadros de referência de quem as consome, como elas são medidas e em que nível. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Os consumidores orientam sues gostos em outrem (na crítica especializada e nos amigos)? Na verdade a pergunta direta a um indivíduo sobre o porquê de sua freqüência a teatros, ou por sua preferência pelos textos de Shakespeare, as óperas de Puccini ou as pinturas de Manet se revela ineficiente, uma vez que a resposta é constantemente embasada em experiências pessoais que justificam seu gosto individual. Há condições sociais historicamente construídas que permitem que um gosto se desenvolva.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;b&gt;Em que sentido as políticas de acesso ampliam a apreciação e o cultivo de um determinado gosto?&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText3" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Se por um lado algumas se sustentam na dimensão do financiamento, seja no subsídio da criação artística ou do consumo, por outro há medidas que visam a formação de apreciadores e basicamente associam a cultura e a educação, correlacionando atividades culturais na escola ou na realização de visitas aos teatros. A visita escolar ao teatro (como o caso de uma das linhas de atuação do FPI) é, para os alunos, uma prolongação do programa pedagógico: a escolha da peça se dá em função do tema estudado em classe ou vice-versa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText3" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Embora a educação e a cultura não sejam assíntotas, a associação tende a reforçar, como fala Milanesi (2003), a imagem do teatro de cultura e não como diversão; o teatro habita a mesma zona do estudo e não do lazer. Ao reportar-se ao teatro, bem como atividades culturais elevadas, como um direito dos cidadãos, que é preciso “democratizar” o acesso ao teatro, na verdade se reafirma por um lado o caráter elitista do equipamento e das linguagens e por outro o coloca como espaço que assimila as relações de dominação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Expressões como “todos têm o direito à cultura” implicam em contra-argumentações como “os desempregados têm mais necessidade de trabalho que de cultura”, apresentando as atividades culturais como bens supérfluos, reforçando a tensão de “utilidade” ou “inutilidade” de “cultura” para certas categorias sociais. (MOUCHTORIS, Antigone, 2003, p. 96)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Pouco se pensava em políticas públicas de cultura até pouco depois das revoluções tecnológicas e da revolução francesa e das profundas mudanças que estas promoveram, sobretudo quanto às reivindicações e os conflitos de classe. As políticas culturais de diferentes cidades se caracterizam por uma homogeneidade de modalidade de ações, que se apresentam, antes de tudo, como uma série de aportes fornecidos, sobretudo o financeiro, a produtores culturais. As políticas culturais são orientadas para a oferta. O Aporte a oferta se traduz por uma política de equipamentos e escolha dos atores sociais que atenderão as demandas. (MOUCHTORIS, Antigone, 2003, p.34).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;No caso do Brasil, este pensamento ganhou fôlego após as duas Grandes Guerras no sul do país, no estado de São Paulo. Como medida de controle destas reivindicações as empresas criaram o chamado &lt;i&gt;Sistema S&lt;/i&gt; e lançaram as bases para o que hoje é amplamente difundido como “responsabilidade social”. Efetivamente esta iniciativa é a assimilação dos pressupostos do Estado de Providência pela esfera privada. Na dimensão governamental o governo trabalhou primeiro com uma linha patrimonialista (que ainda vigora) e posteriormente passou a trabalhar com a noção de publicização dos bens culturais. Em ambos o ponto de convergência é o financiamento e o objetivo máximo é promover a “democratização cultural”, contudo, se ignora que “cultura” e “povo” como instituições indissociáveis, e em geral, tendem a se resumir como ações efêmeras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Outra questão diz respeito a separação do “grande público” e do “público fiel”. O fato do “grande público” ser visto ora como vilão ora como vítima (sempre em níveis abstratos) nos leva a reconhecer em determinadas linhas da comunicação que crêem nos efeitos fortes da comunicação mediática, principalmente aquelas que se baseiam nas idéias pós-marxistas da Escola de Frankfurt e nas Teorias da Hegemonia, em uma “pedagogia das massas” incultas, supostamente ludibriadas pelo espetáculo e pelo emocional promovido pelas indústrias da informação e entretenimento. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Afirma-se o quão imprescindível é preservar as platéias do &lt;i&gt;espírito romano das artes&lt;/i&gt;, do espetáculo imediato que não provoca reflexões de ordem política e social apresentado às massas, sustentando um &lt;i&gt;status quo&lt;/i&gt;; e privilegiar o &lt;i&gt;espírito grego&lt;/i&gt;, no qual o impacto e a reflexão diante dos contextos políticos e que fomenta questionamentos ideológicos e se distancia do espetáculo. A experiência comum não constituiria mais uma unidade (o público); as escolhas públicas são constantemente questionadas com base na própria oferta de produtos culturais e nos modos como os &lt;i&gt;media&lt;/i&gt; configuram os padrões de recepção e consumo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;O consumo cultural, neste ponto de vista, se orienta pela distinção social e não como pela experiência estética. Mesmo reconhecendo que o fascínio pelo consumo de bens e serviços artístico-culturais, bem como aos espaços culturais institucionalizados, confere prestígio aos seus públicos. Isso se percebeu inclusive no processo da pesquisa: muitos entrevistados sentem-se constrangidos em dizer que pouco vão ao teatro, cinema ou museus. Alguns inclusive afirmam que “precisam ir mais ao teatro”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;A idéia do consumo de um produto cultural envolve um estímulo sensorial e de um quadro de expectativas e valores, de modo que não se pode “formar” um novo público apenas pelo contato com uma linguagem artística ou criar expressões de vanguarda. Só é possível compreender o aceitável e a recepção é apenas o início na relação que se estabelece entre apreciador e obra. Neste sentido, políticas de difusão ou pedagogia cultural não criam efetivamente novas platéias por que destoam das realidades dos supostos públicos aos quais se dirige o Estado ou uma instituição. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Neste sentido alguns pontos devem ser considerados quanto à função desempenhada pelo teatro nas sociedades grega e romana; ao status de &lt;i&gt;arte&lt;/i&gt; que produtos expressivos da cultura ocidental assimilam a partir do século XVIII (e da transição nas formas de experienciar e consumir estes produtos); ao surgimento da arte moderna e da apropriação das técnicas de (re)produção em série que foi denominado de indústria cultural. Não se deve esquecer que após a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a cultura incorpora o aspecto de direito do cidadão, principalmente relacionado às formas de publicização do acesso a produção e consumo dos bens e serviços expressivos – este processo tem início na revolução francesa, quando a alfabetização e os equipamentos culturais (principalmente a biblioteca e o teatro) entram agenda de interesses públicos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;A arte como identificamos hoje – expressão estética intersubjetiva – é um conceito que emerge em meados do século XVIII e se aprimora ao longo dos séculos XIX e XX. A origem grega do termo, &lt;i&gt;Teknè&lt;/i&gt;, pode ser traduzida como &lt;i&gt;técnica&lt;/i&gt;: um “saber-fazer prático”, façanha (atividade executada com excelência), como ciência, como oposição da natureza (ou &lt;i&gt;Physys&lt;/i&gt;) e também como produção intelectual. O teatro, a escultura e a literatura, entretanto eram considerados como &lt;i&gt;expressões poéticas&lt;/i&gt; e tinham como objetivo &lt;i&gt;promover reflexões&lt;/i&gt;, fomentar discussões e desenvolver práticas democráticas, aperfeiçoar a cidadania e elevar o espírito. (MOUCHTORIS, Antigone, 2003). A democracia grega, como se sabe, não era igualitária e a condição de cidadania era restrita. Já na Roma Antiga, o teatro satírico (e popular) foi amplamente difundido e incentivado pelas instâncias governamentais, enquanto os espetáculos ditos “elevados” ficaram restritos a um elite política e intelectual, o marco entre a “alta cultura” e a “baixa cultural”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;A partir da Idade Média, as expressões poéticas, mais tarde conhecidas como “belas artes”, no período moderno, eram produzidas para o consumo de uma determinada classe social, de acordo com seus preceitos. Inclusive, galerias e bibliotecas eram equipamentos culturais privados, e os produtos que ali se encontravam não recebiam o nome de “obras de arte”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Nesta época, entra em cena a figura do Mecenas ou o Patrono, indivíduo que financia a produção ou contrata o retratista (pintor), o diretor ou o compositor de óperas e sinfonias. É patente que as obras seguem uma linha de interesse (parcial ou totalmente) do seu financiador. No caso da literatura há uma diferença sutil: os “grandes” escritores deste período não dependiam do mecenas. Isso porque eles próprios eram herdeiros de fortunas, propriedades e até a Imprensa de Gutemberg, o custo de edição eram elevados e a produção era limitada, daí o status e o prestígio naqueles que liam e que possuíam uma biblioteca em suas casas. Ainda sobre a formação profissional dos artistas verifica-se também uma diferença entre os escritores e os retratistas, escultores e compositores. Para estes o aprendizado se dava também no modelo das “oficinas de ofício”, nas quais o ajudante se torna discípulo e domina a &lt;i&gt;teknè&lt;/i&gt; do mestre, enquanto que para aquele a aptidão básica era o domínio da escrita por meio da alfabetização. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Neste período, os teatros eram espaços de convivência social, grosso modo, assistir a um espetáculo era uma experiência análoga a assistir a um capítulo da novela das oito. A principal diferença estava no tipo de engajamento (deslocamento espacial) e no fato de que ambiente de consumo era coletivo. Além disso, era um ambiente que acolhia a uma elite econômica, política e intelectual, sobretudo diante do surgimento da crítica da arte. No entanto, quando a arte torna-se independente e desenvolve uma lei própria, este consumo passa a ser norteado por outros princípios.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;A idéia de “proteger” ou preservar o público, no sentido lato, da perversa indústria cultural e da comunicação massiva, opõe públicos e audiência, tomando o primeiro pela ação racional e o segundo pela passividade, recobrando no primeiro a esfera pública e no segundo a esfera privada a elimina. Na verdade, as duas estruturas se compõem do mesmo indivíduo e há mediação entre os públicos, haja vista as comunidades virtuais da internet, por exemplo, ou iniciativas como jornais e emissoras de rádio e TV comunitárias, e também uma participação das audiências, canais interativos como os &lt;i&gt;blogs&lt;/i&gt; ou o sítio &lt;i&gt;youtube&lt;/i&gt;, cujo slogan, inclusive é &lt;i&gt;broadcast yourself &lt;/i&gt;(transmita você mesmo, numa tradução literal). Os anos de 1980 foram o ambiente da “crise dos paradigmas” e da corrente dos efeitos moderados dos &lt;i&gt;media&lt;/i&gt;, principalmente em decorrência da incorporação dos trabalhos pós-modernos de Maffesoli, Baudrillard e Virilio, e no desenvolvimento dos estudos da recepção e da etonografia das audiências para além de uma discussão ideológica ou política .&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Não se deve ignorar, contudo, o poder de visibilidade e invisibilidade que os &lt;i&gt;media&lt;/i&gt; possuem – sobretudo porque o consumo domiciliar representa mais de 40% do consumo cultural. Salienta-se também que há ingerências dos setores financeiros nos provedores de conteúdo, principalmente em efeito da dependência do setor na venda de espaço para anunciantes, venda inclusive que é determinada pela classificação da audiência (dos espectadores) de acordo com hábitos, horários e também com o estabelecimento de perfis sócio-demográficos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;A dependência dos mecanismos públicos de financiamento da cultura – leis de incentivo fiscal, prêmios, editais, programas de patrocínio – tem como conseqüência um curioso fenômeno: os espetáculos encenados para cadeiras e paredes. As políticas públicas de cultura são norteadas pelo princípio de garantir o acesso igualitário aos bens e serviços artísticos. A cultura é assimilada como uma necessidade básica assim como a alimentação, moradia, educação e saúde. Neste bojo, a questão dos públicos é peça fundamental no financiamento público de um projeto cultural – haja vista um dos itens presente em todos os formulários de editais, leis de incentivo e programas de patrocínio: público-alvo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Uma vez descritas as pessoas para as quais se dirige o projeto, o proponente faz uma estimativa quantitativa e define parâmetros qualitativos (pesquisa, avaliação de satisfação, freqüência). O problema desta questão é que há uma relação perversa e imoral que se estabelece entre proponentes e financiadores. O prêmio deve garantir o pagamento do elenco (no caso de uma peça de teatro), do diretor, do iluminador, sonoplasta, pagamento da pauta, impostos, produtor, assessor de imprensa, captador de recursos, material de divulgação. Os ingressos, uma vez subsidiados, custam um preço relativamente baixo na maioria das vezes. A surpresa é que os teatros continuam vazios. Os cinemas continuam vazios. As galerias continuam vazias. Não se cria ou diversifica o público, no máximo se fideliza aquele que já é assíduo em atividades culturais. A relação é perversa porque os subsídios dos espetáculos são pagos com impostos e não ampliam as opções de lazer e cultura da população, mas garantem o sustento de terminados grupos e empresas especializadas em assessoria e consultoria de produção cultural. É imoral porque o público é a peça central, a razão de ser, mas é ignorado. O espetáculo das artes continua sendo encenado para paredes e cadeiras vazias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;  &lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;  &lt;!--[endif]--&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoFootnoteText" face="arial" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoFootnoteText" face="arial" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;a name="_ftn1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=24358072&amp;amp;postID=2823521127560828318#_ftnref1" title=""&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=""&gt;notas e referências&lt;br /&gt;____________________&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoFootnoteText" style="line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;1 De acordo com Teixeira Coelho, dada a diversidade do campo cultural e das múltiplas formas de consumo que dele decorrem, é mais adequado falar em “públicos” da cultura e não “público”, dada sua heterogeneidade. Optou-se também por este termo no plural para diferenciá-lo de outras acepções possíveis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;2 LIVINGSTONE, Sonia. &lt;i&gt;On therelation with audiences and publics: why audience and public?&lt;/i&gt; Londres: LSE Research Online, 2005.&lt;disponível&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/disponível&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;  &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoEndnoteText" face="arial" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;u2:p&gt;&lt;/u2:p&gt;BOTELHO; Isaura; FIORE, Maurício. &lt;i&gt;O uso do tempo livre e as práticas culturais na região metropolitana de São Paulo&lt;/i&gt;. Relatório da Primeira Etapa da Pesquisa. Centro de Estudos da Metrópole – CEBRAP. Abril de 2005. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;disponível style="font-family: arial;"&gt;&lt;acesso&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/acesso&gt;&lt;/disponível&gt;  &lt;p class="MsoEndnoteText" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;_______________. &lt;i&gt;Os equipamentos culturais na cidade de São Paulo&lt;/i&gt;: um desafio para a gestão pública. Revista Espaço e Debates. São Paulo: Núcleo de Estudos Regionais e Urbanos. v.23. n.43-44. jan/dez, 2003.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;COELHO, Teixeira. &lt;i&gt;Dicionário Crítico de Política Cultural&lt;/i&gt;. São Paulo: Iluminuras,1997.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoEndnoteText" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;COLBERT, François; BEAUREGARD, Caroline; VALLÉE, Luc. &lt;i&gt;The importance of ticket prices for theatre patrons&lt;/i&gt;. In: International Journal of Arts Management. Vol. 1, nº 1, set-dez/1998, p. 8-15&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoEndnoteText" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;COSTA, Antótino F. da. &lt;i&gt;Dos públicos da cultura aos modos de relação com a cultura: algumas questões teóricas e metodológicas para uma agenda de investigação&lt;/i&gt;. In: SANTOS, Maria de Lourdes Lima dos (org). Públicos da cultura. Lisboa: Observatório das Actividades Culturais, 2003, p. 121-137.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoEndnoteText" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;GINSBURG, Victor A. &lt;i&gt;The economics of art and culture&lt;/i&gt;. In: International Encyclopedya of social and behavioural sciences, Amsterdam: Elsevier, 2001, p.1-13&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoEndnoteText" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;GOMES, Rui Telmo. &lt;i&gt;A distinção banalizada&lt;/i&gt;? Perfis sociais dos públicos da cultura. In: SANTOS, Maria de Lourdes Lima dos (org). Públicos da cultura. Lisboa: Observatório das Actividades Culturais, 2003, p.31-41.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoEndnoteText" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;LÉVY-BARBOUA, Louis; MONTMARQUETTE, Claude. &lt;i&gt;The Demand for the arts&lt;/i&gt;. In: Scientific Series. Nº 10, fev/2002, p. 2-15.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoEndnoteText" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;NUSSBAUMER, Gisele Marchiori; LEAL, Nathalia; LINS, Lucas; RATTES, Plínio; VINHAS, João Victor; AHMAD, Sheila. &lt;i&gt;Um mapa dos teatros de Salvador&lt;/i&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;disponível style="font-family: arial;"&gt;&lt;acesso&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/acesso&gt;&lt;/disponível&gt;  &lt;p class="MsoEndnoteText" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;NUSSBAUMER, Gisele. &lt;i&gt;Públicos da cultura e as artes do espetáculo&lt;/i&gt;. In: NUSSBAUMER, GISELE (org). Teoria e políticas da cultura. Salvador: EDUFBA, 2007, p. 181-194.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;    &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoEndnoteText" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;SILVA, Maria Inês. &lt;i&gt;Cultura(s) y públicos&lt;/i&gt;. In: Cátedra de artes, nº 2, 2006, p. 9-34.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoEndnoteText" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;THROSBY, C. David. The production and consuption of the arts: a view of cultural economics. Journal of economic Literature. Vol. XXXII, mar/1994, p.1-29.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoEndnoteText" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;UPRIGHT, Craig Barton. Social capital and cultural participation: spousal influences on attendance at art events. In: Working paper series. Nº 32, jan/2004, p.2-23&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoEndnoteText" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;ATECA-AMESTOY, Victoria M. &lt;i&gt;Determining Heterogenous Behaviour for Theater Participation&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoEndnoteText" face="trebuchet ms" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;RODRIGUES, Eduardo Alexandre. &lt;i&gt;A biblioteca e os seus públicos&lt;/i&gt;: uma proposta interpretativa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Links bacanas:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;htto://www.cult.ufba.br&lt;br /&gt;http://www.poscultura.ufba.br&lt;br /&gt;http://industrias-culturais.blogspot.com/&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-2823521127560828318?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/2823521127560828318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=2823521127560828318&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/2823521127560828318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/2823521127560828318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2008/02/notas-de-rodap-pra-iscraric.html' title='Públicos da cultura: que bicho é esse, moço?'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/R7KGqmHEWvI/AAAAAAAAABE/ZkHXjjOfWtA/s72-c/simpsons_pepper.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-7975386057093556785</id><published>2008-02-13T01:11:00.004-03:00</published><updated>2008-02-13T02:15:18.353-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tim Maia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Músicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Críticas'/><title type='text'>Repeteco: Numa Rilex, numa tranqüíla, numa boa... (03/2006)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4414/1732/1600/20020902-tim-maia-racional.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4414/1732/320/20020902-tim-maia-racional.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O disco Tim Maia Racional, gravado em 1974, depois de quase 20 anos fora do catálogo, retorna em abril às lojas.&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p face="arial" style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Na vida de Tim Maia o "sex, drugs and rock'n'roll" em excesso fazia parte da mais trivial e prosaica rotina. Contudo, em meados da década de 1970, Tim viveu um relativo períodode "tranqüilidade" quando se converteu à Cultura Racional, um grupo que acredita no conhecimento racional da realidade para explicar os fatos da vida e promover melhorias nos indivíduos.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt; Acompanhado por uma orquestra de soul e com batidas funk pesadas, o cantor nos guia por&lt;br /&gt;meio das músicas pelos caminhos de sua própria história e sua epifania:&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt; Já senti saudade/ Já fiz muita coisa errada/ Já dormi na rua/ Já pedi ajuda/ Mas lendo atingi o bom senso: a Imunização Racional&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;O disco possui, obviamente, um tom proselitista, são explicadas a relação do cantor com a Cultura Racional, que não se trata de uma seita ou religião, e sim um caminho para a verdade, para reponder todas as perguntas da existência humana, a "luz da humanidade", baseado essencialmente num conjunto de livros conhecidos como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Universo em Desencanto&lt;/span&gt;. O disco marca um início de um nova fase profissional e pessoal para Tim Maia, quando ele se afasta do modelo fonográfico mais comercial e promove incursões na black music mais pesada, também conhecida como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;deep funk&lt;/span&gt;.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Lançado de forma independente pela primeira gravadora dele mesmo, a Seroma - Sebastião Rodrigues Maia -, nunca foi relançado, e um dos principais motivos, além do baixo apelo comercial é o fato do cantor ter se afastado do Mundo Racional.&lt;br /&gt;Hoje, mais de 20 anos depois de seu lançamento original, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Racional&lt;/span&gt;, ganha seu devido reconhecimento no cenário e na história da música pop brasileira e está sendo relançado pela Trama, devendo chegar as lojas ainda no início de abril.&lt;/p&gt;&lt;p face="arial" style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O disco além de remasterizado, possui como bônus, a gravação do LP original.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p face="arial" style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p face="arial" style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Abaixo selecionei alguns trechos da pregação de Maia.&lt;/p&gt;&lt;p face="arial" style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;            &lt;blockquote&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;"Read the book/ The only book/ Universe in Disenchantment/ And you’ll know the Truth"&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"Ouçam todos/ Vamos contar a coisa mais importante que já ouviram na vida/ Nunca ouviram&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;isso antes:/ Viemos de um supermundo, de energia racional/ E vivemos num antimundo, de energia animal/ Leia o livro, o único livro, Universo em Desencanto/ E vais saber a verdade".&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;"Eu tive que subir lá no alto para ver Energia Racional/ A verdadeira luz da humanidade"&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;blockquote&gt;Infelizmente Racional já saiu de catálogo (de novo...). Então este missivista cheio de amor e benevolência disponibiliza para os senhores aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://rapidshare.de/files/38563148/Tim_Maia_-_Racional_vol._1.rar.html"&gt;VOLUME 1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://rapidshare.de/files/38563043/Tim_Maia_-_Racional_vol._2.rar.html"&gt;VOLUME 2&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-7975386057093556785?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/7975386057093556785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=7975386057093556785&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/7975386057093556785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/7975386057093556785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2008/02/repeteco-numa-rilex-numa-tranqla-numa.html' title='Repeteco: Numa Rilex, numa tranqüíla, numa boa... (03/2006)'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-4645330334397966698</id><published>2008-02-12T16:01:00.001-03:00</published><updated>2008-02-12T16:59:31.567-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bahia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pérolas que as pessoas dizem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>Direto de Serrinha</title><content type='html'>Uma das coisas que mais me atrái nos meus trabalhos é a possibilidade de viajar. Gosto muito de conhecer luagares novos, pessoas novas, além de que o olhar e os ouvidos de turista ajudam muito na minha coleta de dados hehehe. Fico na minha olhando as pessoas passando, conversando, bem atento aos sotaques e as idiossincrasias (não gosto muito desta palavra, mas não achei outra para colocar no lugar). Sempre que viajo eu volto com muitas histórias para contar, bastante surreais em sua maioria. Desde 2006, quando pela primeira vez um projeto que eu escrevi foi aprovado em uma seleção pública, a viagem era toda especial e eu não vou negar, eu "se sentia até gente". Quando estive no Teatro Sesi Rio Vermelho em 2007 viajei algumas vezes também. Já tive o prazer de viajar dentro da cidade mesmo e mergulhar nos bairros. É incrível como não se sabe nada, não de bom nem de ruim dos lugares onde se mora. Trabalhar em uma área que exige o deslocamento espacial e ainda que tem como objetivo promover a alegria dos outros é muito bom, mesmo sendo cansativo, estressante, cheio de riscos, e algumas vezes se apresentar como um campo minado ou ainda mesmo como uma bomba prestes a explodir a qualquer momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa foi a segunda vez que vim para Serrinha. Da outra vez eu vim ouvindo uma banda chamada LCD Soundsystem e outra chamada Suburban Kids With Biblical Names. Dormi basicamente todo o percurso. O ônibus, mesmo sendo comercial era razoavelmente confortável. Também, o conforto acabou ali... Tive um &lt;em&gt;teaser &lt;/em&gt;do que seria meu dia assim que eu cheguei: fui abordado e amaldiçoado por uma cigana e foi uma indaga dispersar aquela figura: lancei os óculos escuros, aumentei o som e fiquei fazendo palavras cruzadas, uns 10 minutos depois ela saiu à francesa. Encontrei o pessoal daqui que se associou ao projeto, foi tudo rápido e super tranqüílo... mas assim que fiquei sozinho... fui almoçar em um PF bem bacana aqui (uma dica: freqüentem PFs... é bom e barato!) e tava lá, na minha. Que feijão delicioso! Frequinho, do dia, com caldo no ponto... ê laiá!... Enfim, tudo ia muito bem até que ouvi um grito: "&lt;strong&gt;você é patético, é???!!&lt;/strong&gt;"sim, era com este missivista que uma mulher estava gritando... foi o bastante para o restauramte parar o que fazia imdeiatamente e começar a me olhar (e rir discretamente para não chamar a atenção da maluca, ou como se diz em bom baianês: "pra não sobrar pra eles"). Ela, não satisfeita, continuou: "&lt;strong&gt;cadê sua filha, sua mulher, sua mãe, seu irmão? Você é maluco, é? comendo sozinho uma hora dessas?&lt;/strong&gt;"... eu, numa altura dessas já queria me afogar no meu suco de mangada ou me esconder dentro de um grão de feijão... mas minha saída foi a melhor: me fingi de louco também e repeti tudo que a maluca dizia ou falava coisas sem sentido (com uma puta raiva e uma vergonha maior ainda!)... ela saiu, voltou, continuou procurando &lt;em&gt;frete&lt;/em&gt;, mas logo achou outras pessoas pra perturbar e desistiu de mim. O melhor foi a explicação que eu ouvi: "Ligue não, esse menino... ela é assim mesmo. Ela é depressiva, toma remédio controlado, mas de vez em quando descontrola e fica assim, toda surtada." E eu só estava aqui há pouco mais de duas horas... ainda vaguei pela cidade porque não achei quem trocasse R$10,00 (como diria minha bisavó, "ééérdaaaaaade..."), um calor de panela de pressão... consegui trocar os dinheiros, fui na lan house e fui ver os pessoal das educações... mais uma vez tudo correu pra lá de bem (acabou que não deu o resultado que eu esperava, mas &lt;em&gt;that's fine&lt;/em&gt;)... fui pegar o rumo para a rodoviária e quandop cheguei no guichê o homem que estava na minha frente na fila invocou que queira uma passagem para MIAMI... e eu, "senhor, você pode comprar a passagem para onde o senhor quiser, mas primeiro eu preciso comprar a minha para Salvador"... e ainda na volta, o buzú veio socado, tava bombano, um happening! E... 5 horas depois eu tava em casa, mogado, mas super feliz: resolvi quase tudo que queria e ainda tive essas experiências estético-etnográficas transcedentais e libertadoras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem hoje foi mais tranqüíla... a aventura ainda ontem: imprimi alguns formulários, meu roteiro de viagem, minhas anotações, separei os cartazes do espetáculo, carreguei o celular. Acordei umas 4, mas só tive coragem de levantar umas 5. Tomei um banho, fiz uma comida bem leve (vitamina de iogurte com morango, mamão e mel), aliás, vai uma dica: antes de viajar o ideal é comer algo leve e beber muita água, assim o trajeto fica menos cansativo. Cheguei na rodoviária e descobri ter perdido o ônibus por alguns minutos... mas sem stress fiquei por lá lendo uma revista e ouvindo ora "Toots and The Maytals", uma banda de dub/reggae das Jamaicas, "Hard-Fi", uma banda indie britânica e a Velha Guarda da Portela (tudo a ver um com outro, mas tudo bem...).&lt;br /&gt;O tempo voou... Quando o buzú chegou, vi sem surpresa que era daqueles de lata de sardinha, mas sem sofrimento entrei e me sentei e comecei a curtir a viagem. Ônibus comercial é sempre um lugar potencial para muitas histórias legais, tem uma rotatividade alta, passa por alguns bairros afastados e, como hoje foi dia de "fazer a feira", muita gente vai de uma cidade para outra próxima (ou nem tanto) na intenção de comprar barato. Logo no início, uma pessoa subiu e outra desceu em um bar (na verdade, um boteco de beira de estrada) chamado &lt;strong&gt;Farmácia Drinks &lt;/strong&gt;(MUITO BOM O NOME!!!! E faz muito sentido: afinal, cachaça é remédio pra um monte de coisa, né?).&lt;br /&gt;Sem pestanejar, corri e prontamente fotografei aquele bar com nome pitoresco. Uma pena que não estava cheio (será que alguma vez fica?). Passei pela aprazível cidade de Feira de Sanata, a Princesinha do Sertão (quem será o príncipe?). Cheguei aqui... de cara levei logo um fora da prefeitura... mas pelo menos o apoio dos artistas locais já garantiu a realização do evento. Tentei fechar um transporte aqui, mas acho que vou ficar com o de Salvador, é mais confiável, eu já trabalho com eles, é melhor e mais sensato. Agora eu tô mexendo em um projeto, no meu currículo lattes e editando meu blog. Blogar é viciante e também libertador... fora que diário de viagem é algo me pega mesmo! Vou ver se consigo agendar algo "na rádia" e se consigo faixas, mas não sei se dá! Tinha pedido a prefeitura... no mais é isso... continua quente pacas. Daqui a pouco eu fecho que vim fechar e vou "si picar" pra Salvador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verão Bahia Ponto Com... esse site é massa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-4645330334397966698?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/4645330334397966698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=4645330334397966698&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/4645330334397966698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/4645330334397966698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2008/02/direto-de-serrinha.html' title='Direto de Serrinha'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-3288721009102486873</id><published>2008-02-11T14:10:00.000-03:00</published><updated>2008-02-11T14:11:13.789-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antropofagia cultural'/><title type='text'>E por falar em antropofagia...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt; &lt;a target="_blank" href="http://www.mp3tube.net/musics/Brucelose-Sweet-child-mine/70365/"&gt;Brucelose - Sweet child mine&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=7,0,0,0" width="260" height="60" id="mp3tube" align="middle" border="0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.mp3tube.net/play.swf?id=ac47f09bbdc8099de019946aec4b1339"&gt;&lt;param name="quality" value="High"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;param name="menu" value="false"&gt;&lt;embed src="http://www.mp3tube.net/play.swf?id=ac47f09bbdc8099de019946aec4b1339" quality="High" width="260" height="60" name="mp3tube" align="middle" allowscriptaccess="sameDomain" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" wmode="transparent" menu="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-3288721009102486873?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/3288721009102486873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=3288721009102486873&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/3288721009102486873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/3288721009102486873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2008/02/e-por-falar-em-antropofagia.html' title='E por falar em antropofagia...'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-2161782236169740963</id><published>2008-02-11T12:31:00.004-03:00</published><updated>2008-04-01T14:34:13.120-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='situações esdrúxulas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='costumes'/><title type='text'>Cansei de ser sexy!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://i152.photobucket.com/albums/s170/sempreon/cansei-de-ser-sexy_foto.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px;" src="http://i152.photobucket.com/albums/s170/sempreon/cansei-de-ser-sexy_foto.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/R7BwrmHEWuI/AAAAAAAAAA8/o13tT3L3i14/s1600-h/Cansei+de+Ser+Sexy_CSS+Suxxx.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/R7BwrmHEWuI/AAAAAAAAAA8/o13tT3L3i14/s400/Cansei+de+Ser+Sexy_CSS+Suxxx.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165752666860837602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Já perceberam o quão "da moda" é a atitude de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;cansar&lt;/span&gt;? Temos o movimento dos cansados com a política, com a violência, com a corrupção (seja lá o que isso signifique) e o melhor de tudo: os que cansaram de ser sexy... Cansar é in... cansar é tudo! (UGHHH!!!! Meu estrômbado!! Meus "rinhos"!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem nunca ouviu falar na banda de "A-la-la-la", vai um breve resumo: a banda faz um som pra lá de bacaninha, mas, assim como o Bonde do Rolê (que mistura pancadão com heavy metal), não passa de uma piada... uma piada das boas, piada sofisticada, inteligente, daquelas que você ouve e faz "hammm..." e depois ri comedido... não é esculacho! É uma piada com eles mesmos, com quem ouve, com quem gosta, com quem perde tempo falando bem ou mal... enfim, não importa. Além de combinar rock, eletro e sabe-se-mais-lá-o-quê, a galera pega pesado no visual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que a dita cuja caiu nas graças de um sem-número de críticos brazucas e gringos,saiu em turnê com Gwen Steffani (eu acho... correct me if I'm wrog, you guys), viajou com o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Klaxons&lt;/span&gt; (essa, sim, uma banda muito, mas muito legal!), mas apesar de tudo, ainda acho que é mais fumaça do que fogo. Aliás, acho até que eles se valem disso e fora que não tem nada mais forte pra uma banda indie do que deslizar de vez em quando para o mainstream. People like confusion...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O hype da banda de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nu rave&lt;/span&gt; paulista (uma combinação de Blitz, com Frenéticas e rock new wave) seguiu tendência ou inventou moda? Reparem só: tá todo mundo se vestindo cansado de ser sexy, êta revival fashion dos anos 80 sem sentido algum... e "tome-le" entupir os nossos ouvidos de sintetizadores do leste europeu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a parte mais curiosa é que rolou uma onda fashion "de com fôça"!! Lá onde eu estudo muitas pessoas andam cansadas, logo de manhã: heavy makeup on, cabelo armado ou com cortes exóticos e combinações de roupa que bailam entre os geeks, os grunges de seattle, os punks de NY e os descolados no maior vibe "cool-cult-kitsch-pop/contra-pop-antifolk-afro-reggae-roots-fashion-poser-i'm better than you, bitch or whateva". O pobrema é que essa onda cansada cresceu!! Lembram de peninha? Tudo era uma brincadeira e foi crescendo, crescendo me absorvendo... Agora temos militantes na área audivisual, na área de teatro, nas pickups das festas, nas faculdades, nas casas, nos escritórios, nos programas de tv... depois do movimento &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;emo&lt;/span&gt;, é a vez do movimento dos que desistiram da beleza, da frivolidade e do hedonismo (ou não? ha-há!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui em Salvador, terra da antropofagia o movimento se fundiu com o da cultura popular (uma cultura popular de elite, não vamos esquecer disso!). Bom, ficou uma indaga... não tá bunito não... aos meus olhos não é coisa de Deus, mas tem quem goste, ô se tem!!!! E o que eu vou fazer? Vou matá? Nãããooo, vou inducá, iscraricê, instruí...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Como reconhecer essas pessoas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro é preciso saber onde elas andam para ou evitar, ou levar um prozac, vallium, rivotrill, gardenal, diazepan ou um porrete!! haha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinemas de arte, shows de bandas indie, teatros (apenas se for peça indie ou algo experimental, gratuito, num lugar sem ar condicionado, onde todo mundo vê o espetáculo em pé, que dura 4 horas, sem intervalo e todos os atores são amadores), bares indie, desfiles de moda (este é um pouco mais restrito, então se você não for das modas, relaxe...) e claro, lojas de cd e bairros boêmios. Aqui em Salvador eles circulam pelo Rio Vermelho, Santo Antônio, Barra e Pelourinho. Alguns freqüentam restaurantes naturebas ou macrobióticos, japas, cantinas italianas (tem que ser italiana de verdade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns desenvolvem sotaques... alguns puxam para o paulista, outros para o gaúcho e outros para o de nordeste... sotaque de salvador só se for muito, mas muito forte! Mas a minoria pega a coisa baiana... no máximo alguns que usam palavras em iorubá, lembrem-se que a baianidade é algo que causa "gíngi"nos cansados... pessoas altamente urbanas, descoladas e vanguardistas: falar "ingual" a Ivete Sangalo é um pecado mortal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o reconhecimento imediato de um cansado é sua indumentária: calças skinny, camisas ora folgadonas ora justas, frases e tênis retrô ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;vintage&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;Bom, no casos dos hombres, eles costumam usar calça de flanela (de preferência uma que pareça ser bem suja e surrada, mesmo tendo custado R$ 989,00 na Osklen), uma camisa com uma foto da Galeria Pierre verger, um óculos de armação grossa, look descabelado, sandália de couro da Barroquinha (mas pode ser da Osklen também), bolsa de lona também da Geleria Pierre Verger ou do Teatro Vila Velha. Eles andam com iPods nos ouvidos ouvindo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Klaxons&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Rapture&lt;/span&gt; e, lógico, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cansei de Ser Sexy&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já as chicas usam calças ultra-skinny (alguns rapazaes tb, vale ressaltar) com camisas com frases inteligentes ou irônicas (e muitas, mas muitas cores cítricas...), os acessórios são os mesmos dos rapazes, com exceção da sandália, que deve ser de cor cítrica e de muitos balangadãs... Ah, e os bottoms, não vamos esquecer dos bottoms (que no meu tempo se chamavam "broches", mas tudo bem...). Alguns costumam cultuar ícones do samba: sofrem com uma nostalgia de uma época que sequer viveram. "Ah, porquê Nara Leão morreu?", escutam cartola, candeia... combinam também com a Banda Black Rio e seu emblemático album "Maria Fumaça" e mais recentemente andam cultuando Caetano Veloso (Cê foi uma mão na roda mesmo!!!). Se isso me incomoda? De forma alguma, mas eu me divirto olhando o mundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Uma incursão no universo dos cansados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais legal dos cansados é sua fina inteligência e seu ar underground e vanguardista (UGH!!). Como curtem cinema alemão, hindu, iraniano (esse é o campeão!!!), comédias francesas, e claro, filmes sobre pessoas desajustadas, de preferência do Gus Van Saint, Lars Von Trier, filmes com Heather Matarazzo (estrela de "Wellcome to the Dollhouse") e similares. Enfim, filmes quando se tem que "entender alguma coisa". Não vou dizer que não curto uns filmes de maluco porque eu gosto, então acabo freqüentando lugares cansados como os cinemas de arte... não tem nada melhor do que esperar o tempo da sessão começar bebendo uma agua gelada ou tomando um café e observar com calma os espécimes em seu habitat natural... é melhor do que ler qualquer revista velha de cinema!!! Os comentários não tem preço!! Eu nuca fui munido de bloco de notas (o meu "Bloc", o blog físico... hehehe), mas me prometi levar sempre e anotar sem muitos compromissos alguns trechos das palestras (ou seraim &lt;span style="font-style: italic;"&gt;lectures&lt;/span&gt;) sobre cinema, política e economia nas narrativas audiovisuais... e melhor ainda são os diálogos após a sessão... Ano passado fui para a jornada de cinema (ou semináriode audiovisual... nunca lembro) assistir aos filmes "Yahansã" e "O Baixio das bestas", o primeiro é super bacana, mas o segundo... enfim, melhor do que os dois filmes foi a platéia... &lt;span class="style1 style2 style2 style2 style3"&gt;&lt;span class="style5"&gt;Karim Aïnouz (também diretor de "O Céu de Suely" e "Amarelo Manga") falava algo sobre o circuite de cinema que existia entre Pernambuco e Bahia e lembrou que "as pessoas do Sul" chamava este grupo de "Pe.Ba"... alguém do meu lado (ô sangue...), levantou e bradou "É PEBA, MAS É BOM!!!!!!!! UHUUUUU!!!", depois foi acompanhado por "VIVA O CINEMA BAIANO!! SALVE O CINEMA BRASILEIRO!!!!"... e ainda pra completar meu querido Karim gritou "EU FAÇO CINEMA PARA NÃO ME RASTEJAR!!!.. claro que o Teatro Castro Alves veio abaixo e o cara teve uma ovação (como eu queria que ovação significasse "jogar ovos sem parar" naquele momento) e os comentários depois do filme? "Feroz!", "Áspero", "Transcedental", "Violento, pujante!"... eu não consegui entender muita coisa do filme, mas atribuo isso a minha burrice e chatice...  o que fazer com os cansados? Não sei, acho que cansei... ou melhor, eu não canso nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O verão tá aí. Curta o verão. Curta metragem. Eu tô curtindo (e sem cansar!)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-2161782236169740963?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/2161782236169740963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=2161782236169740963&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/2161782236169740963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/2161782236169740963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2008/02/cansei-de-ser-sexy.html' title='Cansei de ser sexy!'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/R7BwrmHEWuI/AAAAAAAAAA8/o13tT3L3i14/s72-c/Cansei+de+Ser+Sexy_CSS+Suxxx.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-2732036291079510</id><published>2008-02-11T03:18:00.001-03:00</published><updated>2008-03-23T23:30:47.466-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pérolas que as pessoas dizem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Inzêmprios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sotaques'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='textos escritos nas madrugadas sem dormir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='baianidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falando errado'/><title type='text'>Insônia + inspiração = ?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/R7AGNmHEWrI/AAAAAAAAAAk/CYFcB8qsweo/s1600-h/simpsons---beatles-2576.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/R7AGNmHEWrI/AAAAAAAAAAk/CYFcB8qsweo/s320/simpsons---beatles-2576.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165635603232217778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tô de volta!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Coisas que ouço por aí... Quero deixar bastante claro que o objetivo deste post não é diminuir, ofender ou humilhar, muito pelo contrário.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;É curioso como a inspiração não tem hora para chegar. No caso da minha, ela acompanha o dono: é instável, incontrolável e, como bem diz a boa baianidade nagô, de veneta. Não, eu não acordei 3 horas da manhã para blogar... a vontade de escrever é muita, mas não chga a me controlar e torturar [tanto] assim. Já estou no computador desde cedo trabalhando, ouvindo música e lendo notícias. Hpje, mais precisamente a partir do final da noite, eu resolvi colocar tudo em dia (ou, como diriam alguns "colocar tudo em dia&lt;b&gt;&lt;i&gt;s&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;"): fechar planejamento de projeto, atualizar orçamento, revisar texto. E já que era pra acabar com as pendências acumuladas, por que não atualizar o brógui? Não tenho idéia de quem leia o que eu ando escrevendo "aforamente" os amigos que falam que costumam ler (e, eventualmente, cobram atualizações).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Mas eu vou falar sobre o quê? O calor da cidade? A brisa fresca do verão? Da praia de Amaralina? O camarote do ministro Gil? Dos prêmio Grammy? Dos cartões coorporativos? Do Rombo da Previdência? Da crise americana? Da greve dos roteiristas? Nada disso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;Ni que eu tô aqui no tecrado&lt;/i&gt;, vou tratar de um assunto que muito me atrai: flagrantes de diálogos nos lugares mais triviais. &lt;i style=""&gt;Por inzemprio&lt;/i&gt;, pode ser um sotaque, gírias, arcadismos, pequenos desvios da norma culta, conversas tortas (um dia eu ainda posto aqui com calma a definição de “conversas tortas”). Eu sou fã declarado dessas pequenas jóias que andam pela rua esperando pelo descobrimento e registro!! Meu ainda parco repertório foi à baila algumas vezes durante o carnaval quando, sem querer eu acabei protagonizando um show amador de &lt;i style=""&gt;stand up comedy&lt;/i&gt; lá pelas Guarajubas. Confira e se deleite (ou não, você é que sabe de sua vida!)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;*****  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;"Tô com os &lt;i style=""&gt;orvalho&lt;/i&gt; &lt;i style=""&gt;framado&lt;/i&gt;, preciso fazer uma &lt;i style=""&gt;tonigrafia computadorizada&lt;/i&gt;..."&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;"...Corre e me dá a chave do &lt;i style=""&gt;cadeal&lt;/i&gt;... porque se eu perder o &lt;i style=""&gt;oins &lt;/i&gt;não tem &lt;i style=""&gt;coins &lt;/i&gt;pra mim..."&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;***** (essa eu aprendi em Guarajuba)&lt;br /&gt;Homem 1: É &lt;i style=""&gt;colé &lt;/i&gt;ou &lt;i style=""&gt;colí&lt;/i&gt;? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Homem 2: Rapaz, eu acho que é &lt;i style=""&gt;Colí... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Homem 1: Ô galera da &lt;i style=""&gt;colíografia&lt;/i&gt;...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;*****&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mulher 1: Vem cá, o certo é &lt;i style=""&gt;probrema &lt;/i&gt;ou &lt;i style=""&gt;pobrema&lt;/i&gt;?&lt;br /&gt;Mulher 2: Os dois estão certos... &lt;i style=""&gt;probrema&lt;/i&gt; é próprio da pessoa, é de dentro pra fora, é da pessoa para o mundo. “PRÓbrema MEU, não se meta!”. E &lt;i style=""&gt;pobrema&lt;/i&gt; é dos outro. “O pobrema é seu... não me conte seus pobrema...”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;*****&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;"Maria, &lt;i style=""&gt;Valeu&lt;/i&gt;! (nota de tradução: Maria, &lt;i style=""&gt;Valei-me&lt;/i&gt;!)"&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; "&lt;/o:p&gt;Isso aqui está um &lt;i style=""&gt;froco &lt;/i&gt;de violência e prostituição"&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; "&lt;/o:p&gt;Minha amiga agora ta ganhando bem: tá trabalhando numa &lt;i style=""&gt;ponta&lt;/i&gt; entrega"&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; "&lt;/o:p&gt;&lt;i style=""&gt;Cuz-cuz crã&lt;/i&gt; (Ku Klux Klan)"&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;"To ficando com meu sistema &lt;i style=""&gt;nelvoso&lt;/i&gt;!"&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;"Eu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;si&lt;/span&gt; retei com a situação e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;si mi piquei&lt;/span&gt; daquele lugar"&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;(essa próxima eu não tive o deleite de testemunhar, mas meu irmão me contou... aconteceu durante os trabalhos funerários de ACM)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;"Ele não vai morrer nunca: é que nem &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Elvis Nelsis&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;(&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Esta próxima aconteceu na fila da Caixa &lt;i style="font-weight: bold;"&gt;Econônica&lt;/i&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;Federal, em Jequié)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Uma mulher contava em detalhes de como foi assaltada quando disparou sem dó: "é verdade, menina, &lt;i style="font-weight: bold;"&gt;fui testemunha ocular de tudo&lt;/i&gt;!" (MUITO BOM!!! Um desafio às da física inclusive... só a quântica explica... é contigo Stephen Hawking)&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;*****&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Memoirs of a blogger-boy: Time 2 Get U nostalgic, babe!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;Tá bom, &lt;/o:p&gt;eu admito: eu era uma criança chata (nasci cheio de sarcasmo e curiosidade... eu sou chato! O que posso fazer?Ainda mais que esse é o meu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;charming. &lt;/span&gt;As pessoas só gostam de mim por isso!). hehehe&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tive uma professora que costumava dizer que as nuvens eram enormes pedaços de gelo e que a chuva era o gelo derretendo... e que aquelas chuvas de granizo que acabam meio mundo ocorrem quando as nuvens estão muito perto do solo e não dá tempo para o gelo derreter... Acho que um desses gelos caiu na cabeça dela... &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Depois da alfabetização (ou alguma das primeiras séries) eu passei a desgostar o dia do folclore, dia do índio e similares por causa de uma professora... Ela disse em aula que "todo dia era dia de índio" e que a gente ia se vestir de índio pra "lembrar que os índios existiam". Eu perguntei inocentemente: “porque índio se veste com roupa de papel?” A resposta foi, como era de se esperar super bruta – não sei se é um axioma, mas chega perto: professor(a) de criança é sempre um doce, são ladies educadas nos melhores colégios da Suíça, conservatórios franceses e universidades londrinas... tão delicadas como um javali. Bom, depois da resposta rola sempre a risada das crianças que espreitam pela miséria alheia como urubus à carniça. Eu ainda achei de completar meu raciocínio: “sim, &lt;i style=""&gt;pró&lt;/i&gt;, mas porque todo dia é dia de índio, mesmo? Ninguém nunca fala de índio... mas hoje tem que usar roupa de papel... porquê?” Mais delicadeza... Daí desenvolveu-se neste humilde missivista uma antipatia aos &lt;i style=""&gt;dias&lt;/i&gt;... o dia das mães e dos pais, aniversários e o 31 de dezembro foram preservados, mas todos os outros não desciam e era um verdadeiro suplício participar dos eventos escolares... o melhor da escola é que ela passa.. alias, até uva passa!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;          &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Essa, infelizmente eu não é uma lembrança, mas uma anotação que eu li em uma das agendas da minha mãe. Eu devia ter uns dois ou três anos e passei a tarde fazendo arte e viajando no meu fantástico mundo de Lucas – de certa forma, eu ainda faço isso e estou fazendo agora também! :) – quando minha mãe me falou que não estava nem um pingo satisfeita... eu inocentemente (ou não?) respondi na lata: “o que é um pingo?” E acabou a briga... hehehehe&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;Eu tenho sangue pra maluco... e quando eu falo de maluco eu me refiro aos que fugiram do Juliano Moreira ou ainda não foram... são os patológicos mesmo... não vou contar de todos que já me abordaram, só dos mais terríveis!&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Uma certa feita, estava este missivista que com carinho e humildade vos escreve esporadicamente, andava pelo Corredor da Vitória, quando avistou longe um doido... “Esta maluco vai procurar história... tsc, tsc”... não deu outra... de todas as pessoas que vagavam pela Vitória, e saía gente pelo ladrão por causa do horário (por volta de seis horas), quem o maluco abordou? Passou por mim e não disse nada, apenas &lt;b style=""&gt;gritou&lt;/b&gt; no meu &lt;b style=""&gt;ouvido&lt;/b&gt; e continuou andando... e o pior é que não tinha um lugar sequer para enfiar a cabeça de vergonha... Da outra vez não houve abordagem direta mas foi, &lt;i style=""&gt;a nível de experiência pessoal enquanto vivência humana e conhecimento dos sujeitos sociais que controem a comunidade&lt;/i&gt;, igualmente interessante (isto é, tragicômico... ¬¬). &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Fui ao Banco do Brasil de lá do Campus de Ondina, até aí normal. Maluco não costuma freqüentar banco, ou costuma? Na época o banco do ainda não era conveniado ao Governo do Estado, então era uma agência que estava sempre vazia... só enchia mesmo em época de bolsa, estágio, etc, e ainda assim eram funcionários, professores e alunos da UFBA, era bastante tranqüílo.&lt;i style=""&gt; Ni que eu estava lá&lt;/i&gt; entra um doido de primeira qualidade: roupa surrada, cabelo tão surrado quanto a roupa, cara de Seu Madruga, olheira e cheiros... já preparado para um possível ataque, me blindei: coloquei os óculos escuros, boné caindo na testa e aumentei o volume do som. Eis que vi um reboliço e parei pra ver (e melhor: ouvir). O doido gritava insandecido, “OU ME DÃO MEU DINHEIRO, OU VOU EMBORA DO PLANETA”. Ele não parava de repetir isso... o mais inusitado é que o sujeito tinha mesmo tutu no cofre do Banco do Brasil e teria de voltar na manhã seguinte... aí ele o tempo fechou “EU VOU EMBORA DESSE PLANETA!!!... E PORQUE É DOIS SOFÁS, E DEUS SÓ FAZ DUAS VEZES... EU VOU EMBORA DESSE PLANETA!!!... E PORQUE É DOIS SOFÁS, E DEUS SÓ FAZ DUAS VEZES...”... E saiu praguejando porta afora. Lembram que o BB levou um tempo que era “Banco da Maria”, “Banco de Marcos”... pois eu chamava de “Banco do Maluco”... &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;*****&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Depois vem mais! A criatividade humana é infinita e eu tenho ouvidos afiados e uma boa memória...&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;*****&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-2732036291079510?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/2732036291079510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=2732036291079510&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/2732036291079510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/2732036291079510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2008/02/insnia-inspirao.html' title='Insônia + inspiração = ?'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/R7AGNmHEWrI/AAAAAAAAAAk/CYFcB8qsweo/s72-c/simpsons---beatles-2576.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-5382235852705182290</id><published>2008-01-06T12:53:00.003-03:00</published><updated>2008-02-11T12:25:44.782-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bahia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vida noturna'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura baiana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='boêmia'/><title type='text'>Arte baiana: um espetáculo para cadeiras e paredes</title><content type='html'>&lt;a style="font-family: arial;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/R7AMgWHEWtI/AAAAAAAAAA0/A953DONN3fg/s1600-h/Pink+Panther.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/R7AMgWHEWtI/AAAAAAAAAA0/A953DONN3fg/s400/Pink+Panther.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165642522424531666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Sim, este missivista da província está de volta... se até quem é morto aparece, porque os vivos também não podem?! Dirrube  a praca de acidente de trabalho na sua empresa, patuléia! ZERO DIAS SEM ACIDENTE COM AFASTAMENTO!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Salvador é uma cidade interessante, torna-se ainda mais interessante durante a noite nos redutos de boêmios e artistas. Parece-me impressionante que em cada esquina que vai do Rio Vermelho ao Santo Antônio, todos (pelo menos a maioria) os artistas nas mais variadas espécies (atores, diretores de teatro, instrumentistas, cineastas, arte-educadores, vídeo-artistas, artistas plásticos, fotógrafos, publicitários, compositores, produtores) concebem idéias incríveis sobre temas quaisquer, entre uma bebida e outra, a luz do mais vago possível. Essas idéias têm níveis de complexidade alterados à medida que o teor alcoólico, ou nível de efeito de entorpecentes, aumenta e diminui. São filmes, espetáculos de teatro, exposições fotográficas, trabalho artístico em periferias, resgate da cultura popular (ou da famigerada cultura de raiz, UGH!), democratização da cultura (este então é um filão!). Trata-se, enfim de idéias revolucionárias que trarão, contudo, fama e fortuna para os realizadores e porventura trarão melhorias a vida de todos os envolvidos, saciando a “sede de cultura e arte que existe nessa cidade envolta às trevas que é Salvador” (acreditem, eu já ouvi isso! se não quiserem acreditar não acreditem, ué...) &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Para aqueles que nunca experimentaram uma noitada em um reduto boêmio, recomendo em doses altas sem contra-indicações: é uma ótima terapia! No mínimo pode ser uma incursão etnográfica igualmente terapêutica...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Com o passar das horas, e a chegada do dia (seriam os artistas na verdade vampiros que vieram da Romênia pra Salvador?), estas idéias brilhantes voltam para o lugar de origem: as gavetas mentais. Ficam acumulando poeira por toda a vida. Algumas vezes elas são ressuscitadas, em outra mesa, em outro bar, talvez sim, talvez não ¬¬ &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Mas nem só de idéias que ficam em gavetas vive a noite baiana! Alguns artistas e/ou produtores conseguem converter estas idéias brilhantes em projetos de fino trato e extremo bom gosto, mas inevitavelmente, o destino destes projetos é uma gaveta, de outra natureza, já não é mais a mental, mas uma gaveta real, em um escritório ou em um quarto. Os motivos são inúmeros, mas o principal argumento é que não basta só uma boa idéia na cabeça, nem um bom projeto nas mãos, mas articulação política para obter financiamento. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Há ainda um terceiro tipo de criatura noturna, o nem sempre bem-vindo artista que tem uma idéia não tão brilhante, um projeto de gosto posto em xeque, e que realiza ações não tão fantásticas nem transformadoras. Ele não tem boas idéias, mas conhece os mecanismos de financiamento de projetos culturais (Leis de incentivo, editais, seleções públicas, prêmios) e patrocínio e é aquela pessoa que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sabe&lt;/span&gt; fazer, obviamente é aquela pessoa que tem uma circulação em ambientes privilegiados ou muita, mas muita cara-de-pau. Em geral o argumento utilizado para criticar o trabalho deste último ser, o "homo espertus totalis", é a  sempre duvidosa qualidade do trabalho. Seja lá o que for e quem qualifique o quê... afinal todos são críticos de arte, futebol e ciência política sem sequer ter estudado uma única linha a respeito e são exímios críticos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;No carnaval, por inzêmprio, fica claro (ou pelo menos para aqueles que trabalham na área ou têm alguma informação sobre as leis de incentivo) que alguns blocos foram financiados pela lei federal, o que é legalmente possível, mas eticamente questionável e inclusive coloca em xeque a função da lei e as prioridades (e olha que hoje essa lei é milhões de vezes mais acessível, mas que los hay los "homo espertus totalis"... ah, com certeza!). Os blocos vendem abadá e podem receber patrocínio direto, afinal o dinheiro público deve permancer público! Ou a inversão de valores pode? Os povo só quer saber dos cartões coorporativos... não tá bunito, não...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Na verdade o que eu costumo questionar vai um pouco além disso, porque querendo ou não, com ou sem interesse público, a cultura emprega bastante (e ainda está com uma capacidade subaproveitada), no entanto como é que se orientam os critérios de pagamento? Afinal, um show tem roadies, técnicos de som e luz, eletricistas, diretores de arte, de criação, produtores executivos e por fim os coordenadores. Qual o valor justo para pagar um profissional da cultura? Até que ponto o enriquecimento na área é perverso? Não penso apenas nos desvios de verba em projetos culturais, que todos nós sabemos que existe (como em qualquer outra área, je suis très désolé, muchachos). Me refiro ao serviço prestado, para quem é oferecido, se há necessidade, se há interesse (anterior ou posterior) público e, principalmente, se há competência por parte do realizador. Este pensamento leva a um diálogo (chato) entre as questões legais, morais e éticas (eterno...). Independente de uma prestação de contas errada (seeeei ¬¬) ou de um projeto cultural faraônico ou proporcionalmente faraônico, o que carece de um critério objetivo quanto ao pagamento dos envolvidos em acordo com o porte do projeto. E o que vemos é justamente uma disparidade imensa entre os eventos e projetos mega e os eventos mini, inclusive uma escala inversamente proporcional no pagamento de equipe. Como assim? Quanto maior o projeto menos se paga aos prestadores de serviços mais pesados (e muitas vezes fundamentais). Em projetos pequenos, como o orçamento deve ser otimizado, não dá pra um coordenador ganhar 10, 20 ou 50 vezes mais... enfim...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;O absurdo relativismo e subjetivismo com o qual são lidados determinados projetos me ofendia muito, hoje eu relaxei e relativizo também... haha&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Outro ponto que sempre escuto é as boas idéias não são venais e que mesmo não comprando sapato, não se pode andar sem poesia. Aí chegamos em um dilema tolo, ou melhor, um falso dilema... procuramos o vilão errado no lugar errado e evitamos qualquer possibilidade remota de um diálogo e partimos para a caça às bruxas... Bons produtores, qualidade artística versus bons negociantes. Situação cômoda da maior parte dos produtores (sejam eles do grupo dos excluídos ou não) ou aqueles os empregos de repartição pública (seja de natureza cultural ou não)... ficam nas repartições e pegam umas migalhas do governo em editais e seleções para fazer um filme para passar na sala de casa para os amigos ou enviar pelas listas de discussão a sua master piece...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Como se resolve o problema? Não sei, se eu soubesse já tinha resolvido e ficado rico com a solução. Hoje, com a coisa pública mais transparente e a prioridade para projetos culturais menores (que pagam mais em relação aos grandes), as coisas já estão melhores. No cenário local ainda encontramos aberrações (e vamos encontrar sempre...). O que acredito que pode contrbuir é a criação de um circuito organizado e sistematizado de produção e consumo de arte e cultura e a busca pela independência das leis de incentivo: cara e coroa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-weight: bold; font-family: arial;"&gt;A mídia: o demônio encarnado; Os produtores: Van Hellsing ou Buffy?!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;É curioso que neste processo de produção de arte e cultura, aém dos artistas e produtores, mais duas entidades desempenham um papel fundamental: os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;media&lt;/span&gt; e os públicos. "A mídia" opera sempre colocando os produtores como pessoas de índole duvidosa e que buscam vida fácil, seja em seus veículos de informação ou nos de entretenimento: haja vista o filme "The Producers" e, aqui no Brasil, a nossa querida novela "Celebridade". O produtor e "a mídia" travam batalhas homéricas, um sempre ataca o outro e sempre tenta proteger o (suposto) ser mais frágil: os públicos&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O público: vilão ou vítima?&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Sempre se recorre a ele; é a causa de tudo! Temido e amado, o público, ou melhor os públicos (seja na cultura, na política ou na comunicação) é o ser mais evocado e menos conhecido, salvo algumas raríssimas exceções. O público é sempre suposto, não se pode prever o público antes, não se pode saber com certeza se o livro x ou y será um sucesso de vendas, mas pode-se analisar o contexto no qual o livro é lançado, determinados quadros de recepção, valores, comunidades interpretativas etc. Contudo, o público-alvo nada mais é do que uma extensão do chamado leitor-modelo de uma obra ou do consumidor-modelo de um produto. Suposto, mas nunca previsto, classificado, mas nunca conhecido. Claro, as ferramentas de análise de públicos e mercados são bastante eficientes e apontam para alguns sintomas, sinais, mas não dão conta do público, uma vez que são movimentos pessoais dispersos enquadrados em uma unidade (i.e estão todos assistindo ao mesmo filme na mesma sala, com idades próximas e moram próximos). Daí no ponto de vista de alguns artistas e produtores chegamos ao ponto forte: é preciso educar o público para que ele tenha liberdade de escolha (que liberdade é essa eu não sei, mas tudo bem... eu sou meio burro!) e possa se livrar das &lt;span style="font-style: italic;"&gt;menitras da mídia&lt;/span&gt; e das garras dos "homo espertus totalis" e possa consumir produtos culturais de qualidade. blé...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;As (péssimas) escolhas do público&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Claro que nem todo o público é vítima da "globo": alguns tem formação escolar completa, nível superior, mestrado, doutorado, pós-doc... moram em bairros centrais, possuem carro próprio e grana para consumir a vida cultural da cidade (eventos pagos e gratuitos), mas ainda esses fazem as mesmas escolhas (erradas) do público dito mais "frágil". Como isso se explica? Também não sei, se eu soubesse já tinha explicado e ficado rico! E aí voltamos para a...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A pedagogia da arte e cultura&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;A pedagogia da cultura me irrita muito! Primeiro porque os argumentos de determinados artistas diante da cultura de massa ou da cultura popular sempre saem do mesmo lugar e para ele retornam: o descaso com o público e o desrespeito com o público. Uma estratégia muito baixa para vilanizar os dois outros  pilares do mercado cultural (público e os media) e assim isentar-se de efetivamente fazer um trabalho... ah, não vamos esquecer do governo que é sempre o culpado por todos os três...  E lá vamos nós na ciranda da cultura... troca de farpas, vernissages, muitos abraços, beijos, bebidas e idéias, muitas idéias, muita cultura e muita elocubração!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Bom, acho que já falei demais por hoje... mas eu gosto deste assunto e não falei nada ainda... foram apenas pensamentos soltos que eu fui tentando colar...&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;No mais, prefiro deixar os pés no chão... as boas idéias, como já disse, são terapêuticas, sonhar é bom e não custa muito dinheiro!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Idéias não brotam nas árvores, nem se colhe banana plantando batata, já diz a sabedoria de Itaparica&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-5382235852705182290?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/5382235852705182290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=5382235852705182290&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/5382235852705182290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/5382235852705182290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2008/01/arte-baiana-um-espetculo-para-cadeiras.html' title='Arte baiana: um espetáculo para cadeiras e paredes'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_OBh24Szr6h8/R7AMgWHEWtI/AAAAAAAAAA0/A953DONN3fg/s72-c/Pink+Panther.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-6672704555684998919</id><published>2007-12-20T11:31:00.005-03:00</published><updated>2008-02-21T23:04:28.045-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='costumes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='textos escritos nas madrugadas sem dormir'/><title type='text'>Minha vida de trabalhador 1: O profissional multifacetado não é (tão) multifacetado assim</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.visaoreal.com.br/220x152_Aspones%202.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 221px; height: 152px;" src="http://www.visaoreal.com.br/220x152_Aspones%202.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Minha (ainda) parca experiência profissional foi muito divertida... apesar da pouca idade eu já trabalhei em ONG, empresa pequena, empresa grande, trabalhei sozinho, trabalhei com gente de tudo que é tipo: artista, capitalista, socialista, niilista, xiita, evangélico e candomblezeiro, gente honesta, picaretas, embromadores e loucos... O mais interessante é que em todos os casos o que eu mais vi foram pessoas com muita fé cênica, ou melhor, só fé cênica. Claro que eu também tive a (boa) sorte e encontrar pessoas que além a fé cênica tinham, efetivamente, alguma coisa a dizer, e o mais importante, alguma (ou muita) coisa relevante.&lt;br /&gt;Em quase 4 anos de.... well er... hmmm... bom, 4 anos de carreira, mesmo... uma das coisas que eu achei mais engraçada foi que em muitos lugares por onde eu passei eu sempre ouvi conversas (e até participei de palestras e treinamentos) sobre a noção de inteligências múltiplas, inteligência emocional, profissional multicapacitado, multimídia, multiuso e por último, o fragmentado e o multifacetado. Tudo isso por quê estamos imersos em um suposto cenário global de aproximação e fragmentação dos sujeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tudo pós-moderno, pós-punk, pós-grunge, pós-indie e pós-cansei de ser sexy!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso estar enganado, é bem provável que eu esteja. Mas queiram me prestar a gentileza de seguir comigo este raciocínio. Vocês lembram quando as mães de vocês diziam para fazer uma coisa de cada vez? Ou quando o seu professor de física disse que dois corpos não ocupam o mesmo tempo e espaço em toooooodo o universo? O seu professor de física podia até não gostar muito de você, mas sua mãe devia gostar.. e quem ama não mente (blé?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desculpa de múltiplos apredndizados e múltiplas aptidões, derrubada de paredes em escritórios para "fazer com que as pessoas convivam, se ouçam e se vejam" (UGH!!!Meu estômago!!! Meus rins...) não passa de um modismo de uma corrente da administração (ou algum similar seu) que bebe na maravilhosa &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;auto-ajuda&lt;/span&gt;, e pior, que justifica por exemplo a redução na contratação ou simplesmente no corte de funcionários. Fora que a onda do "faça-você-mesmo" é um saco... e ainda sustenta muito palestrante mundo afora.&lt;br /&gt;É preciso ser multifacetado porque o mundo é fragmentado: as idéias, os fatos, a vida... e como não podemos dar conta de uma totalidade, ela é abordada em múltiplos ângulos. Bonito, não? NÃO! Tudo balela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que o acúmulo de funções, além de ser cansativo, faz cair a produtividade...  Mas a culpa não é de uma jornada de trabalho de 10 horas e com 4 funções, mas da fragmentação da comunicação, da cultura, do pensamento, da televisão, é da globo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou careta! Fora com as multi/trans/inter/pluri/alfa&amp;amp;ômega... e vamos voltar a ser convencionais e meio fechados... porque é assim que nós somos... não me refiro às idéias, às posturas políticas e de como lidamos com valores partilhados socialmente, sobretudo quanto aos conceitos e pré-conceitos que todos temos. Acredito que as pessoas podem e devem fazer de tudo um pouco, até para entender o papel dos outros e localizar melhor seu espaço numa cadeia produtiva qualquer! Mas cada um de nós não desenvolve uma coisa melhor do que as outras (e do que as outras pessoas também) e, inclusive, vive disso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito até que as coisas andam fragmentadas e que a gente estuda vendo tv, ouvindo música, falando ao telefone... mas acredito também que estudar ouvindo música (bem como fazendo outra coisa qualquer) constitui uma experiência diferente de estudar apenas,  mas são situações distintas.Todo o esforço feito pela mente é concentrar e focar para dar uma unidade ao fragmentado, impedindo que a musica e o estudo se anulem, tendo em vista realizar uma única atividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, o profissional multifacetado não passa de uma cruel extensão do exemplo supracitado: é um assessor de comunicação (ambientado noas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;novas tecnologias&lt;/span&gt; todas, sabe lidar com Corel, Photoshop, Page Maker, Excell), produtor executivo, recepcionista, bilheteiro e, conforme a necessidade, um técnico, motorista ou telefonista. Mas ele só pode ser uma coisa de cada vez, afinal ele é um só e um é um, dois é dois... um não pode ser dois (a não ser que Stephen Hawking me prove por a+b+delta). Tudo que este coitado tenta fazer é dar uma unidade lógica para o que faz, se não ele enlouquece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrem que tudo que fazemos remete ao ato de conferir unidade a situações dispersos.&lt;br /&gt;Ler, por exemplo vem de "legere" (colher), alguns defendem que vem de "por junto". E é isso que fazemos quando lemos qualquer coisa: colocamos letras em ordem, colocamos palavras em ordem, identificamos idéias expressas e lhes conferimos significados.&lt;br /&gt;Então porque as pessoas têm que ser multifacetadas? Bom, primeiro porque existe a nossa queria amiga, fogueira da vaidades... e dizer que é uma pessoa bombrill é algo que impõe respeito (para mim mesmo não impõe PN, mas nem todos são iguais a mim).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bonitinho, mas é ordinário! Pule essa fogueira: seja um profissional arcaico!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-6672704555684998919?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/6672704555684998919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=6672704555684998919&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/6672704555684998919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/6672704555684998919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2007/12/minha-vida-de-trabalhador-1-o.html' title='Minha vida de trabalhador 1: O profissional multifacetado não é (tão) multifacetado assim'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-116406898858609511</id><published>2006-11-20T21:27:00.000-03:00</published><updated>2006-11-20T21:29:48.606-03:00</updated><title type='text'>Youtube Goodies: use com moderação...</title><content type='html'>Alerta: cuidado com o que você vai ver...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinderela Baiana&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6HDvaLOq-6Y"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/6HDvaLOq-6Y" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dunas do Abaeté: Carla Perez, a cientista política militante do PC do B, faz um emocionante discurso vestida de odalisca e coroa com a dança do Tchan... LINDO!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-116406898858609511?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/116406898858609511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=116406898858609511&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/116406898858609511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/116406898858609511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2006/11/youtube-goodies-use-com-moderao.html' title='Youtube Goodies: use com moderação...'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-116386433963683324</id><published>2006-11-18T12:38:00.000-03:00</published><updated>2006-11-21T13:44:23.160-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;blockquote style="font-weight: bold; color: rgb(153, 153, 0);"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;em pontos de ônibus, filas de banco, andando pela rua, em lojas de departamento, há sempre diálogos muito interessantes... coloco alguns que eu coleciono ("traduzidos", inclusive)&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-  &lt;b style=""&gt;ni que&lt;/b&gt; a coisa aconteceu... [&lt;b style=""&gt;no que&lt;/b&gt; a coisa aconteceu...]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;-  você não tem &lt;b style=""&gt;cacique&lt;/b&gt; para falar isso comigo! [você não tem &lt;b style=""&gt;cacife&lt;/b&gt; para falar isso comigo!]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;-  não... não foi um acidente de grandes &lt;b style=""&gt;profissões&lt;/b&gt;, não... O motorista só feriu o &lt;b style=""&gt;superfilho&lt;/b&gt; esquerdo...    [não... não foi um acidente de grandes &lt;b style=""&gt;proporções&lt;/b&gt;, não... O motorista só feriu o &lt;b style=""&gt;supercílio&lt;/b&gt; esquerdo... ]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;-  é isso aí e &lt;b style=""&gt;pronto&lt;/b&gt; final! [é isso aí e &lt;b style=""&gt;ponto&lt;/b&gt; final]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- no &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mímino no mímino&lt;/span&gt;... [&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;no &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mínimo no mínimo&lt;/span&gt;...]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;-  Já comprou o aparelho de &lt;b style=""&gt;DDV&lt;/b&gt;? [Já comprou o aparelho de &lt;b style=""&gt;DVD&lt;/b&gt;?]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;* DVD pode ser chamado também de "DDD"&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;-  Ela cria os filhos cheia de &lt;b style=""&gt;filogamía&lt;/b&gt;! [sinceramente eu não sei o que "filogamia" quis dizer... imagino que seja filosofia, mas ainda assim não sei! Talvez seja "psicologia" ou "pedagogia"... ¬¬]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -&lt;br /&gt;depois eu posto mais!&lt;br /&gt;- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;**** Há ainda aqueles pequenos desvios que chegam a irritar um pouco aos ouvidos de alguns mais exigentes (ou pela exigência dos que ouvem ou porquê são erros, de fato, crassos), como aquelas trocas sutis de vogais, inversão de sílabas ou tonicidades truncadas, enfim! &lt;b style=""&gt;Por inzêmprio&lt;/b&gt;, substituir &lt;b style=""&gt;direitor&lt;/b&gt; por &lt;b style=""&gt;diretor&lt;/b&gt; ou ainda a famigerada &lt;b style=""&gt;encicoplédia&lt;/b&gt; por &lt;b style=""&gt;enciclopédia&lt;/b&gt;... já a troca de consoantes não só não é muito irritante como sempre acaba soando engraçado. "Tenha cremência de mim", "craro que eu vou", "o menino tá tocando aquele tecrado insuportável o dia todo". Formas subliminares de dominação e poder?! Craro, Cróvis! Não que este seja meu norte, mas existe, sim, muito e não pouco... Se classifica quem são as pessoas (e se definem determinados papéis, determinadas formas de posicionamento) a partir da maneira que elas falam, inclusive afirmar que há um "português correto" e um, supostamente "incorreto"... eu só me divirto com as viagens...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-116386433963683324?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/116386433963683324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=116386433963683324&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/116386433963683324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/116386433963683324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2006/11/em-pontos-de-nibus-filas-de-banco.html' title=''/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-116383982302442513</id><published>2006-11-18T05:43:00.000-03:00</published><updated>2006-11-18T23:52:35.180-03:00</updated><title type='text'>Youtube goodies</title><content type='html'>Se você é um(a) verme de internet, ou simplemente faz parte daquela tribo dos que não tem o quê fazer e vão fuçar o que a rede oferece (blogs, flogs, vlogs, orkut, youtube etc), já deve ter ouvido falar em "Rivaldo, sai desse lago" e "Tônico com Guaraná": um é um vídeo hindu e outro, creio eu, ser árabe. Os clipes já são bem surreais, e mais surreal ainda foi a galera que legendou esses vídeos. coloco os links abaixo! Divirtam-se, meus caros leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rivaldo, sai desse lago&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1lsy22BdJJA"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/1lsy22BdJJA" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="350" width="425"&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tônico com Guaraná &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/rcsf24fX8Ow"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/rcsf24fX8Ow" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="350" width="425"&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Thriller (versão Bollywood)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/jWit8ckPkxg"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/jWit8ckPkxg" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="350" width="425"&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O jardineiro é Jesus&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4E1QsUTtIP4"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/4E1QsUTtIP4" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="350" width="425"&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-116383982302442513?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/116383982302442513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=116383982302442513&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/116383982302442513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/116383982302442513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2006/11/youtube-goodies.html' title='Youtube goodies'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-116383685173871896</id><published>2006-11-18T04:19:00.000-03:00</published><updated>2006-11-18T23:57:30.833-03:00</updated><title type='text'>por inzêmprio: notas de rodapé pra iscraricê!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Super Mário Bros é um jogo bem lisérgico: Mário e seu irmão Luiggi comem duas variedades de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;cogumelos  &lt;/span&gt;e tomam uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;estrelinha &lt;/span&gt;para ganhar força e velocidade... eles ainda são meio ripongos: acreditam no poder das flores para combater as forças opressoras! Fora que o mundo que eles vivem é bem psicodélico - as tartarugas voadoras que o digam ¬¬. Diga &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não&lt;/span&gt; as drogas, Mário!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;==============================================&lt;br /&gt;==============================================&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;No último &lt;span style="font-style: italic;"&gt;World Music Awards&lt;/span&gt;, Michael Jackson, conhecido também como Jack'o'Wacko, recebeu um daqueles prêmios de consolação por "contribuição excepcional à música" - um desses prêmios que se dá quando não há possibilidade de uma premiação real como "melhor cantor", "melhor album", enfim... aliás, há alguns anos ele vive ganhando prêmios dessa natureza, tá até meio acostumado, imagino - e iria fazer uma apresentação no dia da entrega. Especulava-se que o hit &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Thriller&lt;/span&gt; seria a grande atração da cerimônia e "a grande virada do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;King of Pop&lt;/span&gt;". Depois de uma hora e meia de atraso, para a surpresa de todos, ou quase todos - porque alguns, assim como este humilde jovem que aqui escreve essas tolas missivas eletrônicas, concordam que Jacko devia pedir licença pra cagar e sair de cena - um rapper adolescente apresentou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Thriller&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jacko, &lt;/span&gt;&lt;font&gt;por sua vez,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;apresentou... &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;We are the world&lt;/span&gt;!!!... com coral e tudo!&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Um desastre total!  Alguns fãs exigem até reembolso...&lt;br /&gt;Contudo, a apresentação foi bem últi para que se percebessem algumas coisas: depois que vi um trecho da apresentação, entendi que o rei do pop faz parte daquela sociedade secreta mostrada no filme de humor negro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A morte lhe cai bem&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;:&lt;/span&gt; na tal seita, seus membros têm acesso a um elixir de beleza e juventude eternas, mas Michael, assim como as personagens de Goldie Hawn e Maryl Streep, deve ter sofrido algum acidente e morreu, porém vai ter que "viver" eternamente num corpo que se decompõe lentamente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;font&gt;==============================================&lt;br /&gt;==============================================&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;font&gt; &lt;font&gt;O grupo de rock britnânico Keane apresentou uma novidade na atual turnê, um "pô-pô-ri" de músicas da cantora Christina Aguilera e do extinto grupo Destiny's Child, Dirrrrrrrrrty e Bootylicious, batizada pelo grupo como "drrrrtylicious"... agora durma com uma zuada dessa e ainda diga que dormiu tão bem que sonhou! tsc tsc&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-116383685173871896?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/116383685173871896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=116383685173871896&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/116383685173871896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/116383685173871896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2006/11/por-inzmprio-notas-de-rodap-pra.html' title='por inzêmprio: notas de rodapé pra iscraricê!'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-116378414519526260</id><published>2006-11-17T14:18:00.000-03:00</published><updated>2006-11-17T14:25:35.210-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;FRASE (INFAME) DA SEMANA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;color:#009900;"&gt;Nunca vou tomar vergonha, afinal ela não é líquida... ¬¬&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-116378414519526260?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/116378414519526260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=116378414519526260&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/116378414519526260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/116378414519526260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2006/11/frase-infame-da-semana-nunca-vou-tomar.html' title=''/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-115826242085979164</id><published>2006-09-14T16:33:00.000-03:00</published><updated>2006-09-17T17:59:12.873-03:00</updated><title type='text'>Sete Sóis, Sete Luas: Blimunda, Saramago e Portugal</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;Pelas mãos de alice...&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Blimunda, para quem não a conhece, é uma das mais famosas e emblemáticas personagens criada por José Saramago e protagonista do romance Memorial do Convento. Blimunda possuía o dom de ver o que estava encerrado dentro das pessoas, ela via as pessoas por dentro. Contudo era seu poder de ver as vontades que as pessoas trazem dentro si presas dentro de nuvens fechadas que conduz a história e que encanta o leitor.&lt;br /&gt;A história do romance descreve, através dediversas alegorias, Portugal do século XVIII, o Império Decadente, mal administrado, e que apesar de todas as riquezas extraídas das colônias apresentava um quadro social conturbado, cidades sujas, sobretudo Lisboa, violentas, sem lei e um coroa que desconhecia ou ignorava essa situação, além de um povo que, por sua vez, era omisso e acomodado e se manteve sob-controle.&lt;br /&gt;Antes de prosseguir e até chegar em Blimunda - o tema de hoje - é preciso que eu faça uma breve apresentação do contexto português que é o background do romance de Saramago.&lt;br /&gt;Quando voltamos os olhos para a Península Ibérica e observemos com calma o nosso "país-irmão" que há mais de 500 anos, por acaso, nos achou (e não descobriu como se canta em verso e prosa) nos deparamos com um país de excentricidades, anomalias e contrastes, um país em vigora a regra do jeitinho.&lt;br /&gt;Atualmente um dos principais problemas enfrentados pelos portugueses está relacionado ao ethos. Primeiramente porque não há um lugar que este país possa ocupar, conseqüência direta da imagem que os portugueses têm de si próprios e que o resto do mundo, principalmente os países da União Européia têm deles. Não se conhece a identidade portuguesa, há, ao invés disso, uma série de brumas e uma dificuldade na compreensão, não se sabe que país é aquele, porém, do outro lado, o português adota para si uma identidade toda embasada num passado (abstrato) de glória e não vê nisso problema algum - ele se conhece muito bem.&lt;br /&gt;Nesse sentido este conflito acaba criando uma situação muito peculiar (o que é muito normal quando se refere à Portugal) que é a da hiperidentidade portuguesa, isto é, a identidade em excesso, a identidade fechada e (muito) bem definida, que não suscita problemas ou conflitos, não ha inquietação nem busca por soluções. Os próprios cidadãos construíram e ajudam a manter uma imagem de um país que vive à sombra do antigo império mercantilista, das quintas, das sardinhas, dos azeites, dos azuleijos, do fado, do vinho do porto, das grandes navegações, e, principalmente (e o mais preocupante) do sonho, da ilusão e do devaneio, o país dos mitos, das glórias, das derrotas e dos azares e frustrações históricas - a perda de reis, o domínio espanhol, a perda das colônias e, por fim a ditadura salazarista.&lt;br /&gt;Quanto aos azáres, são eles, no imaginário do povo português e de teóricos como Eduardo Lourenço, autor de Nós e a Europa, os responsáveis pela atual e complicada situação social portuguesa.&lt;br /&gt;Em segundo lugar, trata-se aqui de uma nação que define-se a si própria como semi-periférica, ampliando o problema de encontrar e ocupar um lugar de fala, um ethos. Ora, a priori, ou um país é centro ou ele é periférico, não havendo portanto um meio-termo, mesmo que no periférico haja, ainda, aquela ressalva eufemista de "país [periférico] em desenvolvimento". No caso específico de Portugal, a condição de "semi-periferia" se dá prioritariamente por sua localização geográfica, e também das inúmeras ajudas que o país recebe da União Européia. Há, de fato características de centro, como o elevado nível de consumo e baixíssimas taxas de desemprego, entretanto não se verifica a existência de um Estado de Providência (Wellfaire State), índices de violência elevados, e, apesar do nível de desemprego ser um dos menores, se não o menor, em toda Europa, os empregos são, na verdade, sub-empregos, ou seja, ganha-se muito pouco. Então, como um país cuja maioria dos empregos são na verdade sub-empregos, cujos índices de desenvolvimento humano mínimos e as taxas de migração elevadas (cerca de 12 a 15 milhões de portugueses vivem fora de portugal e mais de 11 milhões de estrangeiros vivem em Portugal, principalmente provenientes das ex-colônias), todas características de países periféricos, pode consumir como um país central como Inglaterra, França e Estados Unidos? Este é o primeiro contraste.&lt;br /&gt;Percebe-se que a situação de Portugal é aquela que Bhabha conceitua como entre-lugar, o lugar do deslizante e marginal, o Outro, o desconhecido. O entre-lugar, ethos português, não é reconhecido pelo sistema mundial, entendido aqui como o mundo neoliberal e globalizado, porque a semi-periferia não existe de fato, portanto sua participação não é permitida. O que representa mais um entrave no seu possível desenvolvimento.&lt;br /&gt;Na contra-mão desse raciocínio, o país reivindica um espaço, antes de tudo, privilegiado e não aceita o não-reconhecimento de sua gloriosa história como fator determinante para integrar o sistema mundial. O país está à espera de um grande acontecimento que devolva aos portugueses o posto de grande potência mundial. O povo português ainda espera um futuro glorioso como fora seu passado glorioso, de grandes feitos, espera um lugar que é seu por direito, o centro do sistema mundial.&lt;br /&gt;O país foi capaz de produzir o melhor, mais bem elaborado e justo código de leis da Europa, que nunca foi aplicado. Os motivos são muitos, desde uma ausência de cultura democrática e republicana conseqüênte de uma História conduzida por regimes autoritários (desde as aristocracias à ditadura de Salazar), a não-indutrialização e uma burguesia constituída por ruralistas (como é o caso do Brasil, por exemplo) e que não estava, em princípio, desfavorecida pela classe aristocrática, portanto não havia a necessidade de questionar ou de buscar mudanças. Daí, talvez, o fato de que até hoje o país seja essencialmente rural e patriarcal. A própria conquista da democracia se deu por imposição, basta observar o modo de como aconteceu a Revolução dos Cravos, em 1974, feita por militares, um golpe do próprio golpe, e que conquistou muito pouco em se tratando de valores democráticos.&lt;br /&gt;Em Nós e a Europa, Lourenço justifica toda a situação portuguesa atual como produto do revés histórico e argumenta que a perda das colônias não representou um problema porque a colonização buscou, desde o princípo, preparar e capacitar ou civilizar aqueles povos. Nesse sentido se justapõe o mito que acaba duplicado, daí a hiperidentidade.&lt;br /&gt;Em geral, conforme as 11 teses que Boaventura Santos sugere em Pelas mãos de Alice, não por acaso o título porque ele sugere em primeiro lugar a perda da inocência e o prostar-se diante do espelho e reconhecer-se a si próprio, isso se dá por diversos motivos mas que o principal problema se dá não pelos azares históricos, mas pela má gestão do Estado. Cada uma das 11 teses refuta os pressupostos de Lourenço, mas o principal e conflitante contraste contestado por Santos é que, em Portugal, as ciências sociais, que devem dentre outras coisas compreender, ou auxiliar na compreensão, da dinâmica social, chegaram tardiamente, e de maneira inversa: as ciências socias começam pela psicanálise, a mais recente de todas. Portanto, em primeiro lugar não há o desenvolvimento de um método científico para as ciências sociais, porém o ponto central é que é impossível compreender uma nação a partir de um pressuposto psicanalítico, fundamentado no incosciente, além de ser impossível que se analise a si próprio, é preciso um olhar estrangeiro, o que mais uma vez duplica o mito, porque não há distanciamento.&lt;br /&gt;O que Santos discorre em seutexto é que justamente, o país não fora injustiçado e que o país não está doente, não precisa ser tratado, mas enfrentar os problemas e abandonar um passado de glória que nunca existiu, o país não é ingorado pela Europa na contemporaneidade, mas desde o período assimilado pelos portugueses como áureo.&lt;br /&gt;É justamente nesse viés que Saramago desenvolve Memorial do Convento. O romance é atemporal, embora saiba-se que o tempo, seja ele numa narrativa ou no dito "mundo real" é sempre bergsoniano, isto é, sempre uma contrução, é o tempo da sensação, o tempo pessoal e íntimo, em última instância. Atemporal porque mesmo se passando no século XVIII a realidade apresentada é da alta idade média, período da inquisição, do maior omínio da Igreja e de um estado dominado pelas "trevas". A história conta a construção do Convento de Mafra, contrapondo a rotina da coroa a da plebe, os sujeitos marginais à História, reprentada po Baltazar Sete-Sóis, Blimunda Sete-Luas e do Pe. Lourenço (referência de Saramago ao teórico Eduardo Lourenço), este último apesar de padre é cientista e inventor, além de quê ele abençoa a união de Baltazar e Blimunda, completamente fora dos padrões e das doutrinas da Igreja, portanto os três são sujeitos da contravenção. Lourenço era conhecido como "Padre Voador" porque ele inventara uma pequena máquina de voar e construía em segredo, com o apoio de el-rei, uma pássarola.&lt;br /&gt;Para conseguir tal feito, o padre conta com a ajuda de Blimunda e Baltazar, todos sujeitos da contravenção e situados à margem da sociedade, completamente fora dos padrões comportamentais vigentes. É com o dom de Blimunda (o de ver por entre e por das coisas) e com a força de Baltazar que é construída a passárola.&lt;br /&gt;O renomado e premiado autor "fez as pazes" com Portugal com este romance, hostilizado durante a ditadura salarista, esteve "omisso" até ser ele próprio uma das "vítimas do sistema" e acabar exilado do país.&lt;br /&gt;A intensa crítica dos problemas portugueses e uma linha de raciocínio que converge com a de Boaventura Santos (de que os problemas, em Portugal, não são conseqüência de azáres históricos, mas de uma conturbada gestão do patrimônio do Estado). Percebe-se também o quanto estes problemas de ordem econômica incidem diretamente sobre a configuração das identidades, principal problema português: a falta de reconhecimento ou a duplicação dos mitos fundadores da nação.&lt;br /&gt;Para maiores detalhes, em breve posto mais uma vez o artigo que escrevi sobre o assunto, com mais calma e mais detalhado. Até breve, meus caros leitores inisíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lucas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-115826242085979164?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/115826242085979164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=115826242085979164&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/115826242085979164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/115826242085979164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2006/09/sete-sis-sete-luas-blimunda-saramago-e.html' title='Sete Sóis, Sete Luas: Blimunda, Saramago e Portugal'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-115110984566735490</id><published>2006-06-23T21:41:00.000-03:00</published><updated>2006-06-23T21:44:05.666-03:00</updated><title type='text'>Dica de site</title><content type='html'>O site Share! (http://www.51mpc.com/share.htm) tem alguns milhares de discos disponíveis para download... é bem eclético, devo afirmar, desde Tom Jobim até Def Leppard... bom, tem muito lixo, mas se você for como eu e tiver paciência, há de achar alguma coisa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-115110984566735490?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/115110984566735490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=115110984566735490&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/115110984566735490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/115110984566735490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2006/06/dica-de-site.html' title='Dica de site'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-115110968790017823</id><published>2006-06-23T21:39:00.000-03:00</published><updated>2006-06-28T19:20:48.526-03:00</updated><title type='text'>Tendra miedo...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;Achei essa no Terra Tecnologia...&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" class="titulo" &gt;Gorro eletrônico permite mover PC com pensamento&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="titulo"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="titulo"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Usando um gorro eletrônico, o cientista austríaco Peter Brunner olha fixamente para a tela de um computador portátil e aí, sem nem mesmo pestanejar, começa a compor, letra a letra, uma mensagem que aparece em uma tela gigante acima de sua cabeça. "O-L-Á", escreve, usando apenas o poder do pensamento, surpreendendo o público presente: cientistas e curiosos reunidos em Paris por ocasião da segunda edição do salão de Pesquisa e Inovação. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;Peter Brunner e dois de seus colegas do centro público de pesquisas de Wadsworth (em Nova York) puseram à prova na capital francesa uma nova forma de comunicação entre cérebro e computador. Graças às dezenas de eletrodos inseridos no gorro eletrônico, este assombroso equipamento capta sinais elétricos emitidos pelo cérebro e os digitaliza para que o computador seja capaz de traduzi-los. &lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;Sem intervenção de nervos ou músculos, a interface "oferece uma possibilidade de comunicação e de autonomia para as pessoas que sofrem paralisias totais" e que não podem nem falar, nem se movimentar, explicou Eric Sellers, outro cientista do centro de Wadsworth. Os cientistas trabalham há 20 anos na conversão do pensamento em ação, mas só agora conseguiram, quando a tecnologia começa a sair dos laboratórios para se tornar em aparelhos em serviço ao homem. &lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;De agora em adiante, o poder da mente sobre a matéria não vai pertencer de forma exclusiva ao circo ou à ficção científica, com seus "quase magos" capazes de torcer colheres só com o olhar. Com esta nova forma de comunicação cérebro-computador será possível melhorar consideravelmente a qualidade de vida de 100 milhões de pacientes no mundo, 16 milhões dos quais são vítimas de paralisia cerebral e pelo menos cinco milhões mais com ruptura da medula espinhal, antecipou o doutor Sellers. Além disso, 10 milhões de pessoas também sofrem de paralisia total depois de um acidente vascular cerebral, informou. &lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;As aplicações possíveis da nova invenção vão mais além da escrita: só é uma questão de tempo para que a tecnologia seja utilizada para guiar cadeiras de rodas, previu Sellers. "Já somos capazes de fazê-los. Mas o problema é complexo e, por enquanto, não seria muito certo", acrescentou. O terror do aprisionamento de uma mente lúcida em um corpo paralisado foi cruamente retratado no fim dos anos 1990 pelo jornalista francês Jean-Dominique Bauby em suas memórias "O Escafandro e a Borboleta", ditadas através de piscadelas com seu olho esquerdo. &lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;O sistema implantado em Wadsworth se baseia no algoritmo que analisa as ondas emitidas pelo cérebro, como em um eletroencefalograma, e marca os picos de intensidade correspondentes a esforços mentais definidos. Quando o doutor Brunner se concentra para escrever o "F" de "folha", ele fixa sobre a tela uma fileira de letras e símbolos, iluminados rapidamente e de forma aleatória. &lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;Cada vez que uma fileira, vertical ou horizontal, contém a letra "H", seu cérebro emite um sinal ligeiramente mais forte. O computador precisa de 15 segundos para determinar a letra vislumbrada, mas os resultados melhoram com a prática. Um neurobiólogo americano de 48 anos, vítima da doença de Charcot - uma enfermidade degenerativa das células nervosas - pode continuar trabalhando graças a este programa, apesar de não conseguir nem mover os olhos. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Redige propostas de subvenções, envia correio e é capaz de usar o teclado do computador em casa", disse. Inclusive escreveu uma mensagem expressamente para a demonstração de Paris, projetada pelo doutor Sellers. Dirigindo-se a Altran, a sociedade francesa que acertou em 2005 seu prêmio anual à equipe americana, escreveu: "Sou um pesquisador em neurociência que não poderia viver sem esta interface. Teclo esta mensagem com meu eletroencefalograma graças à amável autorização do programa de pesquisas sobre o sistema de comunicação cérebro-computador do centro de Wadsworth".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte: &lt;a href="http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI1050999-EI4799,00.html"&gt;Terra Tecnologia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-115110968790017823?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/115110968790017823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=115110968790017823&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/115110968790017823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/115110968790017823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2006/06/tendra-miedo.html' title='Tendra miedo...'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-115094133018784079</id><published>2006-06-21T22:14:00.000-03:00</published><updated>2006-06-21T23:02:02.436-03:00</updated><title type='text'>Vídeos da Turnê "Universo Particular"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/4414/1732/1600/MarisaMonte_S%3F%3FoPaulo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4414/1732/320/MarisaMonte_S%3F%3FoPaulo.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;youtube &lt;/span&gt;realmente veio revolucionar, meus caros leitores (e não-leitores também, por quê não?!)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este missivista traz para os senhores alguns links para vídeos da nova turnê da Marisa Monte (aquela cantora cheia de "misâncene", lembra?!). Os vídeos são bacanas e bem filmados, dentro do possível, é lógico, são filmes amadores, aliás, pelo que vi, o show também é bacana, confira você mesmo, já que tão cedo ela não se apresenta aqui para a patuléia provinciana, a chusma nem sempre é lembrada, meus estimados senhores... E aproveitando o embalo de Marisa Monte, até sábado, devo deixar aqui pra vocês o áudio de um show completo do show &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Verde Anil e Amarelo Cor de Rosa e Carvão &lt;/span&gt;(1998), este, sim, é bem raro, descobri recentemente no emule.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=c9lfVhD1xcc"&gt;Velha Infância (Ao vivo em São Paulo)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=fG47Jlaa4NY"&gt;Segue o Seco&lt;/a&gt; (Curitiba)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=jjN_Maab_hQ"&gt;Maria de Verdade (Curitiba)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=cKTghGccl7o"&gt;Satisfeito&lt;/a&gt; (Curitiba)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=GvPXfLOPEDM"&gt;Pra ser sincero (Curitiba)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=40m6FXAcdHA"&gt;Carnavália (Curitiba)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=8qmyIfO1j7I"&gt;Meu Canário (Curitiba)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=IzhYHls1Ka8"&gt;Alta Noite (Curitiba)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=oTwArDVibD8"&gt;Não é Proíbido (Inédita)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=KBa21PT1G-w"&gt;Eu não sou da sua rua&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=KBa21PT1G-w"&gt;Vai saber&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=KBa21PT1G-w"&gt;Pra mais ninguém&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=PMjIZ1ok5j4"&gt;Final de Velha Infância (São Paulo)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=xe1jfYBWdkk"&gt;Não Vá embora (Bis) - (São Paulo) &lt;/a&gt;- Com fã invadindo o palco e pedindo "Bem Que Se Quis", hilário é pouco!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24358072-115094133018784079?l=por-inzemprio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/feeds/115094133018784079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24358072&amp;postID=115094133018784079&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/115094133018784079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24358072/posts/default/115094133018784079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://por-inzemprio.blogspot.com/2006/06/vdeos-da-turn-universo-particular.html' title='Vídeos da Turnê &quot;Universo Particular&quot;'/><author><name>Lucas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05281433572461805201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24358072.post-115076853383002396</id><published>2006-06-19T22:26:00.000-03:00</published><updated>2006-06-19T23:09:06.083-03:00</updated><title type='text'>Dona Bethânia completa 60 anos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.jbfm.com.br/img/maria.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://www.jbfm.com.br/img/maria.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A cantora Maria Bethânia completa 60 anos, recebe o título de cidadã soteropolitana e tem toda a sua discografia relançada pelas suas antigas gravadoras numa iniciativa pioneira no Brasil, prepara novo CD e DVD cujo tema gira em torno da paixão que é nutrida pela água, além do lançamento do documentário "Música é Perfume" em vídeo.&lt;br /&gt;A cantora que se converteu em entidade da cultura brasileira e, sobretudo, baiana - a Oyá-Bethânia, conseguiu a proeza de depois de mais de 40 anos de carreira manter o frescor do início atrelado a maturidade que só mesmo o "tempo, tempo, tempo, tempo" consegue conferir: a voz está mais mansa, a performance continua forte, contudo mais serena, muitas músicas se inventam e se reinventam. A atualização do trabalho é para muitos um dos pontos negativos de sua carreira, contudo este missivista da província da Bahia não só não vê problema como acha imprescindível revisitar e reinventar a vida. Já disse Borges que mais importante que ler é reler. Mais importante que fazer, então, é desfazer e refazer,  e que a cantora apresenta na música "Nossos Momentos" ("A força que se espalha de alguns movimentos/ que sei desfazer refazer"). Agora é possível para muitos admiradores da música pop brasileira uma das raras oportunidades de conhecer e completar a discografia de uma cantora que partiu de musa  da contra-cultura e da performance inovadora, forte e teatral que misturava, ainda, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kitsch &lt;/span&gt;ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cult&lt;/span&gt;, da andorginia e do sincretismo religioso, até o posto de grande ícone da música pop brasileira.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você pode até não gostar, pode achar brega, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;dramática&lt;/span&gt;, ultrapassada, enfim, mas há que reconhcer a importância e a contribuição que nos deu Bethânia, tanto para a música quanto para a cultura brasileira que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje não vou colocar disco para download, estou sem tempo para fazer upload, mas deixo uma letra de um música composta por Wally Salomão, o grande poeta, e que me faz muita falta, e Caetano Veloso, que dispensa comentários, gravada por Bethânia em 1992 no disco homônimo, gravado e lançado, inclusive, a contra-gosto da gravadora num esquema meio independente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Olho D'água&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por entre avenca feto e taquara-poca&lt;br /&gt;No seio limo da mata ciliar&lt;br /&gt;Corre arregalada a matéria prima essencial&lt;br /&gt;O vero olho da terra é um cristal d'água&lt;br /&gt;E não há no reino mineral&lt;br /&gt;Nehnhum poder de terra que estanque&lt;br /&gt;O jorro das gotinhas&lt;br /&gt;Rasgando as entranhas da terra&lt;br /&gt;Sedentas por ver o sol&lt;br /&gt;Sedentas por ver o sol&lt;br /&gt;Sedentas por ver o sol&lt;br /&gt;Secas por vê-lo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dourar o vale e a serra&lt;br /&gt;Pupila iris pálpebra retina&lt;br /&gt;Há se este olho d'água&lt;br /&gt;Filtrasse a sentina do mundo e da minha alma&lt;br /&gt;E o nojo e a lama lavasse&lt;br /&gt;E o ecopagão aos meus ouvidos recordasse&lt;br /&gt;Qque o ol
